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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

A Senhora Parker e o Círculo do Vício (Mrs. Parker and the Vicious Circle) 1994

Em 1937, a viver em Hollywood, Dorothy Parker (Jennifer Jason Leigh) relembra os tempos em que pertencia ao grupo Algonquin Round Table, formado por amigos escritores na Nova York dos anos 20. Entre festas, romances e amizades com os escritores, Dorothy passa pelo alcoolismo, comportamento auto-destrutivo e tentativa de suicídio. 
Entre um elenco de luxo, que inclui estrelas como Campbell Scott, Mathew Brotherick, Peter Gallagher, Jennifer Beals, Martha Plimpton, Lili Taylor, Gwyneth Paltrow, entre tantos outros, destaca-se uma Jennifer Jason Leigh, perfeita como Parker, desde os seus padrões de discurso nasal até há sua capacidade física e mental para a crueldade, Leigh capta todas as falhas e fraquezas de uma personagem cínica, espirituosa, e apesar do seu brilho, antipática. Alan Rudolph dirige com o seu habitual talento improvisatório  e uma tendência ao elipticismo. Robert Altman, principal fonte de inspiração do realizador, é o produtor, recusando-se a apressar-se para produzir um filme biográfico literário, bem diferente do que qualquer outro.
Como sempre, é uma peça brilhantemente recriada por Rudolph, com a criação de um período passado maravilhosamente evocado pelo design sensual de produção de  Francois Seguin, com a banda sonora de Mark Isham a ser uma das suas melhores, e uma fotografia ressonante de Jan Kiesser que realmente atrai os espectadores de volta para os anos 20 e 30.
Legendas em Inglês.
Filme escolhido pelo Robson Seixas.

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

eXistenZ (eXistenZ) 1999

Jennifer Jason Leigh é Allegra Geller, uma das mais famosas designers de jogos electrónicos do mundo, e está a testar a sua mais recente obra, Existenz, num grupo de utilizadores. A meio da sessão um fan fanático irrompe na sala para a matar, utilizando uma arma orgânica bizarra. O episódio faz parte do próprio jogo o o filme faz-se disso mesmo. De uma época em que os personagens dos jogos electrónicos são humanos que se conectam a terminais orgânicos, feitos de tecidos animais, e são transportados para outra dimensão.
David Cronenberg de volta ao seu estilo tradicional. Embora todos os seus filmes mais recentes - "Naked Lunch", "Dead Ringers", "M. Butterfly", "The Fly", "The Dead Zone" - contivessem um pouco dessa linguagem exclusivamente cronenbergiana, na qual o mundo emocional é trazido à vida em termos de lógica e detalhe visceral, "eXistenZ" é o primeiro filme desde "Videodrome" (1983) que é inteiramente escrito por si, sem recorrer a uma adaptação de um trabalho já existente anteriormente. Tal como "Videodrome", "eXistenZ" coloca o corpo humano como receptáculo e gerador de um mundo sombrio de fantasia e realidade alternativa. Tudo isto não são meras metáforas para Cronenberg. Sexo e horror, prazer e morte, estão intimamente ligados no mundo do realizador. 
Nas mãos de qualquer outra pessoa o filme não seria tão bem sucedido, e mesmo Cronenberg falha a explicar os seus motivos, preferindo dedicar-se a exercicíos surrealistas de lógica sonadora. Mas o seu estilo de horror minimalista evita os efeitos gerados por computador. Isto permite que ignoremos as galhas do filme, enquanto Geller e Pikul mergulham mais profundamente no jogo, ficando sem saber qual das realidades é a sua.

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Georgia (Georgia) 1995



Sadie (Jennifer Jason-Leigh) procura desesperadamente pela sua irmã mais velha, Georgia (Mare Winningham), que é uma cantora de sucesso. Sadie quer ser uma artista famosa como a irmã, mas corre-lhe sempre tudo mal. A sua necessidade de ser aceite pela irmã acaba por ser complicada, por causa do seu envolvimento no álcool e nas drogas. Georgia vive uma vida muito organizada, com o marido, filhos e casa, e Sadie faz o que pode para ser aceita por ela.
O realizador Ulu Grosbard consegue retirar um excelente desempenho das duas actrizes principais, em especial de Jennifer Jason-Leigh. O seu retrato de Sadie reflete muito bem toda a dor que se pode colocar numa simples personagem. No momento mais marcante do filme, ela sobe ao palco para cantar oito minutos e meio de uma versão de Van Morrison: "Take Me Back". A crueza emocional da interpretação de Jennifer Jason-Leigh tornam esta cena uma das mais marcantes de qualquer filme de 1995.
A chave para dissecar a complicada relação entre as duas irmãs é o dom infalível para o realismo intensamente focado, uma familiaridade profunda entre personagem e ambiente, raramente vista em filmes que não de Mike Leigh, e com uma abordagem mais rica e sofisticada do que nos filmes de Leigh. Grosbard é um sólido director de actores, usa as canções engenhosamente, e sem fazer um filme para quebrar todas as regras consegue fazer uma obra muito interessante. Das sete vezes que Grosbard dirigiu, três dos seus filmes valeram nomeações a Óscares de interpretações, uma delas aqui, para Mare Winningham, embora uma nomeação a Jason-Leigh também fosse justa.
Tom Waits colaborou com uma música da banda-sonora: "The Piano Has Been Drinking".

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Legenda em espanhol
Imdb