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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Jogador Profissional (This Sporting Life) 1963

No início dos anos sessenta, no Norte de Inglaterra, Frank Machin é mesquinho, forte e ambicioso o suficiente para se tornar numa estrela da equipa de rugby da equipa local, dirigida por Weaver.  Machin hospeda-se em casa de Mrs Hammond, cujo marido foi morto num acidente, mas a sua natureza impulsiva, e a sua raiva natural, impedem-no de se aproximar dela como gostaria. Fica cada vez mais frustrado com a situação, e isso não o ajuda na paixão que começa a sentir pela Mrs Weaver.
"This Sporting Life" (1963) era mais um filme directamente ligado à Nova Vaga Inglesa. De certa forma era um dos últimos, embora a influência prosseguiria ainda por mais alguns filmes, assim como este ciclo também continuará. Embora os seus métodos e estilos permanecessem influentes, a sua falha nas bilheteiras significaria que os produtores não estavam mais dispostos a investir o seu dinheiro em temas mais corajosos e realistas. O público queria escapismo novamente.
Era fácil de perceber porque é que este "This Sporting Life" não foi um sucesso comercial. Ao contrário dos filmes anteriores da nova vaga, mais curtos e vigorosos, este tem mais de duas horas de duração. Onde "Saturday Night and Sunday Morning" e "A Taste of Honey" lidavam com questões difíceis e pintavam uma imagem corajosa de Inglaterra, oferecendo alguma esperança, "This Sporting Life" era um filme filme frio e totalmente implacável. 
Isto não quer dizer, de forma nenhuma, que este filme tenha sido um fracasso, mas tem o olhar mais inflexível sobre a miséria da condição humana que o cinema britânico já conseguiu. Por vezes o ritmo, a estética expressionista e a obsessão com o trauma emocional, fazem-no parecer mais com a filmografia sueca de Ingmar Bergman do que, propriamente, o realismo social britânico.
Na altura que o filme estreou o realizador Lindsay Anderson disse que o filme não devia ser visto como um filme "da classe trabalhadora do norte do país", embora as frustrações da classe fossem a base de como os personagens por vezes se comportam. Pelo contrário, é sobre a impossibilidade de felicidade e a incapacidade das pessoas de se comunicarem umas com as outras. Richard Harris e Rachel Roberts eram os protagonistas, com ambos a conseguirem uma nomeação para os Óscares.

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quinta-feira, 17 de março de 2016

The Field - Esta Terra é Minha (The Field) 1990

"Bull" McCabe (Richard Harris), é um agricultor que cultiva um terreno desde à gerações, sacrificando-se para conseguir manter o seu modo de sustento. Quando a viúva que detém o terreno decide vendê-lo num leilão público, McCabe acha que deve ficar com ele. Mas se ninguém na aldeia não ousaria fazer uma oferta contra ele, o mesmo já não se pode dizer de um americano rico que pretende fazer passar ali uma auto estrada. Bull e o filho decidem convencer o americano a não comprar o terreno, mas as coisas correm terrivelmente mal.
"The Field" é um drama angustiante passado na Irlanda rural do século passado, durante a década de 30, sobre a obsessão, segredos de família, medo de estranhos, e o papel da igreja na definição das regras numa pequena comunidade. Baseado no livro de John B. Keane, é realizado pelo irlandês Jim Sheridan, um ano depois do seu triunfante filme de estreia "My Left Foot", que lhe valeu dois Óscares a actores, e outras nomeações, entre as quais a de Melhor Filme, Realizador e Argumento. Nota-se claramente que o objectivo era repetir a gracinha, e para isso Sheridan rodeia-se de um grupo de óptimos actores. Para Harris, foi um regresso à forma, depois de passar quase duas décadas apagado em filmes menores. Valeu-lhe a sua segunda nomeação para os Óscares, embora nem tenha sido o melhor papel do filme. Esse foi para John Hurt num papel secundário, como Bird. Harris via a sua carreira relançada, e logo no ano seguinte aparecia ao lado de Clint Eastwood, Gene Hackman e Morgan Freeman, em "Unforgiven".
Como um todo, o filme falhou como sucessor de "My Left Foot", mas, mesmo assim é uma excelente alegoria sobre a vida dura na terra, e sobre a vida no interior da Irlanda, beneficiando assim de um bom aproveitamento dos exteriores filmados no próprio país.
 
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quarta-feira, 16 de março de 2016

Um Homem na Solidão (Man in the Wilderness) 1971

Em 1820, os territórios do Norte da América eram inóspitos e de vida selvagem. Um grupo de caçadores de peles de animais regressa dessa região antes que o inverno chegue e os castigue a todos. Zachary (Richard Harris) é o guia e batedor do grupo, que atacado pelo temido urso selvagem americano, é ferido e deixado para trás para morrer, pelo líder dos caçadores, o paranóico Capitão Henry (John Huston, o realizador). Zachary sobrevive e persegue o grupo em busca de vingança, não sem antes conviver e aprender sobre a vida selvagem com os índios da região.
"Man in the Wilderness" é vagamente baseado na história e vida de Hugh Glass, e numa expedição que este realizou ao Missouri entre 1818 e 1820, história esta que recentemente deu origem a um outro filme, "The Revenant", que valeu um Óscar a Leonardo DiCáprio e outro a Alejandro González Iñárritu. Foi filmado perto de Covaleda, província de Soria, Espanha, com o terreno a ser mais parecido com o deserto das montanhas de Adirondack, do que da área em questão. No mesmo local foram filmadas muitas cenas de "Doctor Zhivago", que David Lean realizara alguns anos antes. Um dos aspectos mais fortes deste filme, é o "mood" e a atmosfera, com o realizador Richard C. Sarafian e a sua equipa a colocarem muito detalhe na mais pequena coisa, trazendo muito realismo a esta esta história de sobrevivência.
O filme deixa por explicar alguns detalhes, como a razão porque as larvas limparam as feridas infectadas, mas a verdadeira história também era inexplicável, mas Richard Harris tem aqui uma interpretação incrível, provavelmente a melhor da sua carreira, assim como é muito agradável o papel do veterano realizador, John Huston.
Foi o filme que sucedeu a "Vanishing Point" na carreira de Sarafian, o seu filme mais aclamado. "Man in the Wilderness" acabou por ficar esquecido durante muitos anos, para voltar agora para a ribalta.

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segunda-feira, 14 de março de 2016

Cromwell (Cromwell) 1970

Na primeira metade do século 17, a Inglaterra encontra-se em plena crise económica e ideológica, o povo está afundado na miséria e o Rei acaba de fechar o parlamento. Descrente do Estado absolutista, o puritano Oliver Cromwell (Richard Harris) irá lutar contra o Rei e os seus abusos de poder, desencadeando uma guerra civil na Inglaterra.
O final da década de sessenta, e início da década de setenta viu um último suspiro para o chamado "filme de género britânico", o épico histórico, que tentava combinar a tradicional riqueza da história britânica, com a acção real, que já há muito vinha a definir o cinema de Hollywood com uma visão muito mais sóbria sobre a história. Exemplos de alguns épicos britânicos dos últimos anos, "Becket" (1964) e "A Man for All Seasons" (1966). A maioria destes filmes eram fracassos, e poucos conseguiam alguma consideração crítica, embora a alguns agora seja dado algum valor, como "Anne of the Thousand Days" (1968) de Charles Jarrot, "Alfred the Great" (1969), de Clive Donner ou "Nicholas and Alexandra" (1971), de Franklin Schaffner. A razão pela falta de sucesso dentro deste género, foi, em parte, devido ao fracasso do projecto de Stanley Kubrick sobre Napoleão, que nunca chegou a ter início. Mas, "Cromwell", com o realizador Ken Hughes a liderar um elenco de actores britânicos leais, que incluía Richard Harris (no papel do título) e Alec Guiness, levando-os através da revolta de Oliver Cromwell contra Carlos I, era um projecto ambicioso. Primeiro porque tinha um realizador que vinha de um grande êxito, " Chitty Chitty Bang Bang" (1968),e provas já dadas no cinema inglês, segundo, porque tinha material histórico para fazer um filme muito interessante.
 O filme obteve algumas críticas negativas na altura em que saiu, principalmente por causa de algumas imprecisões históricas, facilmente desmascaradas por pessoas com o mínimo de conhecimento histórico, mas como filme, e ignorando estes pequenos detalhes, é bastante persuasivo, valendo a Harris uma das suas prestações mais fortes. Ganhou o Óscar de Melhor Guarda Roupa, e uma nomeação para Melhor Música.

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sábado, 12 de março de 2016

Um Homem Chamado Cavalo (A Man Called Horse) 1970

John Morgan, um aristocrata inglês de modos refinados, faz parte de uma expedição a Dacota em 1821, quando é capturado pela tribo dos "Mãos Amarelas", índios da nação Sioux.É inicialmente escravizado e tratado como um animal de carga pelos guerreiros. Depois é colocado a trabalhar com as mulheres da tribo, nos seus afazeres domésticos. Com o tempo ele aprende a respeitar a cultura nativa, ao mesmo tempo que os seus captores o aceitam como um dos seus.
O final dos anos 60, e início dos anos 70, foi uma era de revisionismo para o cinema de género para o cinema americano, e, por essa altura, nenhum género foi tão reformulado como o grande e mítico western. Filme após filme, todas as convenções e temáticas do western foram examinadas, desmontadas e criticadas. Em filmes como "The Wild Bunch" de Sam Peckinpah, o Velho Oeste era retratado como uma era em que os ideias e eram coisas do passado, enquanto noutros filmes como "Soldier Blue" de Ralph Nelson ou "Little Big Man", de Arthur Penn, a relação paradigmática entre o "bom" (cavalaria dos EUA) e o "mau" (indios) foi revista para melhor reflectir a realidade histórica do genocídio perpetuado pelo governo.
Outro western revisionista desta época foi "A Man Called Horse", um filme que tentava retratar antropologicamente a vida diária de uma tribo de indios Sioux no Dakota, no início do século 19. Refez a narrativa convencional do "filme-captura", concentrando-se não no modo como os raptados vão ser resgatados pela civilização, mas sim em como o prisioneiro se vai adaptar ao modo de vida dos seus captores, ao ponto de escolher estes em relação a voltar para a civilização. Centrando-se na experiência do homem branco com os Sioux, os indíos são mostrados como sendo uma cultura exótica e estranha, porque são julgados em função dos critérios de civilidade do Ocidente.
"A Man Called Horse" oferece-nos uma visão fascinante sobre outra cultura, mesmo que essa visão nos seja mostrada pelos olhos de alguém que vem do lado de fora. Elliot Silverstein, realizador e argumentista, faz-nos um favor ao não usar legendas e não deixando que os índios falem qualquer inglês, a barreira linguística entre Morgan e a sua sociedade adoptiva persiste até ao fim, o que serve como uma metáfora para a triste capacidade entre muitas cultura se comunicarem. O papel de Morgan foi o qual pelo que Richard Harris ficou mais conhecido, levando o filme a ter mais duas sequelas: "O Regresso de um Homem Chamado Cavalo" e "O Triunfo de um Homem Chamado Cavalo".

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quinta-feira, 10 de março de 2016

Os Heróis de Telemark (The Heroes of Telemark) 1965

Durante a Segunda Grande Guerra, a Noruega é ocupada pela Alemanha Nazi. Lá, os cientistas alemães desenvolvem a "água pesada", componente essencial para se chegar à bomba atómica, que poderá dar a vitória a Hitler. A Resistência Norueguesa interfere nestes planos, avisando os aliados do local da fábrica, que poderão bombardear o lugar a qualquer momento, causando inúmeras mortes de civis. Kirk Douglas e Richard Harris são os líderes dessa resistência e tudo farão para impedir os alemães de conseguirem a Bomba H.
Penúltimo filme de Anthony Mann, bem longe dos seus melhores, mas ainda tem algum culto, principalmente devido ao elenco, e a algumas sequências de acção de grande qualidade. Os fiordes e as montanhas norueguesas sobrecarregam os personagens, e a história é medíocre, embora o filme tenha sido filmado em exteriores históricos como a fábrica de Norsky Hydro Vermork e o ferry de Lake Tinnsjo. É um conto de espionagem heróica sobre a Segunda Guerra Mundial, inspirado numa história real, mas trabalhado com a invenção de Hollywood. Falha ao atribuir o habitual lado negro, das personagens de Mann, ou qualquer significado psicológico, mas tem algumas sequências fantásticas, filmadas de Ski, pelo treinador Olímpico norueguês, Helge Stoyrlen, mas no geral o filme cumpre se funcionar como simples entretenimento comercial.
Uma curiosidade, alguns anos antes, Douglas era o produtor de "Spartacus", e substituiu Anthony Mann por Stanley Kubrick a meio das filmagens. Mas isso não os impediu de voltarem a trabalhar juntos. Do elenco, e para além de Douglas e Harris, destacam-se  Ulla Jacobsson, Michael Redgrave, Patrick Jordan, William Marlowe, Anton Diffring eVictor Beaumont.

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terça-feira, 8 de março de 2016

Major Dundee (Major Dundee) 1965

Durante o último inverno da Guerra Civil o Oficial da Cavalaria Amos Dundee (Charlton Heston) leva um grupo de tropas de contenciosos do exército, prisioneiros confederados e batedores, numa expedição ao México, para destruir um grupo de Apaches que vinha a destruir bases americanas no Texas. O oficial que ele coloca no comando dos prisioneiros confederados é o capitão Benjamin Tyreen (Richard Harris), um velho inimigo de Dundee que promete lealdade só até os Apaches serem destruídos.
Um dos mais infames casos de um estúdio a tomar conta da pós-produção de um filme, e libertar um produto final sem a aprovação do realizador, "Major Dundee" ainda carrega a marca do lendário épico que nunca foi, uma obra-prima perdida, e a marca de um génio que tentaram silenciar. Teve de esperar quase 50 anos para ter uma versão que lhe fizesse alguma justiça. Na versão teatral foram-lhe retirados 34 minutos, 20 pelos produtores e 14 pelos distribuidores, com Sam Peckinpah a tentar retirar por tudo o seu nome dos créditos finais.
O papel principal é interpretado por Charlton Heston, um papel muito obscuro sobre um homem atormentado por obsessões: o ódio racial, um sentimento forte em provar a si próprio ser capaz de tudo, frustração sobre fracas experiências amorosas, frustrações sobre fracassos militares, e um sentimento amargo persistente de alienação, que ele não consegue escapar.
Hoje, "Major Dundee" é muitas vezes visto como um aquecimento para "The Wild Bunch", principalmente porque Peckinpah reciclou elementos deste filme no filme posterior, determinado a salvar a essência da sua arte, depois da sua primeira obra ter sido tão mal tratada. Mesmo assim, é considerado uma obra prima.

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segunda-feira, 7 de março de 2016

O Deserto Vermelho (Il Deserto Rosso) 1964

Chuva, neblina, frio e poluição assolam a cidade industrial de Ravenna, em Itália. Ugo, o gerente de uma fábrica local, é casado com Giuliana (Mónica Vitti), uma dona de casa que sofre de problemas psicológicos. Um dia, ela conhece o engenheiro Zeller (Richard Harris), o que pode mudar sua vida.
Tal como os primeiros filmes de Antonioni, "O Deserto Vermelho" é um enigma. Metódico na sua sinuosa e lenta velocidade, e na falta de interesse narrativo, apesar das personagens principais estarem muito bem caracterizadas, e o triângulo amoroso central a obrigar-nos a concentrar como se estivéssemos a viver uma experiência puramente audiovisual (por esta razão Tarkovsky considerou este um dos piores filmes de Antonioni). Antonioni não só faz a sua primeira experiência a cores, mas também brinca com a banda sonora do filme, aplicando uma discordante e eletrónica música que leva a audiência ao limite na sequência dos créditos iniciais, mantendo um sentimento de desconforto e desarmonia durante todo o filme.
Um dos pontos fortes de Antonioni como realizador sempre foi a sua capacidade de transmitir um poderoso sentido de localização, muitas vezes à custa de personagens que são literalmente ofuscadas pelos cenários, mesmo que não nos lembremos da história de "L’Avventura", é impossível esquecer a beleza da ilha rochosa onde os personagens se encontram. A respeito disto, "O Deserto Vermelho" pode ser das maiores obras primas do realizador, uma vez que torna palpável e visceral a ascensão da indústria petroquímica na Itália da década de 50, com as suas enormes torres de refrigeração e enormes edifícios de aço que abrigam centenas de trabalhadores anónimos que constituíram uma nova classe trabalhadora na Itália do pós-guerra.
Tal como todos os filmes de Antonioni, "O Deserto Vermelho" é uma experiência provocadora e desafiadora, que nos recompensa na nossa primeira visualização, para além da natureza visual poderosa e o casamento, não convencional, entre o som e a imagem.
Ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1964.

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domingo, 6 de março de 2016

Jogador profissional (This Sporting Life) 1963

Frank Machin é um brutamontes que trabalha numa fábrica britânica. Desesperado por conseguir uma vida melhor, ele entra para a equipa de rugby local. A sua agressividade impulsiona a ascensão meteórica no clube, conquistando fãs e respeito, mas também alguns inimigos. Involve-se com uma viúva, mas a sua natureza agressiva impede-o de a conquistar como queria...
Dirigido por Lindsay Anderson, e adaptado por David Storey do seu próprio livro, "This Sporting Life" é um dos melhores exemplos do Novo Cinema Britânico, que esteve muito em voga durante os anos sessenta. Exemplifica tudo o que de mais interessante foi feito ligado a este movimento. O cenário da classe trabalhadora como pano de fundo,  uma fotografia a preto e branco sombria, mostrando a luta de um jovem com mais emoção do que cabeça, tentando conquistar o seu caminho num mundo que aparentemente não tem lugar para ele.
Interpretado por Richard Harris, Frank é uma força da natureza, um animal a tentar viver entre os humanos. Harris tinha 33 anos quando interpretou este papel, o seu primeiro de destaque, embora no ano anterior já estivesse entrado no elenco de "Os Canhões de Navarone", e conseguiu deste modo a sua primeira interpretação para o Óscar. A actriz Rachel Roberts, no papel da viúva, conseguiu igualmente uma nomeação para os Óscares. Seria o filme de estreia do britânico Lindsay Anderson, embora este já tivesse uma longa carreira em curtas e filmes para TV.

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sábado, 5 de março de 2016

Richard Harris

Houve uma altura em que as pessoas do cinema dificilmente poderia mencionar o nome de Richard Harris sem usar o epíteto "Hellraiser". Esta reputação era mais merecida que a dos seus companheiros de bebida, e companheiros celtas, Richard Burton e Peter O'Toole, com os quais tinha muito em comum. Todos eles começaram por ser uma grande promessa, primeiro nos palcos e depois nas telas, mas muito do seu talento foi dissipado em filmes veículos indignos do seu nome, com alguns flashes de génios, que eles eram.
Dos três Harris é o menos conhecido, e reconhecido, com a sua carreira a dividir-se em três fases: o jovem rebelde de cabeça quente de "This Sporting Life", o masoquista macho de "A Man Called Horse" ou "Man in the Wilderness", e o herói de acção pura de "Wild Geese". Acabaria a carreira como o sábio de barba grisalha de Harry Potter".
Depois do período menos glorioso de meados dos anos 70 e 80, período em que se tinha tornado numa auto paródia, ao participar numa série de filmes sem interesse, ganhou renovado respeito pela sua interpretação nomeada ao Óscar de "Bull" McCabe, o irrascível agricultor que lutava para salvar a sua terra em "The Field".
Esta semana vamos conhecer um pouco deste actor, vendo uma série de filmes seus. Esperemos que seja do vosso agrado.



Filmes que passarão esta semana:

- This Sporting Life (1963), de Lindsay Anderson

- Il Deserto Rosso (1964), de Michelangelo Antonioni

- Major Dundee (1965), de Sam Peckinpah

- The Heroes of Telemark (1966), de Anthony Mann

- A Man Called Horse (1970), de Elliot Silverstein

- Cromwell (1970), de Ken Hughes

- Man in the Wilderness (1971), de Richard C. Sarafin

- The Field (1990), de Jim Sheridan