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quarta-feira, 6 de maio de 2015
O Vale das Bonecas (Valley of the Dolls) 1967
Anne Welles (Barbara Parkins), uma brilhante e impetuosa estudante, acabada de se graduar na universidade, deixa a pequena cidade onde vive e parte para a Broadway, onde espera encontrar um trabalho emocionante e homens sofisticados. Durante as suas desaventuras em Manhattan, e, depois, em Hollywood, partilha experiências com outras duas jovens aspirantes: Jennifer North (Sharon Tate), uma mulher escultural, que quer ser aceite como um ser humano mas é tratada como um objecto sexual por todos os homens que conhece, e Neely O'Hara (Patty Duke), uma jovem actriz talentosa, acusada de usar meios ilícitos por uma estrela de cinema mais velha, Helen Lawson (interpretada por Susan Hayward) para alcançar o topo.
"Valley of the Dolls" é um melodrama intenso (e clássico de culto), baseado num best seller de Jacqueline Susann, sobre o lado negro da fama. Bebidas alcoólicas e o uso de drogas é um tema central, embora o filme ilustre claramente o quão destrutivo o vício é. A sexualidade adulta também é um tema central (sexo, pornografia, aborto, são todos temas centrais da história) e alguma linguagem adulta é utilizada (não esquecer que estávamos num filme de 1967).
Por ter sido feito em 1967, o realizador não pode ir tão longe como Russ Meyer foi na espécie de sequela que lançou anos depois, "Beyond the Valley of the Dolls", o que resultava numa espécie de ousadia tímida, onde, por exemplo, os homossexuais eram chamados de "bichas", mas os diálogos não podiam ter "son of a bitch". Os cenários do filme, embora fosse uma grande produção, parecem de uma produção barata e duvidosa.
Apesar de ter recebido criticas bastante más foi um dos maiores sucessos de bilheteira do ano, colocando a actriz Sharon Tate definitivamente no mapa. Sharon Tate até conseguiu uma nomeação para o Globo de Ouro de Best Promising Newcomer, mas tinha como rival Katherine Ross em "The Graduate". A realização estava a cargo do canadiano Mark Robson, que se tinha notabilizado pelos filmes de terror da RKO, nos anos 40.
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
A Queda de um Corpo (The Harder they Fall) 1956
Humphrey Bogart interpreta no papel de Eddie Willis, um antigo comentador desportivo que junta forças com um corrupto promotor de boxe chamado Benko (Rod Steiger).Juntos, preparam um plano para enganar Toro Moreno (Mike Lane), um boxeur gigante pobre de espírito com mais de dois metros de altura. Através de uma série de combates forjados preparados cuidadosamente, Toro é levado a acreditar que é um sério candidato ao título...
Este seria último filme de Bogart, onde ele tem um desempenho contundente e fantástico no papel de um jornalista desportivo. Adaptado de um romance de Budd Schulberg com um argumento clínico de Philip Yordan e realizado por Mark Robson, era uma mistura corajosa entre melodrama e thriller. O filme é baseado na carreira do boxeur Primo Carnera, um gigante italiano que se tornou campeão de pesos pesados em 1933-34. O verdadeiro Carnera processou a Columbia Pictures pelas supostas combinações de resultados retratadas no filme, mas acabou por perder em tribunal. "The Harder They Fall" serve como uma exposição do controle da Máfia sobre o mundo do boxe.
Filme bastante corajoso e potente para a época, o realizador Mark Robson entrega-nos algumas sequências brutais de combate, e até certo ponto mostra-nos um "documentário" realista sobre um lutador cujo corpo já foi tão torturado que já nem está em condições de começar um trabalho real.
Conseguiu uma nomeação ao Óscar de melhor fotografia (Burnett Guffey), e fez parte da selecção oficial para Cannes, em 1956. Estreado em Abril de 1956, Bogart viria a falecer no ínicio do ano seguinte, com 57 anos.
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domingo, 6 de janeiro de 2013
A Sétima Vítima (The Seventh Victim) 1943
A história diz respeito a Mary, uma jovem de uma escola conservadora, que parte para Nova York para procurar a sua irmã mais velha, desaparecida, Jacqueline, que tem sido o seu único meio de sustento. Em Nova York, ela rapidamente descobre que a sua irmã, aparentemente, vendeu a fábrica de cosméticos (a um colega um pouco hostil) e que Jacqueline tinha casado secretamente com um homem que também a procura. Mary também conhece um estranho psiquiatra que aparentemente tratava de Jacqueline, e através dele descobre que o desaparecimento de Jacqueline está ligado à sua participação num culto satânico de adoradores do diabo. Parece que o desejo de Jacqueline para fugir do culto foi proibido, e os membros da seita tinham decretado que ela, assim como os seis anteriores membros desencantados, devem morrer por causa desta traição. E ela está sob a ameaça de se tornar a sétima vítima.
Como a maioria dos filmes produzidos por Lewton, não existem eventos sobrenaturais ou fantasmas no filme, todos os eventos são baseados em acontecimentos deste mundo. No entanto, a implausibilidade do argumento é a principal fraqueza do filme. Ao longo do filme, as personagens aparecem e os eventos ocorrem sem qualquer justificação. Muitos dos personagens, particularmente os secundários, são bizarramente exagerados por parte dos actores e actrizes que os interpretam. E o relacionamento romântico entre o marido de Jacqueline e de Mary é completamente absurdo. Além disso, o comportamento estranho do assustador psiquiatra parece um pouco deslocado.
Com todas estas falhas, é de se supor que "A Sétima Vitima" seja uma obra completamente irrecuperável e irrelevante. Mas, estranhamente, o filme tem uma qualidade assombrosa que permanece na nossa memória. Tudo isto porque esta película é formado por um conjunto de sequências brilhantes. Logo na sequência de abertura, na escola, o filme é lúgubre e claustrofóbico ao extremo. Além disso, também há a famosa sequênca do chuveiro, no qual Mary é visitada por uma personagem hostil, que é vista nas sombras por detrás da tela de chuveiro. Esta cena é totalmente convincente e está acima da sequência do chuveiro de "Psycho", de Hitchcock. Há também a cena escura que descreve os membros adoradores do culto do Diabo, tentando exercer a sua vontade sobre Jacqueline. Porque os princípios das suas crenças satânicas proibe-os de realizar actos violentos, eles tentam obrigar Jacqueline a cometer suicídio. Jacqueline quase sucumbe, mas consegue escapar, apenas para cair nas suas próprias fantasias da morte, no final do filme.
Com este conjunto de sequências acumuladas, mesmo que não se encaixam perfeitamente num todo narrativo, dão ao filme uma qualidade pertubadora. A personagem de Mary, interpretada por Kim Hunter no seu primeiro papel, é de uma virtude completa e inocência. Ela é basicamente uma Alice de olhos arregalados vagando no escuro, numa Wonderland assombrada. Muitos dos outros personagens são enfaticamente voluntariosos e cínicos, como a diretora da escola, o novo proprietário da fábrica de Jacqueline... Todos eles são criaturas de um pesadelo. Em contraste com Mary, que representa a inocência e a vitalidade da juventude e da vida, a personagem Jacqueline, representa o oposto ─ o desespero e o desejo de morte.
Este seria o filme de estreia de Mark Robson, que de seguida faria mais alguns para Lewton.
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