segunda-feira, 16 de março de 2020

A Grande Guerra (La Grande Guerra) 1959

Itália, 1916. Oreste Jacovacci e Giovanni Busacca são recrutados, como todos os jovens italianos, para servir o exército na Primeira Guerra Mundial. Eles encontram-se no recrutamento, onde Giovanni suborna Oreste, na esperança de conseguir um adiamento médico. Oreste aceita o dinheiro, mas não cumpre com o prometido. Os dois estão destinados a servir como camaradas na mesma unidade, e encontram-se no comboio para a frente de batalha. Não é o ambiente mãos favorável para se tornarem amigos, mas vão ter de colocar as diferenças de parte.
Já tinha deixado algumas palavras sobre este filme na introdução do ciclo. Nasceu do grande sucesso de "I Soliti Ignoti", realizado pelo mesmo Mario Monicelli. Foi um projecto arrojado, uma comédia dramática de grande orçamento, que não era habitual nos tempos que corriam. "La Grande Guerre" vive, sobretudo, da grande química que existe entre o duo de protagonistas, interpretados por Alberto Sordi e Vittorio Gassman. Duas interpretações incríveis, que iriam tornar esta dupla de actores as principais faces deste género de cinema. Dois soldados que são covardes, e que em situações difíceis se tornam heróis.
Uma menção especial para Silvana Mangano, à data casada com o produtor Dino de Laurentiis, como a prostituta Constatina, que se apaixona por Giovanni. O elenco de apoio também é muito bom, como nomes como Folco Lulli , Bernard Blier , Romolo Valli , Carlo A'Angelo , Livio Lorenzon e Gerard Herter, e a fotografia evocativa de Giuseppe Rotunno, um habitual colaborador de Fellini e Visconti. A banda sonora é do grande Nino Rota.
Foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, e ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza.

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