Um aspirante a escritor (Thommy Berggren) enfrenta a vida numa pequena cidade sueca com o seu pai alcoólico (Keve Hjelm), a mãe trabalhadora (Emy Storm) e a sua namorada (Christina Framback), enquanto sonha com o sucesso na grande cidade.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Raven´s End (Kvarteret Korpen) 1963
Um aspirante a escritor (Thommy Berggren) enfrenta a vida numa pequena cidade sueca com o seu pai alcoólico (Keve Hjelm), a mãe trabalhadora (Emy Storm) e a sua namorada (Christina Framback), enquanto sonha com o sucesso na grande cidade.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
The Baby´s Carriage (Barnvagnen) 1963
A longa metragem de estreia de Bo Widerberg transpira a frescura da juventude. Partido da sua critica cinematográfica que clamava por um cinema sueco socialmente relevante o critico que se tornou realizador oferece um retrato vivido de uma jovem operária (Inger Taube) que procura a sua independência ao lidar com uma gravidez inesperada, aprender duras lições com dois homens muito diferentes, e deixar para trás a única casa que alguma vez conheceu.
Embuído de um naturalismo documental o filme tem uma estrutura fluída, que evita pôr enfase dramática em momentos individuais, permitindo que eventos e personagens surjam e assumam importância como fariam no fluxo normal da vida. Com o apoio da fotografia monocromática, fria e bela, do também realizador Jan Troell, Widerberg dá um primeiro passo ousado na sua missão de criar um cinema envolvente.
Legendas em inglês
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Bo Widerberg e a Nova Vaga do Cinema Sueco
No inicio da década de 60 Ingmar Bergman era sinónimo de cinema sueco. Sombrio, mergulhado numa aparente crise interminável de fé e dúvida, os filmes dele afastavam o mundo real da politica, da economia e da rotina diária, em busca de um Deus que teimosamente permanecia oculto das personagens que procuravam desesperadamente a confirmação que ele de facto existia.
Para o escritor e critico Bo Widerberg, isto era revoltante, e em 1962 publicou um manifesto intitulado "Vision in Swedish Cinema", no qual ele criticou duramente Bergman, no meio de uma critica mais geral à própria industria cinematográfica sueca. As suas ideias tinham uma semelhança evidente com a Nouvelle Vague francesa, assim como outras novas vagas que se encontravam propagação em várias cinematografias mundiais. Widerberg iniciava assim um movimento determinado a derrubar tradições que considerava desligadas das complexas realidades da vida e da politica contemporâneas.
Ao contrário dos franceses, Widerberg citou também os dramas realistas do novo movimento cinematográfico britânico, que surgiu no final da década de 50, filmes que, pela primeira vez, ofereciam uma critica incisiva a um sistema de classes decadente e trataram a vida da classe trabalhadora como um tema digno de reflexão.
Pouco depois de publicar a sua critica, o passo lógico era começar a fazer filmes. Serão esses filmes de Bo Widerberg que iremos ver este mês por aqui. Por isso, fiquem atentos.
domingo, 25 de janeiro de 2026
Born to Kill (Born to Kill) 1947
Helen (Clair Trevor) acaba de se divorciar em Reno, e regressa à pensão onde está hospedada para acertar contas. A dona da pensão conversa animadamente com uma das inquilinas, Laury, que lhe fala do seu novo namorado. O segundo, já agora...Nessa noite, Helen vai a um casino onde um dos apostadores lhe chama a atenção. Ela não sabe que ele é Sam Wilde (Lawrence Tierney), o outro namorado de Laury, que num ataque de ciúmes a assassina e ao outro homem, e é Helen quem encontra os corpos. No entanto, ela não chama a polícia...
Muito antes de "Reservoir Dogs" (1992) ou interpretar o pai de Elaine em "Seinfeld", Lawrence Tiernay era um dos mais duros do cinema noir, e nunca foi tão duro ou cruel como neste "Born to Kill". A sua interpretação no papel principal de "Dillinger" (1945) tornaram-no na primeira escolha para papéis que precisavam de uma brutalidade implacável. Com uma voz rouca e traços marcantes, era uma boa escolha para o lado mais sombrio do Noir, e poucos conseguem ser tão sombrios como este "Born to Kill".
O filme é baseado em "Deadlier than the Male" o primeiro livro de James Edward Gunn, escrito no âmbito de uma aula de literatura, e aproveitaria o seu sucesso para seguir uma carreira como argumentista, em obras como "The Young Philadelphians" (1959). A realização é de Robert Wise.
Legendas em inglês.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
A Escada de Caracol (The Spiral Staircase) 1946
Uma pequena cidade de New England é assolada por uma série de assassinatos cujas vitimas apresentam alguma deficiência física, e tudo indica que uma criada surda-muda (Dorothy McGuire) seja a próxima vitima do assassino.
Robert Siodmak, acabado de saír do seu trabalho na Universal, infunde no filme a elegância sinistra do Expressionismo Alemão. A sua câmara desliza pela casa dos Warren, provocando-nos vislumbres de vistas através de espelhos e corrimões, como se fossemos um observador invisível. O frame mais icónico do filme é, sem dúvida, o seu grande plano do olho do assassino e o seu reflexo na escadaria que dá nome ao filme.
Adaptado do romance "Some Must Watch" de Ethel Lina White, é uma das joias da coroa da tradição das "old dark house". Além de Dorothy McGuire conta com um elenco interessante, com George Brent, Ethel Barrymore, Rhonda Fleming, e Elsa Lanchester.
Legendas em inglês.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Noite na Alma (Experiment Perilous) 1944
sábado, 3 de janeiro de 2026
Não Matei (Stranger on the Third Floor) 1940
Mike Ward (John McGuire) é um repórter que testemunha os momentos finais de um assassinato e decide testemunhar contra o homem que ele acredita ser o assassino. Logo depois depara-se com um estranho e sinistro (Peter Lorre) a rondar o seu prédio, e começa a questionar: será que de certeza que o homem que ele indicou era realmente o assassino? De seguida, um segundo homem aparece morto. Mike está agora convencido que ajudou na condenação do homem errado.
Muitos historiadores do film Noir fazem remontar as suas origens à era do cinema mudo, e ao seu florescimento durante a guerra, mas a maioria concorda que o primeiro verdadeiro "film noir" americano surgiu na modesta produção de um ambicioso thriller de baixo orçamento, de 1940. Antes do mundo implacável dos detetives privados suspeitos, das mulheres triçoeiras, e da selva urbana noturna onde acordos e traições eram orquestrados com consequências normalmente fatais, havia este "Não Matei",um thriller que apesar das suas limitações orçamentais leva o espectador numa espiral de paranoia justificada.
Realizado por Boris Ingster, um realizador da Letónia que se estreia atrás das camaras e que ao mesmo tempo era um dos primeiros expatriados da Europa causado pelo inicio da Segunda Guerra Mundial. O antagonista é Peter Lorre, que já tínhamos visto muito bem como assassino em "M" de Fritz Lang, e que aqui também fazia uma das suas primeiras participações no cinema americano.
Legendas em inglês
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
2026 - o ano do regresso
Os tempos mudam. As pessoas mudam. E nos últimos anos afastei-me daqui. Mas confesso que já tinha saudades de organizar uns ciclos por aqui, por isso resolvi que durante este ano vou continuar a postar, e a fazer ciclos, nem que seja apenas para o meu próprio gládio.
Vou procurar fazer uma publicação por semana, um filme de cada vez, centro de uma temática como vocês sabem. Vamos esquecer o passado que os links devem ter ido todos à vida, e começar do zero.
O primeiro ciclo vai chamar-se RKO Noir, espero que gostem.
Alguma coisa digam, já sabem que estou por aqui.
sábado, 11 de maio de 2024
Contrato Para Matar (The Killers) 1964
“Os Assassinos” (The Killers), de 1964, é a terceira adaptação do conto de Ernest Hemingway. As outras duas foram as de Robert Siodmak, de 1946 – um clássico noir -, e a segunda um curta metragem de Andrei Tarkovsky (em co-direção com Alexander Gordon e Marika Beiku), de 1957, mas nenhum deles se iguala a essa versão dirigida por Don Siegel. Como se sabe, o filme foi produzido originalmente para a televisao, mas por causa de sua brutalidade foi exibido nos cinemas.Link
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sexta-feira, 26 de abril de 2024
Ao Sul (Ao Sul) 1995
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terça-feira, 19 de março de 2024
Adeus, Até ao Meu Regresso (Adeus, Até ao Meu Regresso) 1974
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segunda-feira, 4 de março de 2024
A Força do Atrito (A Força do Atrito) 1993
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sábado, 17 de fevereiro de 2024
O Bígamo (The Bigamist) 1953
domingo, 4 de fevereiro de 2024
A Baía do Ódio (Alamo Bay) 1985
sábado, 27 de janeiro de 2024
O Vampiro de Dusseldorf (Le Vampire de Düsseldorf) 1965
quinta-feira, 25 de janeiro de 2024
O Regresso
terça-feira, 24 de outubro de 2023
Toda a Revolução é um Golpe de Dados (Toute Révolution est un Coup de Dés) 1977
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quinta-feira, 21 de setembro de 2023
Fortini/Cani (Fortini/Cani) 1976
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quarta-feira, 6 de setembro de 2023
Moisés e Aarão (Moses und Aron) 1975
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sexta-feira, 25 de agosto de 2023
Introdução a “Música de Acompanhamento para uma Cena de Cinema” (Einleitung zu Arnold Schoenbergs Begleitmusik zu einer Lichtspielscene) 1973
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