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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Daughters of the Dust (Daughters of the Dust) 1991

No início do século 20, a comunidade Gullah mantém as suas tradições africanas em solo americano. Entre a narrativa épica e o mito, o drama e o musical, temos a história de três gerações de mulheres da mesma família, unidas pela habilidade criativa da realizadora, e visuais marcantes que influenciariam novas gerações de artistas, como Beyoncé.
Primeiro filme de uma realizadora afro-americana a ganhar ampla distribuição nos Estados Unidos. Mas mais do que uma questão de representatividade, esta longa metragem de Julie Dash (a primeira) impressiona pelos detalhes visuais, e pelos toques poéticos na sua narrativa. Discussões sobre tradição, modernidade, buscas por novas identidade e géneros atrvessam a apresentação da cultura Gullah, ligada aos escravos libertados e aos seus descendentes no sul dos Estados Unidos.
Julie Dash traça graciosamente as suas ligações e contradições, o ponto onde o passado encontra o presente, onde a decisão de ficar ou ir é feita, onde ambos os sistemas de crenças podem combinar. Por tudo isso, há um sentimento de liberdade florescente,  aquilo que nos é transmitido pelos nossos ancestrais e pais encontrando aquilo que escolhemos para nós próprios, resultando numa mistura dos dois. 

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terça-feira, 31 de julho de 2018

Illusions (Illusions) 1982


"Illusions" retrata um estúdio ficcional da Hollywood dos Anos 40, e define o cinema como um historiador poderoso, no entanto, omite muitas culturas da sua história. O protagonista Mignon Dupree expressa a necessidade de "filmes que dêem ao público situações e personagens que eles possam reconhecer como parte das suas próprias vidas". "Illusions" é um filme francamente auto-consciente, pois ocorre num estúdio fictício, e os seus personagens discutem directamente a produção de Hollywood. O título do filme refere-se às falhas que retratam a realidade.

Curta metragem realizada por Julie Dash, um dos nomes mais importantes deste movimento da "L.A. Rebellion", era a última curta metragem da realizadora, antes de se estrear nas longas, em 1991. Em 34 minutos Dash revive engenhosamente temas e estilos clássicos de Hollywood, com o fim de submetê-los a uma forte crítica histórica. Com imagens filmadas num preto e branco de alto contraste por Ahmed El Maanouni, Dash infunde um repertório visual de musicais e melodramas com inflexões modernistas. Combina o retrato intimo com reflexos e exposições múltiplas que capturam o jogo angustiante de Hollywood, e das múltiplas e ocultas identidades.
Filme sem legendas.

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