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sábado, 6 de julho de 2019

Pedro e o Lobo (Peter and the Wolf) 2006

Pedro é um rapaz discreto, solitário, impedido de ir à floresta pelo seu avô protector, tendo como seu único amigo um pato. Quando um lobo ameaça o seu amigo pato – bem como o gato gordo do seu avô e um pássaro com a asa partida de que Pedro se tornou amigo – Pedro corajosamente tenta apanhar o lobo. O Avô, o povo da aldeia e os caçadores que têm antagonizado Pedro figuram todos no desenlace final.
Pedro e o Lobo é uma história infantil contada através da música. Foi composta por Sergei Prokofiev em 1936, com o objectivo pedagógico de mostrar às crianças as sonoridades dos diversos instrumentos. Cada personagem da história (o Pedro, o lobo, o avô, o passarinho, o pato [ou pata, em algumas versões], o gato e os caçadores) é representada por um instrumento diferente. 
Suzie Templeton, de quem já tínhamos visto "Dog" neste ciclo, realizou uma adaptação moderna do conto de Pedro e o Lobo, recorrendo a animação stop-motion. É incomum na sua falta de qualquer diálogo ou narração, sendo a história apresentada unicamente com imagens e som, interrompida por períodos de silêncio sustentado. A banda sonora é executada pela Philharmonia Orchestra de Londres e o filme teve a sua estreia com um acompanhamento ao vivo da orquestra no Royal Albert Hall em Londres. 
Ganhou o Óscar de Melhor Curta de Animação. 

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sábado, 15 de junho de 2019

Dog (Dog) 2001

Um jovem e o seu pai vivem numa monótona e solitária casa, com a sombra do luto pairando sobre os dois. O jovem sente falta da mãe, mas não sente conforto vindo da parte do pai, de que ela alguma vez partiu pacificamente. A esta tragédia ainda se acrescenta o problema do cão da família, que está cada vez mais doente.
Com apenas três curtas metragens no seu currículo a britânica Suzie Templeton é já uma das figuras mais importantes do cinema de animação britânico, no campo da stop motion, e isto apesar de não lhe vermos um filme desde 2006, embora conste que esteja a terminar o seu quarto. "Dog" era o seu segundo projecto, e projecto de graduação, que lhe valeu o BAFTA de melhor filme de animação, o equivalente aos Óscares britânicos, Óscar que ganharia no seu terceiro projecto (e que também veremos neste ciclo).
"Dog", e o filme anterior de Templeton, chamado "Stanley", são a verdadeira antítese dos filmes maiores que a vida, geralmente associados à stop motion, uma partida necessária, principalmente nesta era do cinema feito por computadores. Filmes tão resolutos na sua interioridade, com a exploração de espaços confinados e personagens decididamente não espectaculares, Templeton parece deleitar-se em desvendar o mistério e a perversão do real.  

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