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sábado, 19 de julho de 2014

O Pirata Vermelho (The Crimson Pirate) 1952



Burt Lancaster interpreta um pirata com um gostinho especial por intrigas e por acrobacias, que se envolve numa revolução nas Caraíbas, no final do século 18.Vai envolver-se numa aventura que conta com fugas de prisões, cientistas excêntricos, batalhas navais, e muitas lutas de esgrima.
Fusão muito influente de acção e comédia, usando o cenário da capa e espada como um cenário perfeito para a dupla Burt Lancaster e Nick Cravat espalhar toda a sua magia, e romance. Cravat era um acrobata, companheiro de Lancaster desde os seus tempos de circo, e com quem contracenou em vários filmes.
O argumento de Roland Kibbee não oferece nada de novo em termos de história, é a rotina habitual de traições e alianças que proporcionam as acrobacias do filme, mas há bastante comédia e situações brilhantemente encenadas que nos fazem sentir o filme contemporâneo, talvez porque muitas destas idéias foram copiadas por outros realizadores no futuro.
Este toque moderno, também se deve ao facto dos heróis serem colocados em circunstâncias por vezes ridículas (mais cómicas do que ameaçadoras, tal como nos velos seriais), e ter a habilidade inapta dos personagens resolverem as situações à velocidade da luz. Um exemplo destas situação é quando vamos encontrar três piratas amarrados a um barco, e um tem a idéia de voltar o barco ao contrário para chegar à praia, usando-o como um submarino.
"The Crimson Pirate" não foi uma tentativa de reclamar o trono dos filmes de capa e espada, que nesta altura pertencia a Tyrone Power. Lancaster continuaria a exprimentar vários géneros durante as décadas de cinquenta e sessenta, mas ele parecia agarrado ao conceito de tomar as convenções dos géneros bem familiares aos espectadores, uma audiência cada vez mais aberta aos clichés, para alcançar pessoas de todas as idades.
Com realização de Robert Siodmak, um realizador alemão autor de alguns dos mais belos noirs dos anos quarenta, contava com um elenco interessante, incluindo um Christopher Lee, ainda em início de carreira.

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quinta-feira, 17 de julho de 2014

O Pirata dos Meus Sonhos (The Pirate) 1948



O terceiro filme de Vincente Minneli com a sua mulher, Judy Garland, era uma espécie de aquecimento para "Um Americano em Paris" (1951), mas sem a finesse deste. Passado nas Caraíbas, a acção gira em torno da donzela Manuela (Judy Garland) que anseia por um lendário pirata chamado Macoco, ou Mack, the Black. Mal ela sonha que o homem a quem ela está prometida, Don Pedro Vargas (Walter Slezak), é realmente o próprio Macoco reformado. Um homem que está de olho em Manuela, Serafin (Gene Kelly), vai tentar fazer passar-se por Macoco.
"The Pirate" tem sido um dos musicais mais debatidos a saír dos estúdios da MGM, nos seus anos de ouro. Alguns fãs consideraram-no um dos maiores musicais de todos os tempos, à frente do seu tempo, no que diz respeito a concepção e execução, e desde então tem sido mal compreendido ao longos dos anos. Alguns detratores consideraram-no um filme menor de Minneli, uma obra demasiado auto.consciente, e um filme sobrecarregado pelo drama por detrás dos bastidores.
Com acontece normalmente, a verdade está algures no meio destes dois extremos: o filme mostra o talento visual de Minneli no seu auge (a sua experiência como director de arte está bem aqui bem patente, no design de produção), e há várias sequências de tirar o fôlego (a sequência do ballet pirata é incrível),  mas grande parte do filme também é exagerado.
A música é de Colo Porter, e embora não seja o seu melhor trabalho, mesmo fraco Porter é melhor do que a maioria dos compositores. O destaque vai para a música "Be a Clown", plagiada quatro anos mais tarde para criar "Make ‘Em Laugh", para "Singing in the Rain". interpretada primeiro como uma coreografia atlética de Gene Kelly e os The Nicholas Brothers, e depois como um dueto cómico entre Kelly e Garland.
Foi nomeado para um Óscar de "Best Music, Scoring of a Musical Picture".

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quarta-feira, 16 de julho de 2014

O Pirata Negro (The Black Swan) 1942



Quando o famoso Pirata Henry Morgan (Laid Cragar) é nomeado governador da Jamaica, tenta chegar a acordo com os piratas da região, mas acaba por encontrar alguma resistência em alguns. Entretanto, Jamie Waring (Tyrone Power), um dos seus homens de confiança, apaixona-se pela filha do antigo governador, Margaret (Maureen O'Hara), que o despreza.
Se "The Sea Hawk" era o filme modelo para o velho bom swashbuckler, "The Black Swan" é o seu lascivo irmão mais novo. Interpretado por Tyrone Power, o principal rival de Errol Flynn para os papéis de galã nos filmes de capa e espada, do final dos anos 30, e anos 40, que aqui tem mais uma das suas muitas colaborações com Henry King, "The Black Swan" é mais um filme essencial para esta saga da pirataria. King, um pioneiro do cinema, e um realizador muito pensativo, deixou de lado os pormenores, e reduziu a uma fachada o modelo da dupla Curtiz/Flynn. O tema mais descaradamente retratado, por vezes sugestivamente, mas recorrente nos filmes de Flynn, a dança da sedução perigosa, entre o perigoso bandido e a primeira dama, como é Olivia de Havilland, é aqui transmutado a uma fantasia. Tal como Duelo ao Sol (1948), "The Black Swan" é, no seu caminho tortuoso e sujo, um dos filmes mais bizarros a saír dos grandes estúdios de Hollywood na década de 40. Enquanto "The Sea Hawk" apanhou boleia dos filmes de guerra para navegar por esses ventos, "The Black Swan" era inteiramente uma rejeição da relação contemporânea, excepto talvez na sua celebração agressiva da masculinidade do guerreiro.
Alguns dos filmes que ajudaram a inventar o que mais tarde seria chamado de "estética camp" (e "The Black Swan" certamente que era um deles, ao lado de "Cobra Woman", de Robert Siodmark, e os melodramas de Bette Davis e Joan Crawford), deitaram para fora ansiedades frenéticas, que por vezes podiam ser comparadas com o film noir.
A grande razão pela qual este filme tem tanto entretimento, é pela mistura de humor com acção. Isso muito deve à escolha de Thomas Mitchell como parceiro de Power. De gloriosas lutas de espadas, a canhões explodindo navios, é um dos filmes de mais entretimento das gloriosas aventuras de piratas.

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terça-feira, 15 de julho de 2014

O Gavião dos Mares (The Sea Hawk) 1940



Errol Flynn interpreta um pirata inglês. Num dos seus raids, depois de libertar escravos ingleses detidos pela Espanha, conhece e apaixona-se por uma bela espanhola, Dona Maria Alvarez de Cordoba (Brenda Marshall, cujo tio é Claude Rains) mas, como é natural, ela não quer ter nada a ver com ele. No entanto, quando descobre que ele tem as suas jóias, a sua opinião sobre ele começa a mudar. Eventualmente, ele é "contratado" pela raínha de Inglaterra para atacar navios espanhóis, e derrotar Lord Wolfingham.
Tal como explicam os historiadores Rudy Behlmer e Dr. Lincoln D. Hurst no DVD, "The Sea Hawk" era uma mistura de idéias, embrulhadas numa épica aventura de capa e espada, perfeita: o título vem do romance de Rafael Sabatini, fielmente filmado em 1924, e o argumento funde-o com uma história de Seton I. Miller, com referências não muito leves sobre a II Guerra Mundial, que tinha começado recentemente, e o filme reunia muitos actores populares dos estúdios da Warner Bros, com majestosos cenários ingleses.
Posto de outra forma, era quase uma sequela do filme "The Private Lives of Elizabeth and Essex," onde Elizabeth I (agora interpretada por Flora Robson) recebe a ajuda do corsário Geoffrey Thorpe (uma imagem mais malandra de Essex), para proteger Inglaterra contra o ataque de um diplomata espanhol (uma imagem conivente de Prince John, de "The Adventures of Robin Hood", interpretado pelo mesmo Claude Rains). Enquanto Thorpe depende da ajuda do seu leal companheiro Pitt (uma imagem de Little John de "The Adventures of Robin Hood" interpretado pelo mesmo Alan Hale), a confiança da raínha era depositada em Sir John Burleson (uma imagem de Sir Francis Bacon, de "Elizabeth and Essex")
É impossivel falar de "The Sea Hawk" sem falar dos seus dois irmãos mais velhos: "Captain Blood" e "The Adventures of Robin Hood". Quase toda a gente que trabalhou em "The Sea Hawk" também tinha trabalhado em "The Adventures of Robin Hood", e sabia exactamente o que fazer. "The Sea Hawk" ganha em várias comparações. A batalha naval do início do filme bate tudo o que "Captain Blood" tinha para oferecer. A decisão da Warner para filmar a preto e branco é que talvez tenha sido infeliz. Num mundo fantasista de navios detalhados, e guarda-roupa bastante elaborado, talvez o filme tivesse beneficiado mais sendo a cores, com o mesmo Technicolor usado em "Robin Hood", mas Michael Curtiz sabia como usar o preto e branco, e ainda assim esta obra tem algumas cenas assombrosas.
Historicamente tinha muito mais a ver com a Inglaterra dos anos 40, por causa da sua luta contra os Nazis, do que a luta contra a Espanha de 1585. Era um filme em tempo de guerra, apenas com um cenário diferente dos seus irmãos. Era um filme mais escuro, os seus heróis tinham de se sacrificar mais nas suas guerras, tal como era dito ao povo inglês para se sacrificar contra os alemães. O discurso final da raínha de Inglaterra era um chamar às armas de um povo que estava 400 anos atrasado no tempo.
Foi nomeado para quatro Óscares, todos em categorias técnicas.

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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Capitão Blood (Captain Blood) 1935



A acção passa-se dentro do tumulto político que foi a Inglaterra do século XVII, onde o tirano King James executava rebeldes sem qualquer sentimentalismo. Dr. Blood (Errol Flynn) é apanhado a tentar curar um rebelde ferido, e acaba por ser punido com ele. Supostamente vai ser enforcado por traição, mas é sugerido ser enviado para Port Royal, na Jamaica, como escravo. Arabella Bishop (de Havilland), sobrinha do proprietário de uma quinta, Col. Bishop (Lionel Atwill) , compra o miserável doutor, o que vai provocar grandes faíscas entre os dois. Blood e os seus companheiros conseguem fugir num Corsário Espanhol, e começam a viver da pirataria, tornando-se inimigos do seu próprio país, e párias em outras nações.
"Captain Blood" foi o primeiro filme da dupla Errol Flynn e Olivia de Havilland, então dois desconhecidos dos estúdios Warner Bros, com apenas meia dúzia de papéis secundários no seu curriculum. Depois do sucesso deste filme, eles formariam uma dupla imparável, protagonista de outros sete filmes. É um remake de um outro filme mudo, de 1924, e grande parte das cenas de acção desse filme foram recicladas para esta versão. Michael Curtiz trouxe para este filme o seu vigor habitual, e entusiasmo, e o resultado é um fantástico filme de aventuras de piratas das caraíbas do século 17.
Ao longo do filme, Flynn cruza com um famoso pirata francês, interpretado por Basil Rathbone. Os dois têm um empolgante duelo de espadas numa praia, que é uma espécie de prelúdio para o duelo entre os dois mesmos actores em "The Adventures of Robin Hood", do mesmo realizador, feito três anos depois. Flynn foi uma grande descoberta para este tipo de papel. Os seus traços faciais afiados, a sua nobre mas confiante arrogância, os seus olhos expressivos, são perfeitos para o herói de acção Hollywoodizado, que marcaria o cinema nos 20 anos seguintes. A Inglaterra é mostrada como uma terra sem vida e sem graça, com os seus interiores pouco atraentes. As Caraíbas, por ouro lado, estão cheias de vida, e de tiroteios de navios. Este filme definiria os padrões para muitos  swashbuckers que se seguiriam, muitos deles com Flynn no papel de protagonista.

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sábado, 12 de julho de 2014

Piratas e Corsários

Um famoso pirata do século XXI

No século passado foram feitos dezenas de filmes sobre piratas. A começar pela era do cinema mudo, tornaram-se muito bem sucedidos entre o público, fazendo várias estrelas entre os seus actores, até por volta de meados da década de 50 quando o interesse começou a desaparecer, e Hollywood começou a afastar-se das suas produções. Os produtores desses filmes fizeram grandes esforços para construir enormes cenários, e construir navios realistas. Encenaram-se enormes batalhas aquáticas, filmadas  em exteriores verdadeiros. No entanto, poucos destes filmes dão um relato preciso sobre a vida destes piratas. A maioria deles eram baseados em ficção, alterando os factos históricos em prol das preferências das audiências. Também houve muitos escritores que entreteram gerações de leitores com histórias de ficção sobre piratas, da mesma forma que os filmes.
Vou pegar  num pedaço desta história do cinema, entre os anos 30 e 50, para conhecer um punhado destes filmes. 
Os filme que iremos ver, serão os seguintes:

Segunda: O Capitão Blood (Captain Blood, 1935), de Michael Curtiz

Terça: O Gavião dos Mares (The Sea Hawk, 1940), de Michael Curtiz

Quarta: O Cisne Negro (The Black Swan, 1942), de Henry King

Quinta: O Pirata (The Pirate, 1948), de Vincente Minnelli

Sexta: O Pirata Vermelho (The Crimson Pirate, 1952), de Robert Siodmak

Espero que seja do vosso agrado :)