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quarta-feira, 12 de julho de 2017

My Only Sunshine (Hayat Var) 2008

Hayat tem 14 anos, já não é uma criança mas ainda não é uma mulher. Vive com o pai e o avô, que sofre de asma, em Istambul. O pai trabalha como pescador mas faz a maioria do seu dinheiro em transacções desonestas. Fornece os grandes navios que esperam a passagem do estreito com álcool, mulheres e outras mercadorias. Ainda mais corrosiva do que a pobreza desta família são a insensiblidade e a indiferença castradora que os protagonistas expõem a si mesmos e acima de todos a Hayat.
Um drama sobre a entrada na idade adulta que interroga a identidade numa cidade geopoliticamente extraordinária como Istambul, que atravessa o passado e o futuro, o Ocidente e o Oriente, a tradição e a modernidade. Crescer nem sempre é fácil. Vivendo numa casa velha, rodeada de pobreza, e enfrentando bullying na escola, Hayat tem montes de problemas, todos agravados pelo baixo status das mulheres na sociedade turca tradicional. No papel central, Elit Iscan transmite uma confiança que desmente a sua idade. Ela não é dem
onstrativa mas silenciosamente resiliente interpretando a retirada comum ás crianças em tais circunstâncias. 
Quinto filme de Reha Erdem, de quem já tinhamos visto neste ciclo a sua obra de estreia "A Ay". Ganhou o Prémio do Júri "Tagesspiegel" no festival de Berlim.

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sábado, 1 de julho de 2017

Oh, Moon! (A Ay) 1989

Yekta, uma jovem de 11 anos, nasceu e vive numa casa misteriosa, uma espécie de castelo, numa margem do Bósforo, com a sua gaivota, uma tia solteira, Nukhet Seza, e o avô Sirri, paralisado e acamado depois da morte do seu filho e da sua noiva. O quarto da sua mãe é onde Yekta procura abrigo, sonha acordada e esconde os seus segredos.  Tudo o que ela sabe sobre a sua mãe é que ela partiu um dia num pequeno barco no Bósforo e nunca mais regressara. Uma noite, Yetka vê a sua mãe passar num pequeno barco, mas ninguém acredita nela. A tia mais nova, uma professora de língua inglesa que vive na ilha de Burgaz quer que ela se inscreva na sua escola, para assim afastá-la do anseio pela sua mãe a afastá-la daquela casa estranha e assombrada. Mas ela não está disposta a partir...
Reha Erdem, realizador, argumentista, montador, um dos representantes mais originais do cinema turco que conseguiu os maiores elogios neste novo milénio, estreou-se aqui, com este "A Ay", aos 28 anos, e construiu o seu trabalho num diálogo contínuo entre a realidade e a imaginação, pedindo directamente ao público que procura uma nova perspectiva para a vida. O tema e o género variam consideravelmente nos seus filmes, mas a dificuldade de preservar a humanidade de alguém num mundo em rápida mudança e a impossibilidade de comunicação onde o amor deixou de existir são os principais motivos da sua obra. Personagens condenados a estados intermediários e espaços mínimos sofrem, e as crianças no limiar da idade adulta sofrem ainda mais. "A Ay" era o primeiro filme de Erdem, e marcaria o tom para toda a sua obra.

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