Uma antologia asiática de terror com 4 histórias. Happiness – uma jovem comunica-se com o mundo exterior através do telemóvel e mensagens de texto. Começa a receber mensagens de um estranho, mas as coisas começam a ficar assustadoras depois dela enviar a sua foto. Tit for Tat – como brincadeiras e pequenas vinganças escolares podem se tornar sangrentas. In The Middle – Num acampamento isolado, 4 adolescentes começam a contar histórias de terror para se entreter. Passam a ficar com medo e vão para a barraca que acreditam ser o lugar mais seguro para dormir… é o que eles pensam. The Last Fright – Um assistente de bordo, Pim, embarca num vôo com a Princesa do Khurkistão. O que era parece ser um vôo tranquilo torna-se um pesadelo quando a princesa tem uma reação alérgica a algo que comeu.
Uma compilação com histórias de 4 dos mais importantes realizadores de terror tailandês: Banjong Pisanthanakun (de "Shutter"), Paween Purikitpanya (de "Body Sob 19"), Yongyoot Thongkongtoon e Parkpoom Wongpoom(também de "Shutter"), é uma coleção de quatro contos, apenas vagamente ligados, na tradição de outros clássicos americanos, como "Tales From The Crypt", "Twilight Zone: The Movie" ou "Creepshow".
"Phobia", tal como a maioria das antologias, é por vezes muito convincente, e outras muito desequilibrado. Combinando diferentes tons e estilos com diferentes individualidades nunca é fácil de assimilar, resultando em mudanças bruscas de humor e atmosfera. Mesmo assim o filme é bem interessante, e tem a sua parte de momentos arrepiantes.
Exibido em diversos festivais, ganhou o terceiro prémio no festival Toronto After Dark, que nesse ano foi ganho pelo filme sueco "Let the Right One In".
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segunda-feira, 2 de novembro de 2015
The House (Baan Phii Sing) 2007
Inspirado numa história verdadeira sobre três assassinatos horríveis que aconteceram com três mulheres recentemente. Chalinee, uma jovem repórter está curiosa em saber sobre a verdade por trás destes crimes, e começa a investigar. Finalmente ela descobre a casa onde estas três mulheres foram mortas pelos seus amantes, mas quando ela dá o passo final para dentro da casa amaldiçoada, ela encontra algo mais assustador do que alguma vez esperava encontrar.
Um pouco típico do terror asiático, principalmente com ecos de Ju-On (uma casa assombrada) e Shutter (fantasmas a serem filmados pela câmara), "The House" está cheio de planos longos e lentos, com várias figuras fantasmagóricas a serem filmadas ao fundo, incluindo a obrigatória menina fantasma com cabelo longo a cobrir-lhe o rosto. No entanto, à medida que a história se desenrola o realizador Monthon Arayangkoon direcciona o filme para direcções inesperadas, e consistentemente atira-nos com reviravoltas e surpresas para manter o espectador intrigado.
Sintetizando vários traços de sub-géneros, como o filme da casa assombrada, possessão, histórias de fantasmas, e, curiosamente, quando Chalinee decide pegar numa câmara e explorar a casa, found footage, "The House" soa estranhamente a familiar. Isto, é claro, até as coisas darem mais uma grande reviravolta e brincarem com as nossas expectativas.
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Um pouco típico do terror asiático, principalmente com ecos de Ju-On (uma casa assombrada) e Shutter (fantasmas a serem filmados pela câmara), "The House" está cheio de planos longos e lentos, com várias figuras fantasmagóricas a serem filmadas ao fundo, incluindo a obrigatória menina fantasma com cabelo longo a cobrir-lhe o rosto. No entanto, à medida que a história se desenrola o realizador Monthon Arayangkoon direcciona o filme para direcções inesperadas, e consistentemente atira-nos com reviravoltas e surpresas para manter o espectador intrigado.
Sintetizando vários traços de sub-géneros, como o filme da casa assombrada, possessão, histórias de fantasmas, e, curiosamente, quando Chalinee decide pegar numa câmara e explorar a casa, found footage, "The House" soa estranhamente a familiar. Isto, é claro, até as coisas darem mais uma grande reviravolta e brincarem com as nossas expectativas.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Sick Nurses (Suay Laak Sai) 2007
Um de grupo de sete enfermeiras e um médico estão envolvidas numa quadrilha de venda de corpos humanos. Quando uma das enfermeiras se apaixona pelo médico e que sair do grupo, ela é brutalmente assassinada para evitar que os segredos sejam revelados. A enfermeira assassinada volta então dos mortos sete horas depois da sua morte para aplicar a vingança.
"Sick Nurses" é um estranho filme de terror tailandês, realizado a quatro mãos por Thospol Sirivivat e Piraphan Laoyont. Superficialmente parece um filme de terror como tantos outros asiáticos, que lidam com fantasmas femininos de cabelo grande. Enquanto o filme utiliza a maioria das convenções desenhadas pelos padrinhos do género, "The Ring", "Ju-On", as semelhanças com os filmes visados ficam-se por aqui.
O mais interessante sobre este filme, é que não é divulgado por ordem cronológica, vai saltando de sequência para sequência, e algumas das coisas mais importantes aparecem através de flashbacks. É frequente o espectador perguntar o que está a acontecer, porque a estrutura do filme é tudo menos típica. Se a narrativa confusa afastar alguns espectadores, tudo faz mais sentido na terceira parte do filme.
O filme brinca com alguns estereótipos sexuais, por exemplo, cada uma das enfermeiras se veste mais como uma versão idealizada da Playboy, do que com outra coisa. Cada uma das enfermeiras usa o seu sex appeal, e a câmara não tem medo de jogar com a beleza natural do elenco feminino, com excelentes sequências de cores fantásticas e visuais pop-art. Não é um filme particularmente assustador, nem sequer tem suspense, mas tem um óptimo humor negro, e gore que baste.
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"Sick Nurses" é um estranho filme de terror tailandês, realizado a quatro mãos por Thospol Sirivivat e Piraphan Laoyont. Superficialmente parece um filme de terror como tantos outros asiáticos, que lidam com fantasmas femininos de cabelo grande. Enquanto o filme utiliza a maioria das convenções desenhadas pelos padrinhos do género, "The Ring", "Ju-On", as semelhanças com os filmes visados ficam-se por aqui.
O mais interessante sobre este filme, é que não é divulgado por ordem cronológica, vai saltando de sequência para sequência, e algumas das coisas mais importantes aparecem através de flashbacks. É frequente o espectador perguntar o que está a acontecer, porque a estrutura do filme é tudo menos típica. Se a narrativa confusa afastar alguns espectadores, tudo faz mais sentido na terceira parte do filme.
O filme brinca com alguns estereótipos sexuais, por exemplo, cada uma das enfermeiras se veste mais como uma versão idealizada da Playboy, do que com outra coisa. Cada uma das enfermeiras usa o seu sex appeal, e a câmara não tem medo de jogar com a beleza natural do elenco feminino, com excelentes sequências de cores fantásticas e visuais pop-art. Não é um filme particularmente assustador, nem sequer tem suspense, mas tem um óptimo humor negro, e gore que baste.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Reencarnação da Vingança (Body sob 19) 2007
Chon, um estudante de medicina, começa a saír com uma psicoterapeuta depois de sonhar com uma mulher que tinha encontrado apenas uma vez num restaurante. Nos seus sonhos um homem misterioso mata-a e corta o seu corpo em pedaços, atirando-os para uma sanita. Estes pesadelos assombram-no, e eventualmente ele sente como se o seu corpo estivesse a ser dissecado por um bisturi. Aparentemente a mulher está morta, e envia-lhe estas mensagens através dos pesadelos, mas estas mensagens não são para si, mas sim para o assassino. Falam de vingança, como quem diz: "Ainda estou aqui!"
Realizadores tailandeses como Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom trouxeram-nos alguns dos filmes de terror mais interessantes dos últimos anos, como "Shutter" ou "Alone", até que nos chega este "Body #19", produzido pelo mesmo estúdio, mas realizado por outro realizador, Paween Purikitpanya (um estreante), então, algum nível de qualidade era esperado. De um modo geral, "Body #19" tem tudo o que se pedia a um filme de qualidade, cenários cuidadosamente concebidos, embora tenha exagerado no seu tempo de duração, de um pouco mais de duas horas.
Enquanto que uma maior duração poderia resultar numa história mais detalhada, aqui resulta mais na utilização de um número de cenas desnecessárias, que podiam ter ficado de fora na edição final. Mas é normal nas histórias de terror contemporâneos os asiáticos juntarem uma "back story" dos personagens, ou explicar porque as almas inquietas tinham de voltar para vingar-se.
Mas não há muitos mais defeitos a apontar, pois tecnicamente é um filme bastante interessante. Fotografia bastante bem trabalhada, planos de câmara bastante inovadores e fora do tradicional, e também efeitos especiais acima da média.
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Realizadores tailandeses como Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom trouxeram-nos alguns dos filmes de terror mais interessantes dos últimos anos, como "Shutter" ou "Alone", até que nos chega este "Body #19", produzido pelo mesmo estúdio, mas realizado por outro realizador, Paween Purikitpanya (um estreante), então, algum nível de qualidade era esperado. De um modo geral, "Body #19" tem tudo o que se pedia a um filme de qualidade, cenários cuidadosamente concebidos, embora tenha exagerado no seu tempo de duração, de um pouco mais de duas horas.
Enquanto que uma maior duração poderia resultar numa história mais detalhada, aqui resulta mais na utilização de um número de cenas desnecessárias, que podiam ter ficado de fora na edição final. Mas é normal nas histórias de terror contemporâneos os asiáticos juntarem uma "back story" dos personagens, ou explicar porque as almas inquietas tinham de voltar para vingar-se.
Mas não há muitos mais defeitos a apontar, pois tecnicamente é um filme bastante interessante. Fotografia bastante bem trabalhada, planos de câmara bastante inovadores e fora do tradicional, e também efeitos especiais acima da média.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2015
13 Beloved (13 Game Sayawng) 2006
Pusit está a ter o pior dia da sua vida. Perdeu o emprego, e tem um dívida muito grave. Tudo isto está prestes a mudar, quando ele recebe um telefonema misterioso com uma oferta muito tentadora. Se ele conseguir completar 13 tarefas pode receber 100 milhões de Bahts. Ele acaba por aceitar, mas não sabe onde se está a meter.
"Saw" é muitas vezes citado como um dos filmes de terror mais inteligente dos últimos anos, e por boas razões. A sua crítica maliciosa sobre a natureza humana, do quanto longe se poderia ir para salvar a sua própria pele trouxe uma brisa de ar fresco a um género que se encontrava por demais explorado. Este thriller tailandês vai buscar algumas dicas à saga "Saw", mas, além de colocar o personagem principal no teste da sua vida, ainda adiciona algumas sequências satíricas, que o tornam num dos filmes mais perturbadores deste género em muito tempo.
Como é costume neste sub-género é necessária alguma crença no desacreditável para aceitar que os conspiradores nas sombras têm olhos e ouvidos em todo o lado para manipular os acontecimentos, mesmo num grau muitas vezes ridículo. No entanto, a revelação final sobre quem está a puxar os cordões leva a credibilidade um pouco longe demais, além de ser muito sombrio na sua apreciação da humanidade.
Era o segundo filme de Chookiat Sakveerakul, então um jovem de 25 anos.
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"Saw" é muitas vezes citado como um dos filmes de terror mais inteligente dos últimos anos, e por boas razões. A sua crítica maliciosa sobre a natureza humana, do quanto longe se poderia ir para salvar a sua própria pele trouxe uma brisa de ar fresco a um género que se encontrava por demais explorado. Este thriller tailandês vai buscar algumas dicas à saga "Saw", mas, além de colocar o personagem principal no teste da sua vida, ainda adiciona algumas sequências satíricas, que o tornam num dos filmes mais perturbadores deste género em muito tempo.
Como é costume neste sub-género é necessária alguma crença no desacreditável para aceitar que os conspiradores nas sombras têm olhos e ouvidos em todo o lado para manipular os acontecimentos, mesmo num grau muitas vezes ridículo. No entanto, a revelação final sobre quem está a puxar os cordões leva a credibilidade um pouco longe demais, além de ser muito sombrio na sua apreciação da humanidade.
Era o segundo filme de Chookiat Sakveerakul, então um jovem de 25 anos.
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terça-feira, 27 de outubro de 2015
Re-cycle (Gwai wik) 2006
Uma escritora chamada Ting-yin, que depois de terminar o primeiro rascunho de seu novo livro,"Assombração", simplesmente desiste de escrever e acaba apagando o arquivo inteiro do seu computador. A história, no entanto, parece não querer ir embora e começa a apavorar a sua vida. A escritora começa a ver coisas inexplicáveis, incluindo uma estranha mulher que aparece repetidamente no seu caminho. Logo, ela descobre que existe um plano de uma realidade paralelo ao nosso, que serve como casa para as nossas esperanças esquecidas, sonhos, desejos... e pesadelos.
Enquanto Hollywood obsessivamente fazia remakes dos filmes de gore dos anos setenta, os irmãos Danny e Oxide Pang foram transformando o género de dentro para fora. Este filme voltava a reunir a estrela do seu primeiro sucesso, Angelina Lee, com os dois irmãos Pang. Os irmãos Pang dão-nos vislumbres de um fantasma de cabelos compridos seguindo Ting-yin no apartamento, sugerindo que este filme vai ser mais um rip-off de "The Ring", mas depressa sobe majestosamente para outro nível, com Ting-yin a seguir o fantasma para um mundo paralelo estranho, muito além da nossa realidade. Ela viaja para um mundo de CG de tirar o fôlego, confrontando almas perdidas, objectos assassinos gigantes, uma caverna assombrada por fetos abortados, e hordas de zombies.
Este é um dos raros filmes de terror que faz sucesso com o uso da computação gráfica, conjurada com uma atmosfera opressiva e assustadora. É um mundo assombrado por coisas à muito esquecidas, memórias perdidas, fantasmas senis, objectos descartados. Os edifícios decadentes por onde Ting-yin vagueia têm um efeito no público oriental porque são recriações de marcos outrora famosos, demolidos para abrir caminho para o milagre económico. Enquanto Ting-yin faz amizade com uma menina-fantasma, que detém a chave para revelar um segredo obscuro, os irmãos traçam um paralelo entre as ansiedades reprimidas da nossa heroína e o passado esquecido de Hong Kong.
Esta era uma co-produção entre Hong Kong e a Tailândia, que, em 2007, ganhou o prémio de efeitos especiais no Fantasporto.
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Enquanto Hollywood obsessivamente fazia remakes dos filmes de gore dos anos setenta, os irmãos Danny e Oxide Pang foram transformando o género de dentro para fora. Este filme voltava a reunir a estrela do seu primeiro sucesso, Angelina Lee, com os dois irmãos Pang. Os irmãos Pang dão-nos vislumbres de um fantasma de cabelos compridos seguindo Ting-yin no apartamento, sugerindo que este filme vai ser mais um rip-off de "The Ring", mas depressa sobe majestosamente para outro nível, com Ting-yin a seguir o fantasma para um mundo paralelo estranho, muito além da nossa realidade. Ela viaja para um mundo de CG de tirar o fôlego, confrontando almas perdidas, objectos assassinos gigantes, uma caverna assombrada por fetos abortados, e hordas de zombies.
Este é um dos raros filmes de terror que faz sucesso com o uso da computação gráfica, conjurada com uma atmosfera opressiva e assustadora. É um mundo assombrado por coisas à muito esquecidas, memórias perdidas, fantasmas senis, objectos descartados. Os edifícios decadentes por onde Ting-yin vagueia têm um efeito no público oriental porque são recriações de marcos outrora famosos, demolidos para abrir caminho para o milagre económico. Enquanto Ting-yin faz amizade com uma menina-fantasma, que detém a chave para revelar um segredo obscuro, os irmãos traçam um paralelo entre as ansiedades reprimidas da nossa heroína e o passado esquecido de Hong Kong.
Esta era uma co-produção entre Hong Kong e a Tailândia, que, em 2007, ganhou o prémio de efeitos especiais no Fantasporto.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Shutter (Shutter) 2004
Thun, um jovem fotógrafo, e a sua namorada Jane, atropelam acidentalmente uma pedestre. Fogem da cena do crime e regressam às suas vidas normais em Bangkok. A partir de então, Jane, passa a ser atormentada por estranhos pesadelos, enquanto Thun nota que nas suas fotos aparecem estranhas figuras, parecidas com fantasmas. O casal decide investigar o fenómeno e encontra outras fotografias com imagens sobrenaturais. Paralelamente os melhores amigos de Thun, começam a morrer, um a um, de forma misteriosa.
Um dos factores motivacionais mais comuns nas histórias de fantasmas é a vingança. A este respeito, "Shutter", um filme tailandês dos jovens realizadores Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom (ambos com menos de 30 anos), não traz nada de novo.Usando o fenómeno da fotografia do espírito como trampolim, "Shutter" oferece uma arrepiante, se não terrivelmente original, história de culpa, decepção e vingança fantasmagórica. Os dois realizadores apresentam com confiança a sua história, ajudados no argumento por Sopon Sukdapisit), auxiliados por uma idéia intrigante e um elenco muito forte, com o resultado a funcionar não só como um dos melhores exemplos do cinema de terror tailandês, como também do cinema asiático em geral.
Uma das primeiras coisas que saltam à vista para as audiências é a seriedade com que os realizadores levam a sua história. Não há lugar para personagens fofas ou situações engraçadas, que possam trazer um alívio cómico. As aparições fantasmagóricas são todas convincentes, e quase sempre de arrepiar. Pisanthanakun e Wongpoom não se fixam na aparência do fantasma, e quando o vemos é uma imagem que parece estranha a maior parte do tempo. O argumento acredita na história em vez de brincar com ela, e a abordagem séria dos realizadores permite facilmente que acreditemos no filme.
Foi, talvez, o maior sucesso do cinema de terror tailandês, tanto a nível de crítica como a nível de público, passando por vários festivais internacionais, como Tribeca, Munique, Sitgés, Viena, Lyon, que lhe deram um certo estatuto de culto, ao mesmo nível de outros filmes asiáticos, como "Ring", "The Grudge", "The Eye", entre outros. Teve um remake americano quatro anos depois, por sinal realizado por um realizador japonês.
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Um dos factores motivacionais mais comuns nas histórias de fantasmas é a vingança. A este respeito, "Shutter", um filme tailandês dos jovens realizadores Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom (ambos com menos de 30 anos), não traz nada de novo.Usando o fenómeno da fotografia do espírito como trampolim, "Shutter" oferece uma arrepiante, se não terrivelmente original, história de culpa, decepção e vingança fantasmagórica. Os dois realizadores apresentam com confiança a sua história, ajudados no argumento por Sopon Sukdapisit), auxiliados por uma idéia intrigante e um elenco muito forte, com o resultado a funcionar não só como um dos melhores exemplos do cinema de terror tailandês, como também do cinema asiático em geral.
Uma das primeiras coisas que saltam à vista para as audiências é a seriedade com que os realizadores levam a sua história. Não há lugar para personagens fofas ou situações engraçadas, que possam trazer um alívio cómico. As aparições fantasmagóricas são todas convincentes, e quase sempre de arrepiar. Pisanthanakun e Wongpoom não se fixam na aparência do fantasma, e quando o vemos é uma imagem que parece estranha a maior parte do tempo. O argumento acredita na história em vez de brincar com ela, e a abordagem séria dos realizadores permite facilmente que acreditemos no filme.
Foi, talvez, o maior sucesso do cinema de terror tailandês, tanto a nível de crítica como a nível de público, passando por vários festivais internacionais, como Tribeca, Munique, Sitgés, Viena, Lyon, que lhe deram um certo estatuto de culto, ao mesmo nível de outros filmes asiáticos, como "Ring", "The Grudge", "The Eye", entre outros. Teve um remake americano quatro anos depois, por sinal realizado por um realizador japonês.
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domingo, 25 de outubro de 2015
The Unborn (The Unborn) 2003
Na Tailândia existem várias superstições. Uma delas afirma que quando uma mulher grávida morre o seu feto transforma-a num espirito vivo, ou naquilo que mais conhecemos como fantasma ou assombração.
Estamos em plena Tailândia e assistimos a um espancamento e tentativa de assassinato logo a abrir o filme. Por (Indira Charoenpura - de 'Nang Nak”) é a vítima. Foi apanhada por um traficante de droga a fumar ópio (que lhe pertencia) e a sua sentença foi violenta.
O homem não a espanca junto à discoteca onde ela se encontrava, mas coloca-a num carro e leva-a junto a um lago onde a tenta matar por afogamento.
Mas a jovem não morre e é levada para o Hospital onde descobre que está grávida.
Já no hospital ela começa a ter estranhas visões de uma jovem, que mais tarde vimos a descobrir ser o espirito de uma mulher assassinada no mesmo lago (onde Por quase morreu). E já sabemos o que estes fantasmas querem. “Vingar-se” do assassino e como sempre, usam terceiras pessoas para atingir os seus fins e não atacam directamente.
"The Unborn" é uma assustadora história de fantasmas tailandeses, que faz um bom uso de um cenário hospitalar para provocar inquietação no espectador. O cenário do hospital adicionado a uma história de fantasmas sempre foi assunto que deu frutos no cinema asiático, e aqui serviu de tema para Bhandit Thongdee, aqui ainda no seu segundo filme, e único até hoje de terror. A influência é clara, os irmãos Pang, que já no ano anterior tinham lançado o mega-sucesso "The Eye", que só vai ficar de fora deste ciclo porque não é totalmente tailandês, mas vamos ter filmes destes realizadores neste ciclo.
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"The Unborn" é uma assustadora história de fantasmas tailandeses, que faz um bom uso de um cenário hospitalar para provocar inquietação no espectador. O cenário do hospital adicionado a uma história de fantasmas sempre foi assunto que deu frutos no cinema asiático, e aqui serviu de tema para Bhandit Thongdee, aqui ainda no seu segundo filme, e único até hoje de terror. A influência é clara, os irmãos Pang, que já no ano anterior tinham lançado o mega-sucesso "The Eye", que só vai ficar de fora deste ciclo porque não é totalmente tailandês, mas vamos ter filmes destes realizadores neste ciclo.
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sábado, 24 de outubro de 2015
Bangkok Haunted (Bangkok Haunted) 2001
Por toda a cidade, em todos os lares, existem verdadeiras histórias de terror para serem contadas. Três jovens raparigas conversam num bar da cidade onde contam histórias de sexo, drogas e do sobrenatural. As bebidas sucedem-se, segredos são revelados e três histórias arrepiantes aquecem a noite chuvosa. A primeira é " A Lenda do Tambor ", onde uma jovem colecionadora de antiguidades descobre um tambor que pode abrir os portões para uma outra existência e assim revelar segredos obscuros do passado. " A Mulher e a Magia Negra " , a segunda história, é um conto sobre um poderoso perfume afrodisíaco extraído do sangue de cadáveres. Na terceira história, " Vingança ", um policia assombrado pelo suicídio de uma linda jovem, procura obsessivamente revelar a verdade sobre a sua morte - apenas para descobrir algo que ele jamais poderia imaginar. Fantasmas, almas penadas, cadáveres deformados, possessões demoníacas...
Compilação tailandesa de contos de terror, dirigida por dois especialistas: Oxide Pang Chung (um dos irmãos Pang), e Pisut Praesangeam (na sua estreia cinematográfica). Foi o segundo maior sucesso de bilheteira desde "Nang Nak", tendo depois sido exibido no London Thai Film Festival, onde recebeu boas críticas em território britânico.
Apesar de haver dois realizadores não há muitas diferenças nestas três histórias, que são todas atravessadas por uma sensação muito similar. O filme como um todo evita os choques fáceis ou situações de gore, o que parece bastante justo, já que cada história tem pouca coisa mais para manter o interesse do espectador.
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Compilação tailandesa de contos de terror, dirigida por dois especialistas: Oxide Pang Chung (um dos irmãos Pang), e Pisut Praesangeam (na sua estreia cinematográfica). Foi o segundo maior sucesso de bilheteira desde "Nang Nak", tendo depois sido exibido no London Thai Film Festival, onde recebeu boas críticas em território britânico.
Apesar de haver dois realizadores não há muitas diferenças nestas três histórias, que são todas atravessadas por uma sensação muito similar. O filme como um todo evita os choques fáceis ou situações de gore, o que parece bastante justo, já que cada história tem pouca coisa mais para manter o interesse do espectador.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Nang Nak (Nang Nak) 1999
Na Tailândia rural, Mak é forçado a deixar a sua esposa grávida, Nak, para ter de ir lutar para a guerra. Depois de mal escapar à morte, ele regressa para junto da esposa e do filho. Os habitantes locais sabem que Nak morreu a dar à luz o filho, e que Mak foi enfeitiçado pelo espírito da esposa. Desesperada por ficar com o esposo, o fantasma mata qualquer um que tente avisar o marido.
O filme de Nonzee é baseado numa lenda do folclore tailandês que teve lugar no século XIX, e que tem um lugar santificado na cultura do país. A história tem sido um pilar no cinema tailandês desde o cinema mudo, principalmente graças a uma versão muito famosa chamada "Mae Nak Pra Kanong", lançada em 1958, e mais recentemente uma adaptação do realizador britânico Mark Duffield, chamada "Gost of Nae Nak" (2005). Uma versão para Ópera, escrita pelo compositor Sucharitkul Somtow estreou em 2003. Em Bangkok existe um santuário dedicado ao fantasma e ao seu filho, para quem os curiosos podem oferecer flores, brinquedos e velas.
Rapidamente o filme se tornou num dos mais importantes do movimento da "Thai New Wave", a Nova Vaga Tailandesa, e o filme de Nonzee era uma história verdadeiramente comovente que vinha na sequência de outras história de outros fantasmas amantes do cinema asiático, como "Tales of Ugetsu", "Kwaidan", "A Chinese Ghost Story", entre outros, mas com uma distinta sensualidade tailandesa, com um cenário muito diferente dos filmes referidos atrás, a selva. Uma boa parte dos créditos têm de ir para o director de fotografia, Kittikhun Nattawut, e também para as interpretações de Intira Jaroenpura e Winai Kraibutr, com o realizador a conseguir criar algumas sequências enervantes e belas. A popularidade do filme transcendeu o próprio país, com o filme a conseguir ser exibido em festivais fora de portas, iniciando assim uma enorme vaga de cinema de terror tailandês.
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O filme de Nonzee é baseado numa lenda do folclore tailandês que teve lugar no século XIX, e que tem um lugar santificado na cultura do país. A história tem sido um pilar no cinema tailandês desde o cinema mudo, principalmente graças a uma versão muito famosa chamada "Mae Nak Pra Kanong", lançada em 1958, e mais recentemente uma adaptação do realizador britânico Mark Duffield, chamada "Gost of Nae Nak" (2005). Uma versão para Ópera, escrita pelo compositor Sucharitkul Somtow estreou em 2003. Em Bangkok existe um santuário dedicado ao fantasma e ao seu filho, para quem os curiosos podem oferecer flores, brinquedos e velas.
Rapidamente o filme se tornou num dos mais importantes do movimento da "Thai New Wave", a Nova Vaga Tailandesa, e o filme de Nonzee era uma história verdadeiramente comovente que vinha na sequência de outras história de outros fantasmas amantes do cinema asiático, como "Tales of Ugetsu", "Kwaidan", "A Chinese Ghost Story", entre outros, mas com uma distinta sensualidade tailandesa, com um cenário muito diferente dos filmes referidos atrás, a selva. Uma boa parte dos créditos têm de ir para o director de fotografia, Kittikhun Nattawut, e também para as interpretações de Intira Jaroenpura e Winai Kraibutr, com o realizador a conseguir criar algumas sequências enervantes e belas. A popularidade do filme transcendeu o próprio país, com o filme a conseguir ser exibido em festivais fora de portas, iniciando assim uma enorme vaga de cinema de terror tailandês.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Especial Halloween 2015 (1ª Parte) - O cinema de terror da Tailândia
Em meados dos anos 90, a indústria cinematográfica de Tailândia estava pendurada por fios, algures num limbo entre o assalto da televisão e dos filmes importados de Hollywood, conseguindo apenas produzir um punhado de filmes em cada ano. Os realizadores tailandeses começaram a aperceber-se que tinham de virar as regras do jogo e atrair audiências e investimentos (principalmente depois da grave crise asiática) até que em 1997 Pen-Ek Ratanaruang realizava "Fun Bar Karaoke", e Nonzee Nimibutr realizava "Dang Bireley and the Young Gangsters", dando inicio à chamada "Thai New Wave", que teve grande divulgação internamente, e até internacionalmente. Este segundo filme chegou a ser exibido em festivais de Nantes e Vancouver.
Dois anos depois Nonzee continua a sua carreira de sucesso com uma história de fantasmas, "Nang Nak", que ganhou mais reputação graças à vaga de cinema de terror que se fazia sentir um pouco por toda a Ásia, estabelecendo o cinema de terror tailandês como um género viável. A partir daqui apareceram vários outros filmes de terror tailandeses, que facilmente eram importados para o resto do mundo.
A partir de amanhã, e até ao dia 31 de Outubro vamos alguns destes filmes de terror tailandeses, uns mais conhecido do que outros, mas que demonstram que uma filmografia quase insignificante se pode desenvolver de um momento para o outro, bastando para isso que haja criatividade. Fiquem atentos, depois ainda teremos uma segunda parte do Especial de Halloween 2015.
Dois anos depois Nonzee continua a sua carreira de sucesso com uma história de fantasmas, "Nang Nak", que ganhou mais reputação graças à vaga de cinema de terror que se fazia sentir um pouco por toda a Ásia, estabelecendo o cinema de terror tailandês como um género viável. A partir daqui apareceram vários outros filmes de terror tailandeses, que facilmente eram importados para o resto do mundo.
A partir de amanhã, e até ao dia 31 de Outubro vamos alguns destes filmes de terror tailandeses, uns mais conhecido do que outros, mas que demonstram que uma filmografia quase insignificante se pode desenvolver de um momento para o outro, bastando para isso que haja criatividade. Fiquem atentos, depois ainda teremos uma segunda parte do Especial de Halloween 2015.
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