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terça-feira, 25 de junho de 2013
A Festa (The Party) 1968
Depois dos sucessos de "A Pantera Cor de Rosa" e da sua continuação "A Shot in the Dark", Blake Edwards e Peter Sellers reuniram-se para fazer um filme maior, e em grande parte improvisado, The Party, uma comédia que tenta jogar com o sucesso dos filmes da pantera. Sellers interpreta Hrundi V. Bakshi, um actor indiano imbecil que - depois de ter sido colocado na lista negra por sabotar um épico de grande orçamento de Hollywood - é acidentalmente convidado para uma festa pretensiosa de um produtor de cinema enraivecido. Lá, numa homenagem a "Mon Oncle", de Jacques Tati, Bakshi atrapalha tudo à volta em casa do produtor, fazendo deixar de funcionar as todas as portas e móveis automáticos, entre outras coisas.
O realizador Blake Edwards formou mais um veículo para Peter Sellers, para este mostrar os seus notáveis dons de mimetismo. Uma vez que Sellers faz a sua aparição na festa, o filme torna-se um desfile para os vários episódios embaraçosos que afligem o seu personagem excêntrico. Apesar da história simples e das palhaçadas normais, há um foco constante sobre o nervosismo que assola qualquer convidado para uma grande festa, assim como acontece com o Hrundi V. Bakshi de Peter Sellers.
O argumento contém algumas grandes linhas, e se estas não tivessem sido entregues tão brilhantemente a dois actores como Sellers Steven Franken, o filme seria apenas um conjunto de sketchs cómicos, grosseiramente exagerados e por vezes cansativos. Peter Sellers, no entanto, trabalha duro para fazer estas situações insanas, que o seu personagem involuntariamente se encontra, parecer muito real, engraçado e extremamente divertido. Steven Franken está mais do que dignamente ao seu lado. O argumento é mínimo e, basicamente, consiste em diferentes situações embaraçosas que permitem a Sellers fazer o que ele deseja.
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
O Quinteto Era de Cordas (The Ladykillers) 1955
Lançado em 1955, a comédia negra "The Ladykillers", foi a última das grandes comédias da Ealing (embora mais duas, muito menores, tivessem sido lançadas ainda depois). Foi também o último filme do realizador Alexander Mackendrick na Grã-Bretanha, antes de partir para águas ainda mais escuras em Hollywood, com uma obra-prima do cinismo, "The Sweet Smell of Sucess" (EUA, 1957).
A história - cinco criminosos, disfarçados de músicos, realizam com sucesso um assalto, mas de seguida, são derrotados pela sua senhoria, aparentemente inofensiva, mas levando-os a destruirrem-se uns aos outros - surgiu a partir de um sonho do escritor William Rose (que também escreveu o filme anterior de Mackendrick, "The Maggie" (1954)), e Mackendrick foi imediatamente levado pelo seu humor negro.
Alec Guinness tem mais uma enorme performance cómica como o cada vez mais desequilibrado criminoso, e mentor, Professor Marcus. O papel foi originalmente destinado a Alastair Sim, mas Guinness desempenharia o papel com aquele seu toque especial. Mas o filme, na verdade, era roubado por uma velha senhora de 77 anos de idade, Katie Johnson, como uma velhota aparentemente inofensiva, mas totalmente incansável, a senhora Wilberforce.
O elenco é perfeito a toda a linha: Herbert Lom, no seu primeiro papel cómico é a ameaça genuína como Louis, enquanto Cecil Parker como o major, e o enorme ex-boxeador Danny Green, também como um ex-boxeador Round One, seria díficil imaginar outros actores nestes papéis. Peter Sellers conseguiu o seu primeiro grande papel como Harry (também expressou o papagaio da senhora Wilberforce). Sellers e Lom, mais tarde, viriam a contracenar juntos em vários filmes da Pink Panther.
Como os filmes anteriores de Mackendrick, "The Man in the White Suit" (1951) e "Mandy" (1952), o significado de "The Ladykillers" era o conservadorismo do embrutecimento contemporâneo na Grã-Bretanha. A sra. Wilberforce e as pessoas com idade semelhante representam o peso contínuo da Inglaterra Vitoriana, atrasando o progresso e a inovação (esta inovação é representada aqui como um roubo e um crime e dá alguma indicação da ambiguidade da visão de Mackendrick).
"The Ladykillers" foi um grande sucesso na Grã-Bretanha e nos EUA, onde foi nomeado para o Oscar de Melhor Argumento. William Rose, no entanto, deixou o filme com a produção a meio, depois de acessas discussões com Mackendrick e o produtor Seth Holt, deixando-lhes a tarefa de completar o guião. Quando finalmente viu o filme, passados três anos, foi forçado a admitir que os resultados melhoraram muito em relação à sua própria visão.
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Doutor Estranhoamor (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb) 1964
O General Jack D. Ripper (Sterling Hayden) enviou o seu esquadrão de aviões com ordem para atacar a União Soviética graças a uma falha de segurança, que, posteriormente, se torna impossível para qualquer outra pessoa trazer os aviões de volta. Quando a notícia deste ataque chega a Washington, o presidente Merkin Muffley (Peter Sellers) chama os seus assessores para a sala de guerra, onde o general Buck Turgidson (George C. Scott) sugere que o melhor plano de acção será a de apoiar os aviões com umas coordenadas mais ofensivas para paralisar as forças soviéticas e limitar as baixas americanas. Mas os russos, para surpresa de todos, acabam de construir uma "Doomsday Machine", destinada a destruir toda a vida animal do planeta.
A mais negra, e quase de certeza, melhor comédia negra de todas, Dr. Strangelove pensa o impensável e atinge o impossível encontrando humor na perspectiva da aniquilação termonuclear global. Sem dúvida que filme teve o maior impacto quando foi lançado pela primeira vez, logo depois da crise dos mísseis cubanos, no auge da Guerra Fria, em 1962, o mais próximo que a humanidade esteve, até agora, de fazer explodir o planeta. No entanto, o filme continua a ter uma ressonância poderosa e oferece uma experiência ao espectador convincente e estranhamente inquietante. A Guerra Fria pode ter terminado, mas a possibilidade de todos nós desaparecermos numa nuvem de fumo radioativo continua a ser uma hipótese assustadoramente real, especialmente como um número crescente de nações a ter poder nuclear.
Dr. Strangelove não é apenas uma brilhante sátira sobre a histeria da Guerra Fria e postura militarista lunática (aqui a guerra é justamente representada apenas como mais uma faceta da libido masculina reprimida), também aponta a uma falha fundamental na estratégia de destruição global, ou seja, que nenhum sistema, por mais bem concebido, seja infalível.
Dr. Strangelove marcou o ponto mais alto da carreira de Stanley Kubrick até ao momento, embora o realizador já tivesse feito uma série de filmes importantes, incluindo os seus antecessores Paths of Glory (1957) e uma superlativa adaptação de Lolita de Nabokov (1962), mas este foi o seu primeiro grande triunfo como auteur, o início de uma carreira de triunfos cinematográficos que incluem 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), Laranja Mecânica (1971), Barry Lyndon (1975) e The Shining (1980).
Não só é um filme extremamente engraçado que oferece o argumento mais convincente para a proibição de armas nucleares, como também é uma peça incrivelmente bem trabalhada de cinema. Kubrick sabia instintivamente como construir uma imagem visual que iria causar um grande impacto, emocionalmente e intelectualmente, e isso está evidente por todo o filme. Observemos o contraste entre as cenas estáticas, quase irreais na sala de guerra e o realismo quase documental nas cenas do cockpit e as sequências onde a base aérea é atacada, filmadas através do uso inovador da câmera na mão. Os líderes políticos e militares estão, como sempre, completamente separados da realidade da situação ridícula que eles criaram. Tal como os outros grandes cineastas, nomeadamente D.W. Griffith, Sergei Eisenstein e Alfred Hitchcock, Kubrick entendeu que as imagens, não as palavras, são o meio pelo qual o verdadeiro cineasta se comunica com o seu público. As palavras são apenas um complemento.
Com Peter Sellers a desempenhar três papéis, todos na perfeição, o filme não poderia deixar de ser uma obra-prima cómica. No seu contrato com Kubrick, a Columbia Pictures tinha estipulado que Sellers iria interpretar quatro papéis, mas o actor estava relutante em interpretar o Major Kong, e depois de ter sofrido uma lesão menor, o papel foi dado a Slim Pickens, que foi um substituto admirável. Enquanto Sellers domina o filme, atingindo novos patamares de hilaridade demente como o Dr. Strangelove, existem algumas contribuições memoráveis dos seus colegas do elenco. George C. Scott quase rouba o filme como o militar que vê a guerra como a solução para todos os problemas e Sterling Hayden é assustadoramente convincente no seu papel de general que causa toda esta confusão. E quem pode esquecer a visão de Pickens montado na bomba atómica? Um filme imperdível.
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