Mostrar mensagens com a etiqueta Peter Cushing. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Peter Cushing. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de dezembro de 2019

Frankenstein e o Monstro do Inferno (Frankenstein and the Monster from Hell) 1974

O idoso Barão Victor Frankenstein (Cushing) está alojado num asilo de loucos, no qual exerce a função de cirurgião e tem uma série de privilégios, como por exemplo informações secretas sobre Adolf Klauss,, o diretor corrupto e pervertido do asilo (John Stratton). O Barão, sob o pseudónimo de Dr. Carl Victor, usa a sua posição para continuar as suas experiências na criação do homem. Quando Simon Helder (Briant), um jovem médico, chega ao asilo, o Barão fica impressionado com os talentos de Helder e decide torná-lo seu aprendiz. Juntos, eles trabalham no projeto de uma nova criatura. Sem o conhecimento de Simon, no entanto, Frankenstein promove a aquisição de partes de corpos dos seus pacientes assassinados. 
Depois do falhanço que foi "Horror of Frankenstein", o filme seguinte parecia uma reunião da antiga equipa da Hammer. Escrito por Anthony Hinds sob o pseudónimo de John Elder, a Hammer convenceu Terence Fisher a regressar de uma aposentadoria e Peter Cushing a regressar ao papel que o tornou famoso. Tinha tudo parar dar certo, no entanto a nostalgia dos bastidores não se traduziu na tela, e o último Frankenstein da Hammer acabaria por ser um esforço inglório para terminar um franchise que tinha feito história, um pouco ao jeito de Drácula no ano anterior. 
Embora possa ser uma tentativa de recapitulação de glórias passadas, o filme também tem algumas virtudes. O Barão de Cushing é o maior vilão de sempre, com referências a tendências homicidas e a procura de avanços científicos a qualquer custo e sem senso de moralidade. Cushing interpreta sempre bem esta personagem, e é, de longe a maior virtude do filme. 

Link
Imdb

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Drácula 72 (Drácula A.D. 72) 1972

Drácula, o conde vampiro da Transilvânia, é morto no século dezanove pelo seu perseguidor Abraham Van Helsing, mas as suas cinzas são guardadas por um estranho homem. Mais tarde, na moderna Londres em pleno século vinte, um jovem rebelde e desordeiro - descendente daquele misterioso homem - tem acesso a essas cinzas e, num macabro ritual satânico, traz de volta à vida o terrível senhor dos vampiros. Agora, o professor Van Helsing, descendente directo do antigo caçador de vampiros, tem de lutar novamente contra o senhor das trevas, mas desta vez, para proteger a sua neta, uma linda jovem, pela qual o vampiro está apaixonado. 
O último filme de período da série Drácula tinha sido "Scars of Drácula", de 1970, uma obra onde se nota a decadência em que esta série de filmes estava a entrar, e que nem vimos neste ciclo. A maioria dos cenários e argumentos já tinham sido utilizados, até que chegava Alan Gibson aos comandos da série, tendo a oportunidade de realizar dois filmes. A Hammer passava assim a acção das aldeias da Europa do Século XIX para a movimentada Londres do Século XX, e como bónus trazia Peter Cushing de volta na perseguição ao vampiro.
"Drácula AD" era um filme que deixava o público da Hammer com "mixed feelings". Lee é magnético como de costume, embora tenha pouco tempo de cena, e com muita pena não o vemos a varrer as ruas de Londres com a sua capa atrás. Peter Cushing já tem mais tempo para brilhar, e já o vemos a correr pelas ruas escuras de Londres enquanto veste o manto de herói e persegue um jovem vampiro. 
Mesmo com todos estes artefactos os resultados não foram os melhores, tendo o filme sido bastante criticado ao longo dos anos. No entanto, merece sem dúvida uma segunda oportunidade.

Link
Imdb

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

As Servas de Drácula (Twins of Evil) 1971

Twins of Evil é o terceiro filme da Karnstein Trilogy, baseada na personagem Carmilla, criada em 1872 por Joseph Thomas Sheridan Le Fanu, para a novela com o mesmo nome. De Jean Rollin a Jess Franco, Carmilla foi uma grande fonte de inspiração na criação de vampiros do sexo feminino no cinema. Mas Twins of Evil não é uma adaptação directa da obra de Le Fanu pois a Mircalla Karnstein, reencarnada em Carmilla na novela, são concedidos apenas alguns minutos da trama. O destaque é dado às gémeas Maria (Mary Collinson) e Frieda (Madeleine Collinson), que, depois da morte dos pais, viajam de Veneza para Karnstein para serem adoptadas pelo tio Gustav Weil (Peter Cushing), líder de uma terrível irmandade responsável pela captura e morte de bruxas e de outros supostos seguidores do diabo. O conde de Karnstein (Damien Thomas), invocando o demo, ressuscita Mircalla (Katya Wyeth) e com a sua ajuda é transformado em vampiro. Uma das gémeas, Frieda, entediada com o isolamento que vive na aldeia, procura a companhia do conde, que a seduz e secretamente transforma em vampira. 
One uses her beauty for love! One uses her lure for blood. Which is the virgin? Which is the vampire? 
A Karnstein Trilogy é uma resposta dos estúdios Hammer ao esgotamento dos filmes protagonizados por Dracula e também à mudança de costumes no que diz respeito à utilização do sexo e da violência no panorama audiovisual da época. Desde o primeiro filme na Hammer e ao longo das sucessivas releituras, Dracula - interpretado por Christopher Lee - largara um certo ar romântico e acentuara a frieza e o sadismo. Em Dracula: Prince of Darkness (Terence Fisher, 1966), o conde não profere uma única palavra, bastando a sua figura aterradora. Scars of Dracula (Roy Ward Baker, 1970) marca o ponto mais alto na violência, até essa data. Mas os resultados críticos e de público tornavam-se desanimadores. A introdução de mulheres libidinosas e com orientações lésbicas foi a estratégia que o estúdio estabeleceu para revitalizar o género. Primeiro com The Vampire Lovers (Roy Ward Baker, 1970) e depois com Lust for a Vampire (Jimmy Sangster, 1971), ambos em torno da tentadora vampira Carmilla. No filme seguinte, Twins of Evil, a novidade recai no protagonismo entregue a duas irmãs gémeas, numa bela imagem do bem e do mal. Enquanto Maria aceita resignada a realidade que o tio lhe impõe, Frieda oferece a alma ao diabo e não se coíbe em condenar a irmã à morte. As irmãs Collinson chegam à Hammer depois de terem posado nuas para as páginas da Playboy, como Playmates do mês. Desenganem-se, desde logo, aqueles que procurarem Twins of Evil por este aspecto pois é muito comedido nas cenas de nudez (ou lésbicas), quando comparado com os outros dois filmes da série. A Hammer introduziu a nudez em The Vampire Lovers e, a partir daí, tornar-se-ia em algo vulgar nos filmes do estúdio. Algum pudor nas cenas de sexo também se perdera com o tempo, mas mantendo-se sempre dentro do socialmente aceitável e sob a vigia do British Board of Film Classification. Isto obrigava ao uso de subtilezas - algumas muito pouco subtis - que criam apontamentos camp, como no plano de Twins of Evil em que vemos a mão de Mircalla a agarrar-se a um candelabro quando, fora de campo, está deitada na cama com o conde. Na Karnstein Trilogy, há regras importantes da mitologia vampírica que assumem outras formas. Uma delas, a possibilidade de os vampiros caminharem sob a luz solar, provoca incerteza no espectador quanto à definição das personagens e alterações dramáticas significativas na relação dos vampiros com os mortais. Os dentes também aumentam de tamanho, acentuando a pose grotesca. 
Texto do Carlos Alberto Carrilho, daqui

Link
Imdb

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

The Vampire Lovers (The Vampire Lovers) 1970

A Condessa é chamada para cuidar de uma amiga doente, e pede ao General para aceitar a sua filha Marcilla como hóspede. Alguns dos habitantes da aldeia começam a morrer, e a filha do General começa a ficar pálida e fraca, mas Marcilla está lá para confortá-la. Os habitantes da aldeia começam a sussurrar sobre vampirismo, e Marcilla é a principal suspeita..
Quando a década de setenta chegou, já se tinham passado mais de 10 anos desde que a Hammer começara a tomar conta do mercado de terror, com os seus filmes góticos. Mas as coisas mudaram muito a partir desta altura. Apareceram filmes mais explicitamente violentos e realistas, deixando a Hammer para trás pela primeira vez em quase 15 anos. Ironicamente, o estúdio que ajudou a introduzir mais violência gráfica no grande ecrã, subitamente parece um pouco antiquado. Como resultado, a Hammer dos anos 70, muitas vezes por desespero, voltava-se para a violência e o terror gratuito, com o objectivo de permanecer relevante.
Mas não abandonou totalmente o seu estilo ou conteúdo. Na verdade, voltaram-se para aquilo que sabiam que poderia ajudar mais a revigorar a sua marca: os Vampiros. Enquanto que o franchise de Drácula continuava na década de setenta com tentativas forçadas de se manter na primeira linha, chegando mesmo a passar o Vampiro para a Londres da actualidade, a Hammer introduziu uma nova trilogia, a Trilogia Karnstein, que se iniciou com este "The Vampire Lovers". Embora nunca tenha conseguido os mesmos resultados que os Dráculas da década anterior, esta série seria um marco pela sua explicita sensibilidade lésbica.
Roy Ward Baker realiza, Peter Cushing aparece no seu papel do costume, mas a estrela do filme é a vampira vilã: Ingrid Pitt.

Link
Imdb

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

O Barão Frankenstein (Frankenstein Must Be Destroyed) 1969

O Barão Frankenstein viaja para uma nova cidade para conhecer o Dr. Brandt, com quem tinha correspondido e com quem espera trabalhar. Quando chega, no entanto, descobre que ele está numa instituição mental, tendo ficado completamente louco. Fica numa pensão administrada pela jovem Anna, que por acaso está noiva de Karl, um médico que trabalha no estabelecimento onde o Dr. Brandt está internado. Quando Frankenstein descobre que Karl andava a roubar drogas do hospital, faz-lhe chantagem para que o ajudem a libertar o Dr. Brandt.
A imagem principal deste filme ocorre logo no início, quando um monstro hediondo remove o seu rosto para se revelar o Doutor Frankenstein a usar uma máscara. O quinto capítulo da saga Frankenstein da Hammer vê a transformação completa do médico em monstro. O retrato de Peter Cushing sobre o Barão de Frankenstein é de uma total insanidade e ódio, ao contrário do génio incompreendido (se não ético) dos filmes anteriores. Frankenstein transplanta o cérebro de um médico louco para o corpo de Freddie Jones, criando uma fera patética e disforme enquanto faz uso de outros vícios como a chantagem e violação para controlar as pessoas ao seu redor.
Diz-se que este era o filme preferido de Terence Fisher,  e o seu ritmo e a composição raramente foram melhores. Freddie Jones é óptimo a comunicar a desorientação e a agonia da sua condição, e a personagem de Cushing é mais unidimensional do que é habitual. Ainda haveria mais dois filmes da série de Frankenstein, mas agora Fisher só voltaria para o último.

Link
Imdb

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Frankenstein Criou Uma Mulher (Frankenstein Created Woman) 1967

A "Evil of Frankenstein" seguiu-se esta sequela, novamente com Peter Cushing como o cientista louco obcecado com a reanimação de cadáveres e a criação de criaturas sobre-humanas. O seu último projecto envolve transferir a mente de um homem erradamente executado para o corpo da sua amante, cujo suicídio a deixou terrivelmente desfigurada. 
"Frankenstein Created Woman" está perto de estar entre os melhores filmes da Hammer, dirigido com muito estilo por Terence Fisher e apresentando uma interpretação muito subtil mas sinistra de Peter Cushing como o Barão de Frankenstein. A mulher que ele cria é Susan Denberg, uma playmate da playboy lembrada com carinho pelos fãs de "Star Trek" como uma das "Mudd´s Women". Tal como em muitos filmes da Hammer, a melhor parte é apreciar a rica fotografia de Arthur Grant e o design de produção de Bernard Robinson. O argumento da autoria de Anthony Hinds apresenta uma interessante mudança de género, invulgar para filmes da década de sessenta. 
O quarto filme da série de Frankenstein era o regresso à forma depois do desastre que tinha sido "Evil of Frankenstein". A Hammer mexeu na fórmula, e tentou aproximar o filme com a fórmula da Universal de 1932. Fisher tinha estado fora no capítulo anterior, mas tem aqui um regresso em grande.

Link
Imdb

Drácula - O Príncipe das Trevas (Drácula: Prince of Darkness) 1966

10 anos depois do desaparecimento do Conde Drácula (Christopher Lee), um grupo de viajantes incautos, dois irmãos e as suas esposas, viajam pelos bosques dos Cárpatos, ignorando insensatamente os conselhos de um padre, e passam a noite num castelo amaldiçoado, onde um misterioso criado atende todas as suas necessidades.  Mas, naquela noite, tudo vai ser diferente..
O terceiro filme da série de Drácula, da Hammer, depois do excelente "The Brides of Drácula" trouxe Christopher Lee de volta à série, estabelecendo um modelo que o estúdio seguiria nos anos setenta. Daí em diante, Drácula seria ressuscitado, transformaria uma vitima agradável numa noiva vampira devassa, perseguiria um casal de jovens amantes, e confrontaria um velho sabichão. No entanto, apesar da forma ter ficado obsoleta, ele aqui ainda consegue ir um pouco mais longe. Apesar de não ter diálogos, o Drácula animalesco de Christopher Lee, exala um grande sentido de ameaça. De certa forma, foi o "Texas Chainsaw Massacre" dos seus tempos.
O filme também vai buscar algumas ideias aos westerns americanos, ao retratar os Cárpatos rurais como uma terra sem lei, invadida pelo medo e pela superstição, com o Padre Sandor (Andrew Kier) a aparecer como um John Wayne numa batina. A ausência de Peter Cushing é lamentável, mas esta personagem de Kier é um substituto digno. É claro que nos filmes de terror da Hammer a classe trabalhadora é sempre supersticiosa, e os ricos são todos uns monstros. Todas as pessoas boas são da classe média. Terence Fisher de novo na realização.

Link
Imdb

sábado, 23 de novembro de 2019

A Maldição de Frankenstein (The Evil of Frankenstein) 1964

Fugindo dos furiosos moradores da cidade por causa das suas experiências pouco vulgares, o Dr. Frankenstein (Peter Cushing) e o seu assistente Hans descobrem a sua criação original - que todos pensavam estar destruída - preservada no gelo. Enquanto tenta reviver o monstro no seu novo laboratório, o doutor percebe que o cérebro da criatura está dormente. Apenas Zoltan (Peter Woodthorpe), um místico hipnotizador, pode despertá-lo. Mas Zoltan decide usar a criatura para os seus próprios fins, e causa uma violenta sequência de eventos.
Realizado por Freddie Francis, "The Evil of Frankenstein" era uma sequela directa de "The Revenge of Frankenstein", e o terceiro na série de Frankenstein da Hammer. Foi mal recebido pelos críticos e é frequentemente considerado o pior da série, que chegou a sete capítulos. 
Em primeiro lugar, o filme sofreu com a troca de realizador, com Freddie Francis a ocupar a cadeira outrora de Terence Fisher. Por outro lado, o filme era prejudicado com o acordo que a produtora chegara a acordo com a Universal, acordo esse que permitia maquilhagem semelhante à usada pela Universal, assim como uma apropriação mais liberal de elementos da história. A maior parte do filme é sobre os esforços do Barão de Frankenstein em fugir às autoridades locais, e o argumento de Anthony Hinds faz do Barão um génio temperamental em vez de um génio implacável.
Felizmente Terence Fisher voltaria ao leme da franquia no quarto episódio da série, e tudo voltaria à normalidade.

Link
Imdb

terça-feira, 19 de novembro de 2019

A Morte Passou Por Perto (The Gorgon) 1964

Quando um professor (Michael Goodliffe) chega a uma pequena localidade para investigar a morte do filho, e da sua amante, é transformado em pedra por uma Górgon, levando o seu segundo filho (Richard Pasco) a chegar para uma investigação mais aprofundada. Pasco vai apaixonar-se pela bela assistente (Barbara Shelley) de um doutor (Peter Cushing) , enquanto que um professor (Christopher Lee), especialista em folclore, está convencido que a Górgon incorporou a forma humana.
"The Gorgon" é um dos melhores filmes góticos da Hammer, e um dos pontos altos da carreira de Terence Fisher. Depois de refazer os clássicos monstros da Universal - Drácula, Frankenstein, o Homem Lobo, o Fantasma da Ópera - durante mais de meia década, a Hammer resolveu dedicar-se a algo mais original, e também muito mais antigo. John Gilling escreveu o argumento, inspirado numa história de J. Llewellyn Devine, voltando à mitologia clássica para criar a primeira monstra da Hammer. Megaera, um espírito imortal que de alguma forma encontrou o caminho para a Alemanha, onde toma posse do corpo de uma pessoa a cada lua cheia, transformando-se no Górgon de cabelos de cobra que transforma em pedra qualquer pessoa que olhe directamente para ela.
Apesar de Gilling ficar insatisfeito pelas mudanças feitas por Anthony Hinds no argumento, a história e as personagens garantem a Terence Fisher algum do seu trabalho mais rico, uma mistura complexa de conflitos psicológicos com uma atmosfera romântica de conto de fadas. 

Link
Imdb

sábado, 16 de novembro de 2019

Taberna Maldita (Captain Clegg) 1962

Em pleno Século VVIII, os Pântanos de uma pequena cidade costeira, e as actividades nocturnas dos homens da cidade proporcionam a acção. A Coroa Real suspeita que haja contrabando nesta região, e enviam o Capitão Collier (Patrick Allen) e a sua equipa para investigar. Quando começam a investigar começam a aparecer fantasmas no pântano, e o Capitão Collier suspeita que o estranho padre da localidade (Peter Cushing) possa estar a esconder alguma coisa.
Conhecido tanto por "Captain Clegg" como por "Night Creatures", este é um dos filmes mais únicos da Hammer. O argumento imaginativo combina aventura histórica, mistério, e alguns elementos vagos de terror, com efeitos impressionantes que destroem estes géneros. Também há aqui um ângulo político nesta história, com o argumento a criticar as pesadas regras da realeza contra a comunidade. 
Sendo um dos poucos trabalhos para cinema de Peter Graham Scott, o filme move-se a um ritmo bastante rápido, com a história a dar algumas voltas e reviravoltas ao longo do caminho. Scott trabalha a partir de um argumento de Anthony Hinds, um jovem que já tinha colaborado em duas produções dignas de nota, da produtora: "As Noivas de Drácula" e "A Maldição do Lobisomen", e que daqui para a frente colaboraria na maioria dos filmes de terror da Hammer. 
Peter Cushing, depois de um afastamento de 2 anos dos filmes de terror da produtora, é o homem que rouba o filme, muito bem acompanhado por Patrick Allen e Oliver Reed.

Link
Imdb

domingo, 10 de novembro de 2019

As Noivas de Drácula (The Brides of Drácula) 1960

Yvonne Monlaur é Marianne, uma jovem professora de francês que se dirige para uma escola de meninas nas profundezas da floresta na Transilvânia. Quando o seu motorista assustado a abandona numa pousada, os empregados primeiro pedem-lhe que saia, mas depois imploram-lhe que fique, mas não ousam discutir com a baronesa que oferece um quarto a Yvonne no seu castelo. Esta mulher elegante pode muito bem ter motivos sisnistros, mas é o encontro de Marianne com o filho da baronesa que lhe irá levantar problemas realmente profundos. Enquanto isso, desaparecem jovens na região, e o lendário Dr. Van Helsing já vai a caminho.
A Hammer Films e o realizador Terence Fisher deram seguimento ao excelente "Horror of Dracula", com esta sequela igualmente muito bem feita, cheia de ricas cores, e que sofria apenas com a falta do Conde Drácula, porque Christopher Lee tinha recusado em participar em futuras sequelas do primeiro Drácula, pelo menos por enquanto. No seu lugar temos o jovem loiro Barão Meinster (David Peel), a fornecer a ameaça vampiresca necessária. O doutor Van Helsing continua em cena, interpretado pelo habitual Peter Cushing e Jimmy Sangster continua a escrever o argumento, com a ajuda de Peter Bryan e Edward Percy. 
Além de contar com algumas das melhores interpretações, fotografia, e detalhes de período da série do Drácula da Hammer, era também um dos primeiros a mergulhar nos aspectos mais sexuais do vampirismo, com sugestões implícitas de incesto, sadomasoquismo e homossexualidade.
Por volta desta altura, no cinema britânico, era moda colocar actrizes francesas como protagonistas para dar um toque mais continental, e Monlaur foi uma dessas actrizes. Encaixa-se melhor no terror da Hammer do que muitas actrizes britânicas, e a sua beleza acrescenta um toque de beleza à acção. A fotografia de Jack Asher e o design de produção de Bernard Robinson tornam este filme um dos mais visualmente bonitos da Hammer. 

Link
Imdb

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

O Cão dos Baskervilles (The Hound of the Baskervilles) 1959

Sir Charles Baskerville acaba de morrer nos pântanos da sua propriedade, perto de Devonshire, devido à aparente agressão de um animal gigante. A sua morte e a história da maldição da sua família são relatadas ao detective Sherlock Holmes (Peter Cushing) e ao seu assistente Dr. Watson (André Morell) pelo seu médico e amigo, que lhe implora que resolva o mistério antes que a maldição seja transferida para o seu descendente, Sir Henry (Christopher Lee).  Sherlock Holmes e Watson partem para investigar e solucionar este mistério.
"The Hound of the Baskervilles", da Hammer, é a versão preferida de muitos aficionados por Sherlock Holmes, particularmente aqueles que apreciam o personagem como ele aparece nas obras de Arthur Conan Doyle. Peter Cushing dá ao personagem a mesma confiança que ele tem nos livros, rindo subtilmente enquanto explora o caso que outras mentes inferiores não podiam fazer. O filme tem a aparência elegante dos melhores filmes da Hammer, um tom gótico que o leva para perto do território dos filmes de terror, embora não o seja, pelo menos totalmente. 
Terence Fisher sabe bem como fazer o material funcionar, mantendo os aspectos mais cinematográficos da história original e criando novos elementos conforme necessário. Talvez o seu maior problema seja a aparência pouco convincente do cão, mas, mesmo assim, isso não prejudica em nada a reputação do filme. E mais uma vez temos o triplete Fisher, Cushing e Lee.

Link
Imdb

A Múmia (The Mummy) 1959

Enquanto trabalhava numa escavação no Egipto, o arqueólogo britânico John Banning (Peter Cushing) profanou o túmulo da princesa Ananka, despertando o seu  amante mumificado (Christopher Lee). Com a vingança em mente, a Múmia segue Banning e a sua equipa até Inglaterra, mas a Múmia fica bastante impressionado com a esposa de Banning (Yvonne Furneaux), com a qual a sua amada se parece muito.  
O argumento de Jimmy Sangster apropriou-se da maior parte da história dos filmes anteriores da Universal sobre o monstro "A Múmia". Ele reclama que foi totalmente acidental, mas o certo é que a história principal reflete clássicos como "The Mummy´s Hand" e "The Mummy´s Tomb", até mesmo no nome de algumas personagens. Depois do sucesso da recuperação de dois monstros da Unuversal, Drácula e Frankenstein, este era o terceiro monstro a ser acordado, e pela mesma equipa: Terence Fisher na realização, Sangster no argumento, e os actores Peter Cushing e Christopher Lee, cada vez mais os rostos da Hammer.
Politicamente era um filme interessante para a época, quando a Crise do Suez tinha terminado apenas três anos antes, e o Reino Unido estava a ver o seu poder colonial a ser drasticamente reduzido. Portanto, há uma sensação de vingança contra o país por aqueles que o Reino Unido tentou controlar, com o público a ficar com uma sensação de que havia pouco respeito pelas terras que acabaram de perder. Aqui, embora sejam os heróis, e raramente houve um herói britânico mais destacado do que Peter Cushing, há uma forte tensão de culpa e punição subsequente que atravessam os percalços que os protagonistas passam.
 Longe de ser dos filmes mais marcantes da Hammer, ainda rendeu mais três sequelas neste período de ouro da produtora.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

A Vingança de Frankenstein (The Revenge of Frankenstein) 1958

O Barão Victor Frankenstein foi condenado à morte, por ter trazido um corpo de volta à vida e ter feito de Deus, mas quando se aproxima da forca, o padre a quem ele contou a história é decapitado e enterrado no seu lugar com a ajuda de um corcunda chamado Karl. Três anos depois, agora com o nome de Dr. Stein, tornou-se um médico de sucesso em Carlsbruck, trabalhando num hospital onde tanto atende os ricos como os pobres. Depressa, com a ajuda de um assistente e de Karl, vai voltar ás suas experiências de transplantar um cérebro vivo para um corpo morto...
Primeira sequela da Hammer para "The Curse of Frankenstein", volta a trazer Terence Fisher na realização, Jimmy Sangster no argumento, e Peter Cushing no papel do Conde, embora desta vez sem Christopher Lee no papel do monstro. E claro que com uma equipa destas era difícil para as coisas falharem. Apesar do nome do filme, este não funciona como uma vingança, mas sim, quase como um remake.
Considerado por muitos como o melhor filme da série Frankenstein da Hammer, é no entanto uma decepção para aqueles que Frankenstein é sinónimo do monstro, e não do médico que o criou. Aqueles que estavam em sintonia com a abordagem mais sangrenta do primeiro filme não terão problemas com a sequela. 
Cushing consegue absorver as facetas contraditórias da personagem, conseguindo ser subtil e exagerado, mas manter-se credível nos dois extremos. O seu Frankenstein é terno e diabólico, reconcilia o desdém e o desprezo que sente pelas elites, e a indiferença que sente pelos pobres que são meros fornecedores de partes de corpos com o genuíno sentimento de preocupação que sente pelos membros do seu círculo íntimo. Fisher dirige com uma excelente mistura de ironia e manipulação, "The Revenge of Frankenstein" não é para todos os fãs de terror gótico, mas muitos considerarão um dos pináculos do género. 

Link
Imdb

domingo, 3 de novembro de 2019

O Horror de Drácula (Drácula) 1958

Depois de Jonathan Harker, um caçador de vampiros, atacar Drácula no seu castelo, e falhar o seu objectivo, o vampiro viaja para uma cidade próxima onde poderá caçar a família da noiva de Harker. O único que pode ser capaz de protegê-los é o Dr. Van Helsing, amigo de Harker e colega caçador de vampiros, que está determinado a deter Drácula a qualquer custo.
Estreado em 1958, em todo o mundo como "Horror of Drácula", e no Reino Unido simplesmente como "Drácula", seria o primeiro de uma longa série de filmes da Hammer com a criação imortal de Bram Stoker como centro da acção. Interpretado pela mesma dupla de actores que havia feito em "The Curse of Frankenstein", Peter Cushing e Christopher Lee, e realizado pelo mesmo homem que o filme anterior, Terence Fisher, estava claro que este trio iria ser um trio de peso no universo Hammeriano, e realmente foi. "Horror de Drácula" transporta o conde do universo gótico a preto e branco da Universal para um mundo fantasticamente realizado, cheio de côr de energia.
Muitos dos elementos familiares do livro e do filme de 1931 são encontrados aqui, mas outros são drasticamente alterados. O filme começa com Harker previsivelmente a chegar ao castelo do conde, no entanto, em vez de ser um advogado, é um caçador de vampiros disfarçado de bibliotecário. Em minutos o personagem revela as suas intenções de destruir Drácula, mas os seus planos falham e acaba nas garras do conde, mas não antes de matar a noiva de Drácula. O vampiro irá assim mover-se por vingança, ao contrário do filme da Universal.
Logo depois somos introduzidos ao verdadeiro herói do filme, Van Helsing, o mítico caçador de vampiros interpretado por Peter Cushing, e o filme irá tornar-se num duelo entre este e o Conde Vampiro, interpretado soberbamente por Christopher Lee. Em "Revenge of Frankenstein", do ano anterior, eles eram o criador do monstro e o próprio monstro, aqui passariam a ser O Vampiro e o caçador de Vampiros. A Lee era dado um papel mais central, como vilão, ao qual ele daria uma entrega excepcional, tornando-se talvez o Drácula mais bem sucedido da história.
Por varias razões, o filme tornou-se uma referência para os fãs do cinema de terror. Apesar de ser visto de uma forma diferente nos dias de hoje, os tons sexuais e a violência gráfica foram considerados chocantes para a altura em que estreou. Não é por acaso que este é o Drácula mais sinistro e animalesco, mas também o mais sexualmente carregado, principalmente porque a contaminação dos inocentes era um dos maiores medos daquela época. 

Link
Imdb  

sábado, 2 de novembro de 2019

O Abominável Homem das Neves (The Abominable Snowman) 1957

O dr. John Rollason é um antropólogo que estuda nos himalaias e também um ex-alpinista que sofreu um acidente que o deixou inactivo desde então. Quando uma equipa americana de exploradores chega e quer que ele participe na sua jornada pelas montanhas, ele não consegue resistir e ignora até os conselhos da sua esposa para ficar para trás. O objectivo do grupo é encontrar o lendário Yeti, conhecido como o Lendário Homem das Neves,  e as tensões começam a aumentar quando são reveladas as tensões díspares dos membros da expedição.
"O Abominável Homem das Neves" não é o filme de monstros que esperam encontrar. Em vez disso é mais um conto de paranoia e ganancia a maior parte do tempo. Antes de encontrarem a criatura do título os nossos heróis vão ter de lutar contra uns bandidos locais e contra eles próprios. Funciona mais como um filme de aventuras fantástico, do que propriamente um filme de terror, onde somos levados a locais exóticos e com várias sequências de acção interessantes.
E isto não seria de estranhar dada a equipa por detrás do filme. Val Guest, Nigel Kneale, equipa de quem já tínhamos visto "The Quatermass Experiment" logo no ínicio deste ciclo, e que também não é propriamente um filme de terror da Hammer, mas que serviu para abrir as portas ao cinema fantástico da produtora. O argumento era baseado numa história chamada "The Creature", também da autoria de Kneale, e aproveitava um actor do mais recente sucesso da Hammer, "The Curse of Frankenstein". Era Peter Cushing, que aparece aqui no papel do antropólogo John Rollason.
Embora a Hammer seja mais conhecida pelas franquias de terror, este filme é um bom esforço, que fica um pouco isolado nas criações da produtora, mas que merece ser visto.

Link
Imdb

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

A Máscara de Frankenstein (The Curse of Frankenstein) 1957

Um padre é chamado a uma prisão numa localidade isolada da Suiça e quando chega é informado pelo carcereiro de que é a única pessoa com quem o Barão Victor Frankenstein (Peter Cushing) conversará. Quando o padre entra na cela, fica convencido que aquilo que irá ouvir são os delírios de um louco. O Barão começa a contar a sua história desde a infância, de quando os seus pais morreram e se viu obrigado a contratar um tutor...
Se alguma vez perguntaram porque é que os filmes de terror deixaram de ser assustadores e passaram a ser sangrentos, não é preciso ir muito mais longe do que esta versão inovadora da Hammer sobre o famoso romance de Mary Shelly. No início era para ser um remake directo do livro da escritora, até que a Universal, que tinha feito uma fortuna com as versões da década de 30, protagonizadas por Boris Karloff, ameaçou processar a Hammer caso houvesse muitas similaridades. Foi assim que o argumentista Jimmy Sangster e o realizador Terence Fisher tiveram uma ideia genial: fazer do barão o centro das atenções, em vez do monstro. E fazer do barão um vilão também.
Peter Cushing era bem conhecido na Grã-Bertanha pelo seu trabalho na televisão, principalmente por causa de uma adaptação de "1984" de George Orwell, e quando a Hammer procurou um actor para protagonista ele acabou por ser a escolha mais óbvia por causa da imagem que já trazia da TV. Este barão era intelectual, mas perigoso, pouco se importando com a ética quando achava que o avanço da ciência era mais importante. A entrega que Cushing deu ao personagem e a natureza motivadora que ele trouxe para o personagem significavam que o cinema britânico tinha agora uma nova estrela para ter em conta. Como o monstro, Christopher Lee estava destinado a ser outro actor a ser lembrado pelos seus papéis no cinema de terror. Embora não tivesse nenhuma fala, a sua presença é simplesmente ameaçadora.
Se "The Quatermass Xperiment" não era a 100% um filme de terror, o mesmo já não pode ser dito deste "The Curse of Frankenstein". Seria a primeira vez que reunia os três nomes centrais deste ciclo da Hammer, Terence Fisher, Christopher Lee e Peter Chushing, e seria também a primeira vez que era usado este ambiente gótico que tão famoso ficaria nos filmes da produtora.

Link
Imdb

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Capítulo 3 - Comédia

Os Fantasmas Divertem-se (Beetlejuice) 1988
Um simpático casal, normal, Adam (Alec Baldwin) e Barbara Maitland (Geena Davis) desfrutam da sua enorme casa de campo quando morrem num acidente de carro e voltam como fantasmas. Um casal horrível, da grande cidade, Charles (Jeffrey Jones) e Delia Deetz (Catherine O'Hara), mudam-se para lá com a deprimida filha alolescente, Lydia (Winona Ryder) e procedem a uma violenta redecoração (com a ajuda do pretensioso Otho, interpretado por Glenn Shadix). Incapazes de assustar os novos inquilinos, Adam e Barbara desesperados chamam Beetlejuice, e arrependem-se imediatamente da sua decisão. Ele é uma criatura hiperativa, desagradável, vomitando piadas mais rápidas do que o filme pode aguentar, e é brilhantemente hilariante.
O segundo filme de Tim Burton é ainda mais impressionante visualmente do que a estreia em 1985, Pee-wee's Big Adventure, mesmo que a aparência geral aqui seja mais vulgar e avassaladora, que confia mais nos efeitos especiais e maquilhagem do que na criação de um "universo ". Mas também é um dos seus filmes mais engraçados, com Michael Keaton a ter uma performance brilhante. Ele interpreta o personagem-título, um "bio-exorcista", que aparentemente ajuda a eliminar "criaturas vivas traquinas", e mesmo só aparecendo durante poucos minutos na tela, domina o filme.

Selvagem e Perigosa (Something Wild) 1986
O executivo Charles Driggs (Jeff Daniels) conhece a sexy e maluca Lulu (Melanie Griffith) e aceita uma boleia até ao seu escritório. Mas ela leva-o numa viagem inesperada, compra-lhe roupas estranhas e apresenta-o como marido a parentes e amigos. Quando aparece Ray (Ray Liotta), o violento ex-marido de Lulu que a quer de volta, a confusão aumenta e eles têm de participar num assalto.
Realizado por Jonathan Demme, é uma reinvenção das Screwball Comedies dos anos 30, Demme um realizador que sempre recusou a definir a sua carreira, seja por assunto, estilo ou tema. Em cada filme apresentava uma nova faceta da sua personalidade e da sua arte cinematográfica. Estava já no seu oitavo filme, e a sua carreira só explodiria realmente sete anos depois com "O Silêncio dos Inocentes".
Something Wild" vale, e muito, sobretudo pelos actores. Em primeiro lugar pela química entre os dois protagonistas, Jeff Daniels e Melanie Griffith, super sexy e prestes a tornar-se num sex-symbol dos anos 80, em parte pela sua interpretação neste filme. Depois pela grande interpretação de Ray Liotta, o malvado ex-marido ciumento. O papel valeu-lhe uma nomeação para os Globos de Ouro, e proporcionar-lhe uma óptima carreira como secundário em Hollywood, com um destaque para o seu Henry Hill de "Goodfellas".

Uma Mulher de Sucesso (Working Girl) 1988
Tess McGill é uma mulher de origem humilde, que não é formada e nem sabe vestir-se corretamente, mas cheia de idéias, que vai trabalhar num escritório que lida com o mercado de acções, como secretária de uma conceituada executiva. Quando a sua chefe parte a perna ocupa o seu lugar e faz-se passar por uma executiva. Ao propôr uma inteligente jogada financeira, Tess recebe o apoio de Jack Trainer, um grande empresário. Os dois acabam por se apaixonar, mas há um problema, ele é o namorado da sua chefe.
Melanie Griffith de novo, dois anos depois de "Something Wild", e já com uma reputação diferente. Tudo neste filme joga a seu favor, desde a realização de Mike Nichols, um realizador bastante conceituado, aos seus actores coadjuvantes, nada mais do que Sigourney Weaver e Harrison Ford, ambos no auge da sua carreira. E depois um grande restante elenco: Alec Baldwin, Joan Cusack, Philip Bosco, Oliver Platt, Kevin Spacey, Olympia Dukakis...Um conjunto de factores que valeriam a Griffith a sua única única nomeação para os Óscares. Weaver e Cusack também foram nomeadas, mas o filme só ganharia o Óscar de melhor música (Carly Simon - "Let the River Run").
Seria um dos maiores sucessos comerciais de 1988, e também um dos melhores filmes desse ano.

Ultra Secreto (Top Secret) 1984
Ficamos a história de Nick Rivers (Val Kilmer), um cantor em franca ascensão nos Estados Unidos, que é convidado para cantar num festival na Alemanha, ao lado de muitos outros artistas do mundo. Só que, na verdade, este festival é nada mais do que um plano maléfico para o bombardeamento a submarinos inimigos, pelos malvados estrategistas alemães. Durante a viagem, ele acaba por se envolver com Hillary (Lucy Gutteridge), uma linda jovem da resistência, que o deixará ainda mais envolvido em toda esta confusão política.
Depois de "Aeroplano" (1980), esta era mais uma louca screwball comedy das mentes loucas de Jim Abrahams, David e Jerry Zucker, um trio que era conhecido como ZAZ, e que nos anos oitenta produziu ainda outro grande sucesso com "Aonde é que Pára a Policia", que originou ainda uma série. Tal como nos outros filmes deste trio, o objectivo é sempre parodiar alguma coisa, e aqui o alvo eram os filmes da Segunda Guerra Mundial, Musicais, e os filmes sobre os ídolos pop dos anos 50 (Elvis, sobretudo). O trio atirava-nos com tantas piadas que praticamente só conseguíamos rir de uma em cada cinco, porque enquanto estava a acontecer uma nova, ainda estávamos a rir da anterior. 
Seria também o filme de estreia de Val Kilmer, permanecendo como uma das suas melhores interpretações até hoje. Os ZAZ fizeram-no rodear de um elenco de estrelas que contava com nomes como, Peter Cushing, Jeremy Kemp, Michael Gough, Omar Sharif, entre outros.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O Fim da Aventura (The End of the Affair) 1955



Recentemente libertado do contrato com a MGM, Van Johnson partiu para Inglaterra para interpretar uma série de filmes, o primeiro dos quais foi este "The End of the Affair", realizado por Edward Dmytryk, que também foi dividindo uma carreira entre os Estados Unidos e Inglaterra. Adaptado por Coffee Lenore do romance de Graham Greene, o filme lança Van Johnson como Maurice Bendrix, o amante clandestino da casada Sarah Miles (Deborah Kerr). Quando Maurice desaparece durante a blitz de Londres, Sarah sente-se responsável, talvez se ela não tivesse traído o marido Henry (Peter Cushing), Maurice poderia nunca ter sido colocado em perigo. Ela reza, prometendo voltar para o marido e desistir de Maurice se a vida do seu amante for poupada.
Basicamente este é um filme sobre um triângulo amoroso, um marido, uma mulher, e o homem que se coloca entre eles. Aparentemente, Sarah não encontra muita emoção na sua vida, porque quando o escritor americano Maurice Bendrix (Van Johnson) aparece, ela permite que a sua atração para se mova rapidamente para o adultério. Os dois tornam-se apaixonados rapidamente, mas a culpa, o ciúme, a paixão, a raiva e a suspeita, ameaçam esta relação.O filme é dirigido com uma mão segura por Edward Dmytryk e dá-nos um olhar impressionantemente realista do tempo de guerra em Londres. O seu olho para a câmera é impecável, embora sentimos que o seu método de desvanecimento do preto entre as cenas pareça um pouco datado agora. Os cenários e os exteriores, e os efeitos especiais dos bombardeamentos nazis eram muito realistas, especialmente para o período de tempo em que o filme foi feito. Os cenários não são afectados pelo tempo e pela tecnologia, e são ricamente decorados e texturizados. Ainda mais impressionante foi a escrita e interpretações dos três personagens principais. Um destaque ainda para a interpretação de John Mills, no papel de um detective.
Em 1999 saíu um remake, realizado por Neil Jordan.

Link 
Imdb