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sábado, 30 de agosto de 2014

Choque de Titãs (Clash of the Titans) 1981



Ao responder a um enigma aparentemente impossível, Perseu, o filho de Zeus, ganha a mão da Princesa Andrómeda em casamento. Mas os problemas surgem com o aparecimento de Calibos, o antigo amor da princesa, e com a mãe dele, a deusa Thetis. Para impedir que o temido Kraken seja liberto, Andrómeda tem de ser sacrificada e Perseu vai em busca de Medusa, porque a cabeça dela é a única coisa que pode deter o Kraken.
Embora seja mais conhecido como o último trabalho em stop-motion pelo mágico Ray Harryhausen, é nos cenários imaginativos,  vilões coloridos, e cenas de acção muito bem desenvolvidas por Desmond Davis, que reside a força do filme. Podemos mais facilmente lembrar-nos das cenas-chave do filme, do que de toda a história, porque a força dessas cenas é mais do que suficiente para garantir que o filme siga a bom porto.A sequência de batalha entre Perseu e Medusa é talvez a cena mais marcante do filme, a enormidade de Kraken, o detalhe de Bubo, a coruja mecânica, o gracioso galopar de Pegasus, a letalidade dos escorpiões gigantes, e o olhar sinistro de Calibos - tudo criações de Harryhausen, que combinam bem com a live action, infundindo no filme uma sensação fantástica.
E depois ainda há a destacar o elenco, apesar de alguns actores serem pouco mais do que meros figurantes: Laurence Olivier, Claire Bloom, Maggie Smith, Ursula Andress, Harry Hamlin (como Perseu), Burgess Meredith, entre outros.

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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O Vale dos Monstros (The Valley of Gwangi) 1969



O cowboy James Franciscus procura fama e fortuna capturando um Tyrannosaurus Rex que vive no Forbidden Valley para o colocar num circo mexicano. Mas a sua vítima, chamada Gwangi, parece ter aversão a ser mostrado em público...
O conceito original para Gwangi foi de Willis O'Brien, o criador dos efeitos especiais de "King Kong" (1933), mas nunca foi posto em prática, pelo menos até "Mighty Joe Young", que usou algumas idéias, assim como usaria o filme The Beast of Hollow Mountain (1956). Vendo este filme de Harryhausen facilmente se acredita como a idéia de colocar dinossauros contra cowboys seria tão atrativa. Parece um pouco rebuscado vê-la em acção, mas depois acaba por resultar muito bem. O argumento não é nada de especial, apenas uma variação de "The Lost World", embora muito também pudesse ser dito de "King Kong". Mas neste caso, a acção é bastante secundária, já que é a acção que é a força motora do filme. O grande problema é que demora muito tempo a partir para a acção, uma vez que a primeira metade do filme perde tempo demais com caracterizações de personagens, que acabam por não ter grande importância quando a acção começa a evoluir. A partir daqui é uma obra marcante, em especial a última sequência.
A magia de Harryhausen é deliciosa como sempre. Em Gwangi ele criou algumas das melhores sequências com dinossauros da história do cinema. Algumas décadas depois, os monstros em stop-motion incrivelmente articulados ainda têm o poder de encantar na tela, como tinham naquela altura. 

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Os Argonautas (Jason and the Argonauts) 1963



Jason tem sido profetizado para assumir o trono de Tessália. Quando salva Pélias de se afogar, não reconhece nele o homem que anos antes matou o seu pai, e segue o seu conselho de para viajar até Colchis e encontrar o lendário Velo de Ouro. Jason monta uma equipa para velejar com os melhores homens gregos, incluindo Hércules. Estão sobre a protecção de Hera, raínha dos Deuses, e a viagem estará repleta de batalhas épicas...
Primeira tentativa de abordar o mito grego pela equipa de produção de Ray Harryhausen e Charles H. Schneer, que manteve a chama do cinema fantástico e as artes dos efeitos especiais vivas, durante algumas décadas. Com argumento escrito por Beverley Cross, que mais tarde viria a trabalhar em "Clash of the Titans" para este duo, e Jan Reed, e destaca-se entre os filmes do canon Harryhausen com a narrativa mais forte. O filme distingue-se pela sua descrição quase naturalista de tempo e lugar, nos lugares autênticos onde foi recriado o passado distante.
Visual e conceitualmente adere aos aspecto do modelo que Nathan Juran tinha estabelecido na sua primeira colaboração com Harryhausen, em "The 7th Voyage of Sinbad (1958)", expandindo algumas dessas idéias, como o duelo final dos esqueletos, mas o realizador Don Chaffey rejeitou o tom juvenil desse filme, a favor de uma obra mais ousada, de tom mais negro. Chaffey que mais tarde viria a pertencer à escola da Hammer, embora na sua vertente mais lúdica. Foi dele um dos filmes mais caros e de maior sucesso desta produtora, embora não fosse um filme de terror,  One Million Years B.C.(1966), que também se valeu dos efeitos especiais de Harryhausen. Argonautas captura a cultura que vê a eternidade em cinzas, e onde o mar se levanta em glória personificada, os vestígios dos templos abrigam as vontades dos deuses, e toda a esperança do mundo está pendurada nos ramos de uma árvore. Um verdadeiro marco na história dos efeitos especiais.

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A Ilha Misteriosa (Mysterious Island) 1961



Durante a guerra civil americana, prisioneiros da União escapam num balão e acabam presos numa ilha do Atlântico Sul, habitada por plantas e animais gigantes. Devem encontrar uma maneira de sobreviver aos perigos e voltar para casa.
Adaptação do famoso livro de Julio de Verne, sequela de "20.000 Léguas Submarinas", é um dos mais satisfatórios filme em que Harryhausen trabalhou desde 1958 até 1963, trabalhando em quatro famosas adaptações literárias. Em termos de entrega, emoções, e argumento transgride vários grupos etários. Temos acção, exotismo, e algum terror e tragédia e o sentido inerente de temor que premeia as obras de Jules Verne.
Os argumentistas alteraram a história de Verne de 1874 para permitir a entrada das criaturas de Harryhausen, e uma dupla de mulheres britânicas snobs, mas a história continua fiel à narrativa de um repórter e soldados rivais que escapam da prisão num balão gigante, para aterrarem numa ilha composta por uma flora e uma fauna bastante estranha. Adicione-se a isto piratas, o Capitão Nemo, um vulcão em erupção, e as audiências têm uma bela história de sobrevivência.
As criaturas de Harruhausen são magníficas, os gestos articulados do caranguejo gigante são totalmente naturais, mas mesmo antes da sua aparição formal na tela a sua aberrante estatura está implícita através de sombras e personagens atingidas pelo medo, o que faz o público salivar por ver este estranho monstro.
Magnífica banda sonora de Bernard Hermann, e dos actores destaca-se Herbert Lom no papel de Capitão Nemo.

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A 7ª. Viagem de Sinbad (The 7th Voyage of Sinbad) 1958



O Capitão Sinbad (Kerwin Mathews), navega para Baghdad com a sua noiva, depois de uma missão de paz bem sucedida, ao reino vizinho de Chandra. Ele e  Parisa (Kathryn Grant), a princesa real de Chandra, estão muito apaixonados. Ventos misteriosos têm soprado o navio para fora de rumo faz uma semana, até que eles finalmente conseguem chegar a terra firme, a lendária ilha de Colossa. Quando Sinbad e alguns membros da tripulação desembarcam para reunir provisões, encontram o mágico Sokurah a ser perseguido pelo gigante Cyclops, de quem o mágico roubou uma lâmpada contendo um génio. Eles conseguem fugir da ilha, mas Cyclops reclama a lâmpada mágica, e o mágico não é aquela pessoa boa que aparentava ser.
Alguns filmes assim que são mencionados provocam um sorriso espontâneo. "The 7th Voyage of Sinbad" certamente que é um deles, capaz de gerar grandes sorrisos, e quentes lembranças. Um filme de aventuras, baseado nas aventuras de Sinbad, e com efeitos especiais de Ray Harryhausen, é algo que não podia falhar. O realizador Nathan Juran e Harryhausen trazem os monstros para a tela a um ritmo implacável, como se o filme não tivesse partes chatas.
Sinbad marcou uma nova era para Harryhausen, uma fantasia cheia de criaturas épicas, todas filmadas a cores, e com uns valores de produção de luxo. Foi também a primeira vez que Harryhausen enfrentou o desafio de animar tantas criaturas diferentes ao mesmo tempo, e o resultado não podia ter sido melhor - desde o centauro Cyclops ao duelo com o esqueleto (precursor de uma cena de muito maior escala em "Jason and the Argonauts").
 Como filme de fantasia, "The 7th Voyage of Sinbad" é o filme de fantasia quase perfeito, mantendo o entretimento cinematográfico atemporal, mais de meio século depois de ter sido feito.

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domingo, 24 de agosto de 2014

Ray Harryhausen

Em 1933, com 13 anos de idade, Ray Harryhausen viu "King Kong" no cinema, e ficou apaixonado, não apenas pelo gorila Kong, que claramente não era apenas um homem num fato de gorila, mas também pelos dinossauros. Saíu do teatro surpreso e assombrado, pois tudo parecia absolutamente realista, e queria saber como tudo tinha sido feito. Tinha sido feito através de uma técnica de stop-motion, modelos articulados, filmados um fotograma de cada vez, para simular movimento. Harryhausen, mais tarde, tornou-se o principal expoente desta técnica.
Em jovem ele tinha interesse em animais pré-históricos, e modelos criados em barro. Começou a trabalhar com uma câmera emprestada, trabalhando à volta do facto de que ele não tinha um mecanismo stop-frame, e mostrou as suas experiências a Willis O'Brien, o tal que tinha feito os efeitos especiais de "King Kong". O veredicto de O'Brien, que os modelos de Harryhausen não tinham qualquer carácter, e que ele devia estudar anatomia, foi um ponto de viragem na abordagem de Harryhausen ao seu trabalho.
No Los Angeles City College continuou as suas experiências com uma nova câmera de 16mm, e em 1940 quando o marionetista George Pal fugiu da Europa para Hollywood Harryhausen mostrou-lhe o seu trabalho e foi contratado para a série de Puppetoon de Pal, para a Paramont, ao lado de O'Brien. Mas as figuras de madeira de Pal não se adequavam ao trabalho destes dois.
Em 1946, depois de ter estado na guerra, estava desempregado iniciou uma série de curtas de 2 minutos sobre contos de fadas, com material de stock da Kodak que tinha encontrado, e teve sucesso, tendo como resultado vendido os filmes a escolas e livrarias.
O'Brien chamou-o então para seu assistente nos efeitos especiais de "Mighty Joe Young", uma espécie de continuação de "King Kong", e apesar do filme ter sido um fracasso comercial ainda ganhou o Óscar de Melhores Efeitos Especiais. Foi então que nos anos 50 Harryhausen começou a trabalhar mais para o cinema, primeiro em "The Beast from 20,000 Fathoms", depois em "It Came From Beneath the Sea", "Earth vs. the Flying Saucers" ou "20 Million Miles to Earth", alguns dos quais vimos no ciclo de Sci-fi dos anos 50.
Para este ciclo, vamos pegar na sua carreira a partir daqui, e ver os seus melhores trabalhos até aos anos 80. Espero que seja do vosso agrado. Eis a programação desta semana:

Segunda: The 7th Voyage of Sinbad (1958), de Nathan Juran

Terça: Mysterious Island (1961), de Cy Enfield

Quarta: Jason and the Argonauts (1963), de Don Chaffey

Quinta: The Valley of Gwangi (1969), de Jim O´Connolly

Sexta: Clash of the Titans (1981), de Desmond Davis