Um irlandês chamado Finian (Fred Astaire), e a sua filha Sharon (Petula Clark) chegam ao estado americano de “Miltucky” com um pote cheio de ouro, que Finian roubou de leprechaun (Tommy Steele), com a intenção de o enterrar no chão e acelerar o seu crescimento. Enquanto isso, um sonhador (Don Francks) colabora com um botânico (Al Freeman, Jr.) para criar tabaco mentolado, e um senador ganancioso (Keenan Wynn) tenta comprar o terreno onde Finian enterrara o seu pote de ouro.
Em 1968, Coppola dirige esta adaptação de um popular musical da Broadway (produzido pela primeira vez em 1947 e revivido em 2009), com uma mistura invulgar de fantasia e justiça social, que incluía intolerância racial, pobreza e corrupção política. Na verdade, esses tópicos "quentes" impediram o musical de ser transformado num filme durante muitos anos, até que o clima social dos anos sessenta finalmente permitiu que tais preocupações fossem satirizadas. O resultado final é um musical esporadicamente divertido, mas em última análise desigual, tentando incorporar muitos fios narrativos sem nunca se conseguir concentrar no seu foco.
Nas interpretações, o destaque vai para Fred Astaire, com 69 anos, participa aqui num dos seus últimos musicais. O restante elenco reúne alguns actores conhecidos, embora grande parte das interpretações não sejam bem conseguidas. Coppola, então com 29 anos, transformava-se num dos mais novos realizadores a trabalhar no "studio system", e conseguia um orçamento minúsculo para produzir o filme, pela Warner Bros, que tentava aproveitar o ressurgimento dos musicais, depois de obras como "My Fair Lady" (1964) e "The Sound of Music" (1965). Trabalhar debaixo das mãos de um estúdio grande foi um desastre para Coppola, tendo filme sido considerado um flop a nível crítico. Mesmo assim o filme conseguiu duas nomeações para os Óscares, nas categorias técnicas.
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sexta-feira, 29 de abril de 2016
sábado, 22 de dezembro de 2012
On the Beach (On the Beach) 1959
Os únicos sobreviventes de uma guerra nuclear estão residentes na Austrália e na tripulação de um submarino americano que estava submerso quando as bombas explodiram. Com apenas alguns meses de vida antes que a precipitação chegue ao último continente resistente, estes tentam lidar com as suas mortes inevitáveis. Moira Davidson (Ava Gardner), um alcoólica, inicia uma relação com o recém-viúvo comandante dos EUA, Dwight Towers (Gregory Peck), enquanto que o tenente-comandante Peter Holmes (Anthony Perkins) deve encontrar uma maneira da sua esposa aceitar o que está a acontecer, e o que isso vai significar para o bébé de ambos. O cientista Julian Osborne (Fred Astaire) entra em numa perigosa corrida nos seus últimos dias. Entretanto, Towers leva o seu submarino para Norte, com Osborne e Holmes a bordo, para investigar um sinal de rádio, e tentar descobrir se haverá um lugar no mundo que seja seguro, mas ninguém acreditaque haja hipóteses.
Ver "On the Beach" agora é uma experiência diferente do que vê-lo à 40 anos atrás. Naquela altura, uma guerra nuclear poderia ter ocorrido a qualquer momento. No entanto, a grande diferença não está na realidade política, mas na percepção. De alguma forma, ver este filme era uma um acto subversivo. Os Conservadores detestaram-no, e consideraram qualquer filme como este, como anti-americano. Os conservadores ainda nos anos 80 reinvidicavam que poderiam vencer uma guerra nuclear. Esta loucura culminou com o filme The Day After, feito para televisão, quando os comentadores da Direita e os políticos exigiram o mesmo tempo de antena para explicar que a guerra nuclear poderia ser aceitável se detivesse os malditos Russos.
"On the Beach" saiu no final dos anos 50 (quando se poderia esperar que uma reação conservadora fosse ainda mais extremista), e foi o primeiro filme anti-nuclear que não envolveu baratas gigantes ou mutantes. O factor tempo pode ter diminuído o seu poder, mas ainda é um lembrete convincente e sombrio do que poderia acontecer com apenas um toque num botão da estupidez humana, e essa é uma qualidade que temos em abundância.
O produtor/realizador Stanley Kramer (Inherit the Wind-1960 Judgment at Nuremberg-1961, Guess Who’s Coming to Dinner-1967) tinha razão em fazer este filme, como sempre tinha, e não estava preocupado com um retrato realista de um mundo pós-apocalíptico. Ele queria mostrar o melhor da humanidade, depois dos piores resultados. Então, o filme está cheio de homens dedicados, altruístas, santos. Eles têm problemas psicológicos, mas nada comportamental.
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