Mostrar mensagens com a etiqueta José Fonseca e Costa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Fonseca e Costa. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 7 de maio de 2018

A Mulher do Próximo (A Mulher do Próximo) 1988

O mundo pacato da família Castro Silva é repentinamente abalado pela notícia do falecimento do pai, Mário, na companhia da sua jovem amante, Terry, num brutal acidente de viação. Quando a viúva e a filha, Cristina e Isabel, se deslocam à casa mortuária para identificarem o cadáver, descobrem que o pai da rapariga vitimada é António, outrora amigo de Mário e grande amor de Cristina...
"Expondo-se, em auto-ironia, no altar de um utilitarismo social que se espera também ele cumpra, este filme, esta comédia mordaz, faz ponte e ruptura com a obra anterior de Fonseca e Costa. Ponte, pela permanência da burguesia desocupada como protagonista do seu cinema, ruptura pelo abandono de referências directamente politico-ideológicas. História muito bem arquitectada, com um elenco saboroso (dando oportunidade ao primeiro grande papel no cinema de Carmen Dolores e  um come back por cima de Virgílio Teixeira, e a actriz brasileira Fernanda Torres na composição de mais um retrato de mulher a juntar à galeria de Fonseca e Costa - ao lado de Maria Cabral em "O Recado", Victoria Abril em "Sem Sombra de Pecado, ou de Assumpta Serna em "Balada da Praia dos Cães", "A Mulher do Próximo" constituiu um sucesso de público, confirmando o realizador na linha da frente das preferências dos espectadores portugueses." JLR

Link
Imdb

sexta-feira, 4 de março de 2016

Os Demónios de Alcácer Quibir (Os Demónios de Alcácer Quibir ) 1977

"A uma greve de operários agrícolas no Alentejo, a polícia associa elementos de um grupo de teatro ambulante. A acção decorre no espaço aberto e agreste da charneca. Com a conivência de Lianor, a trupe penetra no palácio de D. Gonçalo, velho aristocrata. O fidalgo vive obcecado por visões de grandes feitos passados, num universo de fantasmas. Acabam os malteses por descobrir o seu tesouro: uma caixa cheia de carabinas e munições. Durante a carga policial que se segue, enfrentam os agentes de armas na mão. Nos horizontes, só a negra África se avista.
Os Demónios de Alcácer Quibir é a primeira ficção do cinema militante português em tempos de liberdade, depois do censurado Nojo aos Cães de António de Macedo, feito cinco anos antes, durante a época do fascismo. Sendo ambas obras típicas do novo cinema, este filme de Fonseca e Costa explora o universo visionário que a Revolução dos Cravos deixa entrever, pondo em foco a pertinente contradição entre as realidades de um período de mudanças profundas e a utopia que a revolução de cariz socialista perde de vista. A contradição é perturbadora e provoca sombrias expectativas, que os indicadores históricos não iluminam.
O olhar com que os cineastas progressistas portugueses dessa década (e praticamente todos o são) olham o futuro torna-se opaco. Desiludidos com o caminho que as coisas tomam, volvido o tempo de esperança, tentam interpretar as realidades do seu país de um ponto de vista que não é suficientemente elevado para criar o distanciamento certo. Aquilo que avistam não é nítido. Surgem, nesse contexto, obras intricadas, voltadas para dentro, assombras pelo passado. Todas as ficções militantes da década sofrem desse "mal": as de Eduardo Geada, as de Luís Galvão Teles. Verde por Fora, Vermelho por Dentro, será porventura a única (a mais mal tratada pela intelisenzia reinante) que, pondo pé fora da intriga classista, empolando a adivinha, forçando a caricatura, conseguirá sair vacinada, livrando-se do mal." Fonte: wikipédia.

Link
Imdb

terça-feira, 1 de março de 2016

O Recado (O Recado) 1972

Lúcia é cortejada por António, da mesma classe social, embora guarde memória amorosa de Francisco, um marginal meio-aventureiro. Ausente há longo tempo, Francisco manda recado a Lúcia do seu regresso, por Maldevivre, um vagabundo, mas é liquidado por um gangue, talvez um ajuste de contas. Lúcia espera-o, pois, em vão, no dia e local marcado, numa praia deserta, até saber da sua morte por Maldevivre, o que a faz perder as possibilidades de evasão para um mundo que, não sendo o seu, a atrai… Desencantada, Lúcia curva-se perante a ordem de valores que António representa. Enquanto só, mas não o único, Maldevivre continua à espera que a raiva cresça e rebente.
"Podia-se falar deste filme para dizer que a primeira longa-metragem de Fonseca e Costa é, tecnicamente, mais que correcta, que os actores vão bem, que a guitarra de Pedro Caldeira Cabral dá à música de Rui Cardoso uma dolorosa dimensão ou que a fotografia (do cubano Ochoa) é esplêndida. Podia-se...
Mas isso seria faltar ao essencial deste filme. E o essencial é que este é um retrato firme, crispado e triste de uma geração que da resistência passou à passividade enquanto outros resistiam na carne, morriam. O essencial é que este filme ousou encenar a Pide a liquidar um resistente, ousou ser frontal e ardiloso, cifrado quanto baste para iludir a Censura e directo no retrato de uma classe intelectual a quem a raiva esmorecera.
"O Recado" é o filme português da época que melhor espelha a realidade (política, psicológica, social, interior) de onde emanou. Uma singularidade nada irrelevante no interior da geração do Cinema Novo." Texto de Jorge Leitão Ramos.

Link
Imdb

domingo, 1 de novembro de 2015

Viúva Rica Solteira Não Fica (Viúva Rica Solteira Não Fica) 2006



Em finais do século XIX, Ana Catarina, uma jovem aristocrata, regressa a Portugal, onde a sua mão fora prometida por seu pai, D.António. Mas, meses depois, D.Ana Catarina perde o marido e o pai, herdando assim o solar de Silgueiros e mais algumas centenas de terras vitícolas. Herdeira rica, não faltam pretendentes a D.Ana Catarina: o Conde de Fallorca, o Capitão Malaparte e Williamson, o inglês. Dividida entre o património e o verdadeiro amor, D.Ana Catarina casa e enviuva vezes sem conta, enquanto o seu destino é cuidadosamente ardilado por uma maquiavélica ama e um abade que se preocupa mais com bens terrenos que com os desígnios de Deus.
"Filme de época ambientado num Portugal rural de meados do século XIX, "Viúva Rica Solteira Não Fica" é uma comédia negra que se concentra nas peripécias de uma jovem viúva brasileira, cuja fortuna vai crescendo à medida que os seus sucessivos maridos vão falecendo.
De tom ligeiro e espirituoso, a mais recente película de José Fonseca e Costa lança um olhar que se pretende corrosivo sobre a aristocracia, a religião e os costumes de outros tempos - embora com algumas observações ainda válidas para os dias de hoje -, definindo um núcleo de personagens onde cedo se percebe que quase nenhuma é inocente, sobrando no final aquelas cuja argúcia e sentido de oportunidade lhes permite prosperar.
Longe de inovador, apostando num trabalho de realização competente mas sem rasgos e num argumento simples e linear, o filme vale por conseguir funcionar enquanto entretenimento minimamente inteligente e acessível, aspecto que, se não o torna num objecto marcante, também não é negligenciável tendo em conta o cinema que se faz por cá."Daqui
José Fonseca e Costa morreu hoje de manhã no Hospital de Santa Maria, com 82 anos, vítima de uma pneunomia. Já foram vários os seus filmes que passaram pelos "Thousand Movies", mas este é a primeira vez que pode ser visto na internet.

Link
Imdb

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

José Fonseca e Costa - os Anos Oitenta

José da Fonseca e Costa (Caala, Huambo, 27 de Junho de 1933) é um dos pioneiros em Portugal do movimento do Novo Cinema. A viver em Lisboa desde 1945, frequenta o Curso de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (1951/1955), que não termina para se dedicar às actividades cinematográficas. Membro da direcção do Cineclube Imagem, faz crítica de Cinema nas revistas Imagem e Seara Nova. Traduz para português livros de teoria cinematográfica da autoria de Eisenstein, Guido Aristarco e alguns romances, entre eles, Il Compagno de Cesare Pavese e Passione di Rosa de Alba de Cespedes. Concorrente ao lugar de assistente de realização da RTP (à data da sua fundação, 1958) é impedido de entrar nos quadros da empresa por interferência da PIDE, embora fique classificado em primeiro lugar. Em 1960 é lhe recusada uma bolsa de estudo, solicitada ao Fundo do Cinema Nacional, para frequência de um curso de cinema no estrangeiro, novamente por informação da PIDE, em cujas prisões é encarcerado por actividades de oposição política à ditadura. Inicia a sua formação profissional estagiando em Itália, por volta de 1961, onde trabalha com Michelangelo Antonioni no filme L'Eclisse (O Eclipse). De regresso a Portugal, em 1964, produz e dirige centenas de filmes publicitários e alguns documentários industriais e turísticos, actividade que interrompe a partir dos anos 70, quando dirige o seu primeiro filme de ficção (A Metafísica do Chocolate, 1967). É um dos cineastas do movimento do Novo Cinema em Portugal. Seguem-se O Recado (1972), Os Demónios de Alcácer Quibir (1977) e Kilas o Mau da Fita (1981). Foi sócio-fundador e dirigente, nos anos 60, do Centro Português de Cinema, e, mais recentemente, da Associação de Realizadores de Cinema e Audiovisuais, de cuja primeira Direcção foi presidente.




Balada da Praia dos Cães (Balada da Praia dos Cães) 1987

Em Portugal, no início dos anos 60, aparece na Praia dos Cães o cadáver de um homem brutalmente assassinado. O cadáver é identificado como sendo o do major Dantas, um homem procurado pelas autoridades após a sua evasão de uma prisão militar onde aguardava julgamento por insurreição.
Apesar de se tratar de um caso da alçada da PIDE, as investigações são entregues à Polícia Judiciária, concretamente, ao Chefe de Brigada Elias Santana.
Este, a pouco e pouco, vai reconstituindo, imaginando e deduzindo o que se terá passado após a fuga do major e dos seus dois cúmplices, o aquitecto Fontenova e o cabo Barroca, executada com a ajuda no exterior da amante do major, Mena Ataíde. De interrogatório em interrogatório Elias vai penetrando nas personalidades dos suspeitos, descobrir quem matou o major e sobretudo, se foi um crime político ou passional.
Romance policial de José Cardoso Pires publicado em 1982. Trata-se de uma história de natureza policial e política, cuja ação decorre na década de 60, baseada em acontecimentos verídicos ocorridos na praia do Mastro. Foi um grande sucesso nos anos 80.

Link
Imdb

Sem Sombra de Pecado (Sem Sombra de Pecado) 1983

Lisboa, 1943.
Um jovem oriundo de família da alta-burguesia, Henrique recebe, no quartel onde presta serviço militar, telefonemas misteriosos de uma mulher que o atrai a encontros sem consequências.
Deste modo, aprende o que o amor e a guerra têm em comum: as estratégias, as tácticas, os inimigos, os aliados... - See more at: http://www.cinemaportugues.ubi.pt/bd/info/1731#sthash.p6S7xO5B.dpuf
 Lisboa, 1943. Um jovem oriundo de uma família da alta-burguesia, Henrique, recebe no quartel onde presta serviço militar, telefonemas misteriosos de uma mulher que o atrai a encontros sem consequências. Deste modo, aprende o que o amor e a guerra têm em comum: as estratégias, as tácticas, os inimigos, os aliados.
"Sem Sombra de Pecado" é ainda, tecnicamente, um dos mais apurados filmes portugueses dos últimos anos. Para tanto contribuem Eduardo Serra (fotografia) e Jasmim (cenários) em trabalhos exemplares. E os actores: grande destaque para Victoria Abril e Mário Viegas, num cast praticamente sem falhas. Foi selecionado para o festival de Cannes.

Link
Imdb

Kilas, o Mau da Fita (Kilas, o Mau da Fita) 1980


Kilas (Mário Viegas), é amante de uma artista de variedades, Pepsi-Rita (Lia Gama), à custa de quem vive – em casa da Madrinha (Milú), uma mulher nostálgica, que resgatou o afilhado da infância desvalida. Pela sua esperteza, Kilas lidera um grupo de marginais, contrados por um enigmático Major (Lima Duarte), para vigiarem um prédio, onde vão reunir-se personalidades “suspeitas”.
Quando tal acontece, e alertado o Major, uma bomba explode na casa que se anuncia dum conhecido anti-fascista. Alarmado, Kilas procura desligar-se – mas o seu destino está já marcado, por uma rivalidade passional.
De memórias suadas, carne mole, medos medíocres, vícios e nicotina, surge Kilas - aturdido pela pequenês do físico, tacão alto a deitar figura, de arrogância por medida. Entre tipos marginais e mitos precários de uma farsa passional, eis a criatura mais popular e característica deste filme português. Estilizada por José Fonseca e Costa em Kilas, o Mau da Fita - um dos maiores sucessos do cinema português no pós-25 de Abril.

Link
Imdb
Lisboa, 1943.
Um jovem oriundo de família da alta-burguesia, Henrique recebe, no quartel onde presta serviço militar, telefonemas misteriosos de uma mulher que o atrai a encontros sem consequências.
Deste modo, aprende o que o amor e a guerra têm em comum: as estratégias, as tácticas, os inimigos, os aliados... - See more at: http://www.cinemaportugues.ubi.pt/bd/info/1731#sthash.p6S7xO5B.dpuf
Lisboa, 1943.
Um jovem oriundo de família da alta-burguesia, Henrique recebe, no quartel onde presta serviço militar, telefonemas misteriosos de uma mulher que o atrai a encontros sem consequências.
Deste modo, aprende o que o amor e a guerra têm em comum: as estratégias, as tácticas, os inimigos, os aliados... - See more at: http://www.cinemaportugues.ubi.pt/bd/info/1731#sthash.p6S7xO5B.dpuf
Lisboa, 1943.
Um jovem oriundo de família da alta-burguesia, Henrique recebe, no quartel onde presta serviço militar, telefonemas misteriosos de uma mulher que o atrai a encontros sem consequências.
Deste modo, aprende o que o amor e a guerra têm em comum: as estratégias, as tácticas, os inimigos, os aliados... - See more at: http://www.cinemaportugues.ubi.pt/bd/info/1731#sthash.p6S7xO5B.dpuf
Lisboa, 1943.
Um jovem oriundo de família da alta-burguesia, Henrique recebe, no quartel onde presta serviço militar, telefonemas misteriosos de uma mulher que o atrai a encontros sem consequências.
Deste modo, aprende o que o amor e a guerra têm em comum: as estratégias, as tácticas, os inimigos, os aliados... - See more at: http://www.cinemaportugues.ubi.pt/bd/info/1731#sthash.p6S7xO5B.dpuf