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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Homens Violentos (The Violent Men) 1955

Proprietário de um rancho e ex-oficial do Exército, John Parrish, pensa em vender o seu negócio ao proprietário de Anchor Ranch e mudar-se para longe com a sua noiva. Contudo, o baixo preço oferecido por Lee Wilkenson, proprietário do Anchor Ranch, fá-lo hesitar. Quando um dos seus homens é morto, Parrish decide ficar com o objectivo de lutar. Entretanto, em Anchor Ranch, surgem problemas. A ambiciosa mulher de Lee, Martha, mantém uma ligação com o cunhado. Este, por sua vez, engana-a com uma rapariga da cidade. Um filme cheio de intrigas e traição.
Produzido por Louis J. Rachmil para a Columbia Pictures, este agradável western encontra-se muito esquecido nos dias de hoje. É um western colorido bastante absorvente, dirigido com um toque genuíno por Rudolph Mathé, e com um elenco de estrelas de primeira linha, como Glenn Ford, Barbara Stanwick, Edward G. Rpbinson e Brian Keith. Com esplêndidos valores de produção, tem até uma banda sonora da autoria do lendário Max Steiner.
A premissa convencional de "The Violent Men" é seguida por algum desenvolvimento de personagens interessante e complexo, algumas impressionantemente subtis, outras escandalosamente melodramáticas. A ambiguidade moral do personagem de Ford é equilibrada pelo Wilkinson de Robinson, cuja crueldade é muito bem construida nas primeiras cenas, antes que o personagem faça a sua primeira aparição. Quando aparece, já não merece muita simpatia. 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Quando os Mundos Chocam (When Worlds Collide) 1951


O filme começa com alguns astrónomos a descobrirem que uma estrela, Bellus, e o planeta que o acompanha, Zyra, vão passar através do sistema solar num curso que significará a destruição da Terra.  A única esperança da humanidade será construir arcas sob a forma de naves para transportar alguns humanos para Zyra e continuar civilização, pois esse planeta tem todas as condições para ter vida. Quando estes resultados são apresentados na ONU, os cientistas são ridicularizados. Por sorte eles têm alguns apoiantes ricos dispostos a patrocinar o projeto da arca. O mais proeminente entre eles é Sydney Stanton, que é um pobre desgraçado numa cadeira de rodas, egoísta, que só se preocupa com ele mesmo. Também é o personagem mais convincente do filme.
When Worlds Collide, produzido por George Pal e dirigido por Rudolph Maté, que também realizou o clássico noir "DOA", venceu a categoria de efeitos especiais nos Óscares de 1952. E não há dúvida de que o trabalho em miniatura da sequência da catástrofe climática é o destaque absoluto deste clássico da sci-fi menor.
Seguimos a construção da arca e as discussões sobre como escolher quem nela irá viajar, e temos um triângulo romântico um pouco morno, entre um piloto freelancer "cool", um médico aborrecido, e a bela filha de um dos ciêntistas principais. 
Quando Zyra finalmente passa perto da Terra percebemos que se trata de uma montagem óbvia, mas ainda assim são muito agradáveis as ​​sequências de efeitos baseadas em miniaturas, onde as ondas gigantes inundam as cidades, estações elétricas em colapso explodindo, grandes incêndios e erupções.
When Worlds Collide é em alguns aspectos um filme encantador, apesar de bastante datado na maioria dos pontos. Mas a história é adequadamente bem contada e o argumento faz um esforço para retratar os lados nobres e ignóbeis da humanidade, embora o faça de uma maneira muito subtil. As interpretações não são das melhores, mas o velho e cínico bastardo Sydney Stanton é divertido. A principal atração do filme, no entanto, são os efeitos, e não se esqueçam que estávamos em 1951... 
Anda a ser produzido um remake deste filme realizado por Stephen Sommers, que naturalmente vai ser mais um blockbuster sobre o fim do mundo.

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