1870, Rússia. Numa pequena cidade, Fiódor Karamazov, um viúvo mulherengo, vive em conflito com os filhos: o idealista Dimitri, o intelectual ateu Ivan, o cristão fervoroso Alexei e o bastardo Smerdjakov, que sofre de crises de epilepsia. A situação piora quando Dimitri se apaixona pela amante do pai.
Poucos desafios serão tão difíceis como este, transportar para o cinema uma das mais complexas e aclamadas obras da literatura mundial, para um filme com duas horas e meia. Richard Brooks já tinha uma carreira muito interessante em Hollywood, e aceitou o desafio. Brooks optou por dirigir o seu focus para a relação entre Dmitri e Grushenka, e para o crime que se sucedeu na esteira da sua relação, deixando os dilemas morais de Ivan e Alexei como elementos periféricos. Também tentou captar o romance de Dostoiévski de uma forma visual, bem evidenciado no trabalho do director de fotografia John Alton, que procurava evocar o estado de espírito que não podia ser transmitido através do diálogo.
O maior sucesso deste filme veio das interpretações que Brools conseguiu retirar do seu elenco. Lee J. Cobb em primeiro lugar, como o patriarca da família, que lhe valeu uma (a única do filme) nomeação para o Óscar. Salmi está muito bem como o calculista Smerdjakov, assim como William Shatner (primeiro papel relevante no cinema). Maria Schell fez a sua parte, de sorriso luminoso, no papel de Grushenka, enquanto Yul Brynner tinha o seu trabalho de interpretação mais relevante até então, como Dimitri. O luxo do elenco contava ainda com outras estrelas, como Claire Bloom, Richard Basehart e Judith Evelyn.
Brynner estava ciente da importância do filme, e do seu papel nele. Obrigou o estúdio a contratar um historiador pessoal para o acompanhar ao longo da rodagem. O escolhido foi o conde Andrei Tolstoy, sobrinho do famoso escritor russo.Enquanto o degrau de sucesso sobre a adaptação desta obra de Dostoiévski tem sido debatida vigorosamente, dividindo bastante as opiniões, é, no mínimo, um bom serviço como entretenimento.
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domingo, 3 de abril de 2016
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Um Novo Amanhecer (The Ultimate Warrior) 1975
No ano de 2015 poucas pessoas ainda vivem em Nova Iorque. A cidade foi atingida por uma praga, que matou quase toda a gente, inclusivé a vegetação. A cidade está dividida em dois gangs, cada um com o seu território. Um é comandado por Baron (Max Von Sydow), e o outro por Carrot (William Smith), que estão em constante guerra um com o outro. Baron observa a algum tempo um homem que parado no meio da cidade como se estivesse a meditar e vê nele um bom aliado para ajuda-lo no futuro, oferecendo-lhe algumas regalias para que ele faça parte de seu grupo.O homem solitário chama-se Carson (Yul Brynner) e resolve aliar-se ao grupo de Baron, mas em troca de um stock de charutos que Baron tem guardado.
Aventura pós-apocalíptica realizada por Robert Clouse em 1975, não é um filme particularmente bem visto, ou bem lembrado. É, essencialmente, um western de ficção científica totalmente filmado nas ruas da cidade de Backlot, e com um orçamento bastante baixo. Ainda assim, antecipando em 4 anos o primeiro filme da saga Mad Max, com o cenário urbano a fazer uma diferença interessante dos desertos e terrenos baldios da maioria dos filmes do género Pós-Apocalíptico.
Robert Clouse era basicamente um realizador de série B, cujo maior sucesso tinha sido dirigir Bruce Lee em "Enter the Dragon" apenas dois anos antes, acabando por passar o resto da carreira a tentar recriar esse sucesso, recrutando um grande número de estrelas do cinema de acção para tal, como Jim Kelly, Jackie Chan, Joe Lewis ou Cynthia Rothrock, sem grande sucesso. No caso deste filme ele tanto realizou como escreveu o argumento.
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Aventura pós-apocalíptica realizada por Robert Clouse em 1975, não é um filme particularmente bem visto, ou bem lembrado. É, essencialmente, um western de ficção científica totalmente filmado nas ruas da cidade de Backlot, e com um orçamento bastante baixo. Ainda assim, antecipando em 4 anos o primeiro filme da saga Mad Max, com o cenário urbano a fazer uma diferença interessante dos desertos e terrenos baldios da maioria dos filmes do género Pós-Apocalíptico.
Robert Clouse era basicamente um realizador de série B, cujo maior sucesso tinha sido dirigir Bruce Lee em "Enter the Dragon" apenas dois anos antes, acabando por passar o resto da carreira a tentar recriar esse sucesso, recrutando um grande número de estrelas do cinema de acção para tal, como Jim Kelly, Jackie Chan, Joe Lewis ou Cynthia Rothrock, sem grande sucesso. No caso deste filme ele tanto realizou como escreveu o argumento.
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quarta-feira, 2 de julho de 2014
Os Sete Magníficos (The Magnificent Seven) 1960
Um bandido aterroriza uma pequena aldeia mexicana. Os habitantes mais velhos enviam três camponeses para os Estados Unidos, para encontraram pistoleiros para os defenderem. Conseguem apenas sete, e cada um concorda em ajudar por diferentes razões. É preciso preparar a cidade para se defender de um exército de 40 bandidos, que vai chegar para lhes roubar a comida.
"The Magnificent Seven", é uma americanização do magistral épico japonês, "Os Sete Samurais", de Akira Kurosawa, e na verdade não lhe fica muito atrás. Não apenas inspirou muitos westerns futuros, mas revitalizou a popularidade dos westerns na década de 60. Como é lógico o filme de John Sturges não compete com o de Kurosawa em termos de destreza visual e complexidade temática, mas ainda assim é uma história de aventuras empolgante, que não só inclui um elenco brilhante, mas também explora algumas das contradições mais profundas do nobre mítico bandido, que era tão importante para o western americano.
Sturges conduz o filme com grande eficiência, não desperdiçando um frame, ou uma linha de diálogo ao longo de todo o filme. Isto garante um ritmo rápido, e um maior envolvimento do do público, ainda que sacrificasse algumas das qualidades humanas que fazem de "Os Sete Samurais" um filme tão distinto.
Eli Wallach faz um excelente trabalho no papel de Calvera, o chefe dos bandidos mexicanos, mostrando o quanto próximos eles estava dos membros dos Sete Magnificos. Afinal eles são todos pistoleiros e bandidos, e a única diferença é o lado da linha em que eles estavam aqui. Isto faz o filme ser muito mais complexo do que aparenta, uma vez que torna cada vez mais difícil fazer as distinções entre o bem e o mal. Claro que somos sempre levados a optar pelo lado dos Sete Magníficos, mas somos constantemente lembrados que eles são bandidos sem vínculo aquela terra, família, nação. Algo que era habitual nos heróis dos westerns americanos, mas nunca conscientemente explorado.
Uma nota final para os actores que fazem de sete magníficos: Yul Brynner, Steve McQueen, Charles Bronson, Robert Vaugh, Brad Dexter, James Coburn, e Horst Buchholz.
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