Depois de descobrir que está grávida, Natalie Ravenna (Shirley Knight), uma doméstica de Long Island, entra em pânico e foge de casa com o pensamento que poderia ter feito algo diferente da sua vida. se conseguisse libertar-se da vida que leva com o marido, que ama. No quarto de um motel, onde pára para descansar durante o dia, senta-se na cama imóvel e experiência a exuberância da completa liberdade. Continua a viagem e dá boleia a um jovem caminhante (James Caan), um atraente jogador de futebol com danos cerebrais. É por causa dele que coloca uma questão mais perturbante, do que a responsabilidade doméstica.
No final dos anos sessenta Francis Ford Coppola tinha feito nome como argumentista em filmes de grande orçamento, e tinha dirigido uma série de filmes peculiares. A Warner tinha-lhe entregado em mãos o musical com Fred Astaire "Finian's Rainbow" (1968), e estava satisfeita com a sua evolução e eficiência, apesar do filme ter sido um flop, e o estúdio decidiu financiar-lhe outro projecto. Coppola, por sua vez, não estava satisfeito com a sua falta de controle em "Finian's Rainbow", e decidiu partir para uma obra mais pequena, e mais pessoal, escrita e realizada por ele, e foi assim que nasceu "The Rain People" (1969).
Coppola conheceu Shirley Knight no festival de Cannes de 1967, onde estava na promoção de " You're a Big Boy Now", e a encontrou a chorar, perturbada por um confronto com um jornalista, e disse-lhe para não chorar porque iria escrever um filme para ela. Assim nasceu "The Rain People", um road movie filmado inteiramente em exteriores, viajando com uma caravana de cinco carros e um pequeno autocarro onde levava o equipamento. Entre a equipa estavam George Lucas e Mona Skager, que se tornaram figuras chaves, mais tarde, na sua própria produtora. Partiram para a estrada sem um argumento completo, adicionando eventos com os quais cruzavam no dia a dia, e contando com improvisações dos actores para ajudá-lo a moldar a história. Shirley Knight era uma actriz de créditos já firmados, nesta altura já nomeada para dois Óscares, e teve dificuldades em trabalhar num ambiente tão desorganizado, o que a levou a ter algumas discussões com o realizador, mas mesmo assim arrancando uma prestação soberba.
Depois desta experiência, Coppola decidiu começar a fazer os seus filmes longe de Hollywood, e fundou a sua própria produtora, a American Zoetrope, em São Francisco no final de 1969, com George Lucas a vice-presidente.
Tudo isto aconteceu três anos antes do monumental sucesso de "The Godfather", com Lucas a aproveitar dois dos protagonistas deste filme, James Caan e Robert Duvall.
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segunda-feira, 2 de maio de 2016
sexta-feira, 29 de abril de 2016
O Vale do Arco-Íris (Finian's Rainbow) 1968
Um irlandês chamado Finian (Fred Astaire), e a sua filha Sharon (Petula Clark) chegam ao estado americano de “Miltucky” com um pote cheio de ouro, que Finian roubou de leprechaun (Tommy Steele), com a intenção de o enterrar no chão e acelerar o seu crescimento. Enquanto isso, um sonhador (Don Francks) colabora com um botânico (Al Freeman, Jr.) para criar tabaco mentolado, e um senador ganancioso (Keenan Wynn) tenta comprar o terreno onde Finian enterrara o seu pote de ouro.
Em 1968, Coppola dirige esta adaptação de um popular musical da Broadway (produzido pela primeira vez em 1947 e revivido em 2009), com uma mistura invulgar de fantasia e justiça social, que incluía intolerância racial, pobreza e corrupção política. Na verdade, esses tópicos "quentes" impediram o musical de ser transformado num filme durante muitos anos, até que o clima social dos anos sessenta finalmente permitiu que tais preocupações fossem satirizadas. O resultado final é um musical esporadicamente divertido, mas em última análise desigual, tentando incorporar muitos fios narrativos sem nunca se conseguir concentrar no seu foco.
Nas interpretações, o destaque vai para Fred Astaire, com 69 anos, participa aqui num dos seus últimos musicais. O restante elenco reúne alguns actores conhecidos, embora grande parte das interpretações não sejam bem conseguidas. Coppola, então com 29 anos, transformava-se num dos mais novos realizadores a trabalhar no "studio system", e conseguia um orçamento minúsculo para produzir o filme, pela Warner Bros, que tentava aproveitar o ressurgimento dos musicais, depois de obras como "My Fair Lady" (1964) e "The Sound of Music" (1965). Trabalhar debaixo das mãos de um estúdio grande foi um desastre para Coppola, tendo filme sido considerado um flop a nível crítico. Mesmo assim o filme conseguiu duas nomeações para os Óscares, nas categorias técnicas.
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Em 1968, Coppola dirige esta adaptação de um popular musical da Broadway (produzido pela primeira vez em 1947 e revivido em 2009), com uma mistura invulgar de fantasia e justiça social, que incluía intolerância racial, pobreza e corrupção política. Na verdade, esses tópicos "quentes" impediram o musical de ser transformado num filme durante muitos anos, até que o clima social dos anos sessenta finalmente permitiu que tais preocupações fossem satirizadas. O resultado final é um musical esporadicamente divertido, mas em última análise desigual, tentando incorporar muitos fios narrativos sem nunca se conseguir concentrar no seu foco.
Nas interpretações, o destaque vai para Fred Astaire, com 69 anos, participa aqui num dos seus últimos musicais. O restante elenco reúne alguns actores conhecidos, embora grande parte das interpretações não sejam bem conseguidas. Coppola, então com 29 anos, transformava-se num dos mais novos realizadores a trabalhar no "studio system", e conseguia um orçamento minúsculo para produzir o filme, pela Warner Bros, que tentava aproveitar o ressurgimento dos musicais, depois de obras como "My Fair Lady" (1964) e "The Sound of Music" (1965). Trabalhar debaixo das mãos de um estúdio grande foi um desastre para Coppola, tendo filme sido considerado um flop a nível crítico. Mesmo assim o filme conseguiu duas nomeações para os Óscares, nas categorias técnicas.
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quinta-feira, 28 de abril de 2016
A Noite É Perversa (You're a Big Boy Now) 1966
O pai de Bernard Chanticleer deu-lhe um conselho muito simples: "Cresce". Bernard sabe que o primeiro passo a dar é encontrar uma rapariga que valha a pena, mas ele trocou uma rapariga "certa", Amy Partlett, por um objectivo mais evasivo. Ela é Barbara Darling (Elizabeth Hartman), uma dançarina. Há vários obstáculos que o mantêm longe do seu mundo de sonho: a mãe (que continua a pensar que ele ainda não é crescido), um playboy malicioso que ataca todas as mulheres bonitas, e a própria Barbara, que parece odiar todos os homens.
O enredo básico de "You’re a Big Boy Now" pode parecer mais um filme vulgar sobre a entrada na idade adulta, sobre um jovem inocente a aprender sobre a vida e o amor na cidade de Nova Iorque, mas Coppola transforma a história numa "screwball comedy" contemporânea, com toques de romance e de uma audaciosa pirotecnia visual. Isto inclui o longo plano de abertura filmado na sala de leitura da Biblioteca Pública de Nova Iorque, uma perseguição louca por entre lojas, ou uma sequência nocturna à volta da decadente "42nd Street".
O projecto foi primeiramente sugerido a Coppola pelo actor Tonny Bill, grande fã do livro original escrito por David Benedictus. Coppola comprou os direitos e começou a escrever uma adaptação cinematográfica, enquanto estava em filmagens na Europa para a Seven Arts, colaborando com Gore Vidal e vários outros escritores no argumento do grande épico de guerra "Is Paris Burning?". Phil Feldman, um ex-agente de negócios da Seven Arts, agora a trabalhar para a Warner, reconheceu talento em Coppola, e negociou um acordo com o jovem cineasta para o seu segundo filme.
E assim nascia o filme, lançado cerca de um ano antes de "A Primeira Noite" (The Graduate), de Mike Nichols, aborda uma temática muito parecida com a deste filme, levando os dois a serem sucessivamente comparados ao longo do tempo. Claro que o filme de Lumet é bastante melhor, acabando por ser considerado o filme mais simbólico sobre este tema. Mas o de Coppola também merece ser visto.
Legendas em espanhol, mas é um espanhol bastante acessível.
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O enredo básico de "You’re a Big Boy Now" pode parecer mais um filme vulgar sobre a entrada na idade adulta, sobre um jovem inocente a aprender sobre a vida e o amor na cidade de Nova Iorque, mas Coppola transforma a história numa "screwball comedy" contemporânea, com toques de romance e de uma audaciosa pirotecnia visual. Isto inclui o longo plano de abertura filmado na sala de leitura da Biblioteca Pública de Nova Iorque, uma perseguição louca por entre lojas, ou uma sequência nocturna à volta da decadente "42nd Street".
O projecto foi primeiramente sugerido a Coppola pelo actor Tonny Bill, grande fã do livro original escrito por David Benedictus. Coppola comprou os direitos e começou a escrever uma adaptação cinematográfica, enquanto estava em filmagens na Europa para a Seven Arts, colaborando com Gore Vidal e vários outros escritores no argumento do grande épico de guerra "Is Paris Burning?". Phil Feldman, um ex-agente de negócios da Seven Arts, agora a trabalhar para a Warner, reconheceu talento em Coppola, e negociou um acordo com o jovem cineasta para o seu segundo filme.
E assim nascia o filme, lançado cerca de um ano antes de "A Primeira Noite" (The Graduate), de Mike Nichols, aborda uma temática muito parecida com a deste filme, levando os dois a serem sucessivamente comparados ao longo do tempo. Claro que o filme de Lumet é bastante melhor, acabando por ser considerado o filme mais simbólico sobre este tema. Mas o de Coppola também merece ser visto.
Legendas em espanhol, mas é um espanhol bastante acessível.
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quarta-feira, 27 de abril de 2016
Demência 13 (Dementia 13) 1963
Quando o seu marido John tem um ataque de coração enquanto navegava num pequeno bote, Louise Haloran atira o seu corpo borda fora, e mais tarde diz à família que ele partiu numa viagem de negócios urgente. A sua maior preocupação é que ela só pode herdar uma parte da grande fortuna da família se o marido estiver vivo. Os Halorans são uma estranha família, ainda de luto pela morte da filha mais nova Kathleen, que morreu afogada numa lagoa enquanto ainda era criança. A família vai reunir-se, como faz todos os anos, mas desta vez anda um assassino à solta.
Coppola foi um dos muitos realizadores graduados na universidade de Roger Corman, fazendo parte de uma lista com nomes tão consagrados como John Sayles, Ron Howard, Jonathan Demme, Peter Bogdanovich, ou Jack Hill. Corman propôs "Dementia 13" a Coppola quando terminava outro filme realizado na irlanda: "The Young Racers", no qual Coppola era técnico de som. Corman tinha aproximadamente 22 mil dólares que tinham sobrado do filme anterior, e ofereceu-os a Coppola para fazer um filme que homenageasse "Psycho" de Alfred Hitchcock, lançado três anos antes.
As exigências de Corman eram as do costume, as mesmas que ele fazia a qualquer outro seu protegido. Coppola teve de ficar com parte dos actores, e da equipa de produção de "The Young Racers" (alguns deles eram seus colegas de curso): o filme teve de ser filmado em 3 dias, e de acordo com a agenda apertada de Corman, e teve de incluir um cenário gótico (um castelo), e violência extrema. Para economizar ainda mais dinheiro, Coppola teve de filmar de noite, e a preto e branco.
Durante a pós-produção Coppola e Corman discordaram fortemente: Corman queria mais violência e mais voiceovers, e também queria que o filme fosse mais longo. Para isso chamou Monte Hellman para filmar um prólogo que só saíu na versão para cinema. A acompanhar a versão cinematográfica, uns truques seguindo o espírito de William Castle. Um psicanalista, antes das sessões, fazia um teste chamado "D-13”, para averiguar se as pessoas estavam aptas psicologicamente pata ver o filme, ou não.
O "mood" do filme é perturbador, com um ambiente sinistro e gótico e uma narrativa densa. Mas em termos de qualidade é o melhor que se podia fazer perante tantos contratempos e obrigações. Normalmente é catalogado como a primeira longa-metragem de Coppola, apesar dele ter uns pequenos filmes escolares realizados antes.
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Coppola foi um dos muitos realizadores graduados na universidade de Roger Corman, fazendo parte de uma lista com nomes tão consagrados como John Sayles, Ron Howard, Jonathan Demme, Peter Bogdanovich, ou Jack Hill. Corman propôs "Dementia 13" a Coppola quando terminava outro filme realizado na irlanda: "The Young Racers", no qual Coppola era técnico de som. Corman tinha aproximadamente 22 mil dólares que tinham sobrado do filme anterior, e ofereceu-os a Coppola para fazer um filme que homenageasse "Psycho" de Alfred Hitchcock, lançado três anos antes.
As exigências de Corman eram as do costume, as mesmas que ele fazia a qualquer outro seu protegido. Coppola teve de ficar com parte dos actores, e da equipa de produção de "The Young Racers" (alguns deles eram seus colegas de curso): o filme teve de ser filmado em 3 dias, e de acordo com a agenda apertada de Corman, e teve de incluir um cenário gótico (um castelo), e violência extrema. Para economizar ainda mais dinheiro, Coppola teve de filmar de noite, e a preto e branco.
Durante a pós-produção Coppola e Corman discordaram fortemente: Corman queria mais violência e mais voiceovers, e também queria que o filme fosse mais longo. Para isso chamou Monte Hellman para filmar um prólogo que só saíu na versão para cinema. A acompanhar a versão cinematográfica, uns truques seguindo o espírito de William Castle. Um psicanalista, antes das sessões, fazia um teste chamado "D-13”, para averiguar se as pessoas estavam aptas psicologicamente pata ver o filme, ou não.
O "mood" do filme é perturbador, com um ambiente sinistro e gótico e uma narrativa densa. Mas em termos de qualidade é o melhor que se podia fazer perante tantos contratempos e obrigações. Normalmente é catalogado como a primeira longa-metragem de Coppola, apesar dele ter uns pequenos filmes escolares realizados antes.
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segunda-feira, 25 de abril de 2016
O Terror (The Terror) 1963
Um jovem tenente francês (Jack Nicholson) perde-se do seu regimento e vai parar a uma praia aparentemente deserta. Logo vê a imagem de uma bela jovem, que o ajuda a encontrar água bebível – é certo que ela o livrou de um problema, mas está para lhe criar uma série de outros, numa trama envolvendo um estranho assassinato passional, que teria sido cometido pelo Barão Von Leppe (Karloff), um velho sinistro que vive soturnamente no seu castelo, alvo de estranhas feitiçarias. Encantado com a mulher e intrigado com os mistérios do local, o jovem tenente vai tentar desvendar o mistério.
"The Terror" foi realizado em apenas três dias. Roger Corman tinha apenas três dias para o cenário do filme que tinha acabado de fazer, "The Raven", ser retirado, e também mais três dias de contracto com Boris Karloff, uma estrela. Falou com alguns elementos da produção de "The Raven" para fazerem um trabalho rápido, e convidou o actor Leon Gordon para escrever um argumento que girasse em volta dos cenários do castelo, com as cenas exteriores a serem rodadas mais tarde. Corman também convidou alguns dos seus protegidos para realizarem algumas sequências, que acabaram por dar ao filme um ar confuso. Entre as pessoas que deram uma mãozinha encontravam-se Francis Ford Coppola, Jack Hill, Monte Hellman, ou Jack Nicholson, que também era protagonista. Dado os nomes que participaram na produção, todos eles viriam a alcançar sucesso no futuro, esta obra tornou-se num filme de culto.
Jack Nicholson estava em inicio de carreira, e este seria o seu primeiro papel de protagonista. Para contracenar com ele chamou Sandra Knight, a sua esposa da altura, também ela ligada a Roger Corman. Uma nota também para outro actor em início de carreira e ligado a Roger Corman: Dick Miller.
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"The Terror" foi realizado em apenas três dias. Roger Corman tinha apenas três dias para o cenário do filme que tinha acabado de fazer, "The Raven", ser retirado, e também mais três dias de contracto com Boris Karloff, uma estrela. Falou com alguns elementos da produção de "The Raven" para fazerem um trabalho rápido, e convidou o actor Leon Gordon para escrever um argumento que girasse em volta dos cenários do castelo, com as cenas exteriores a serem rodadas mais tarde. Corman também convidou alguns dos seus protegidos para realizarem algumas sequências, que acabaram por dar ao filme um ar confuso. Entre as pessoas que deram uma mãozinha encontravam-se Francis Ford Coppola, Jack Hill, Monte Hellman, ou Jack Nicholson, que também era protagonista. Dado os nomes que participaram na produção, todos eles viriam a alcançar sucesso no futuro, esta obra tornou-se num filme de culto.
Jack Nicholson estava em inicio de carreira, e este seria o seu primeiro papel de protagonista. Para contracenar com ele chamou Sandra Knight, a sua esposa da altura, também ela ligada a Roger Corman. Uma nota também para outro actor em início de carreira e ligado a Roger Corman: Dick Miller.
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domingo, 24 de abril de 2016
Coppola - O Inicio
Basta referir títulos como "Apocalypse Now", "Do Fundo do Coração", "Cotton Club", "Jardins de Pedra", ou "Tucker" para aquilatar a importância deste cineasta no contexto da produção cinematográfica mundial. E nem sequer vale a pena apelar à majestosa saga da família Corleone apresentada na série "O Padrinho" para sublinhar o génio, a desmesura do seu cinema.
Por agora vamos esquecer estes "clássicos" do cinema mundial, e vamos nos concentrar no inicio da carreira do realizador. Coppola nasceu no ano de 1939, e começou no cinema fabricando "nudies" (soft cores à moda do início da década de sessenta) transitando depois para a "universidade de Corman", onde aprendeu a trabalhar com orçamentos reduzidos. Para Roger Corman desempenhou diversas funções (operador de som, montagem, realizador de segunda equipa) até dar provas de estar à altura para realizar um filme. Primeiro realizou algumas cenas para "The Terror", um filme creditado a Roger Corman, mas que contava com a ajuda dos "alunos" Coppola, Monte Hellman, Jack Hill, e o próprio Jack Nicholson. Com as sobras de "Young Racers" (também de Corman) partiu para a Irlanda onde dirigiu "Dementia 13".
Desligou-se depois de Corman e partiu para a Warner, onde realizou "You're a Big Boy Now", uma obra já com um orçamento maior e um elenco bastante interessante. O seu primeiro filme de grande orçamento chegou depois na forma de um musical, o último de Fred Astaire, "O Vale do Arco-Irís", mas foi um flop:"Finian's Rainbow". Seguiu-se um pequeno road movie, "The Rain People", ainda antes do final da década de sessenta, enquanto começava a trabalhar na idéia dos estúdios Zoetrope, na comunidade criativa que "iria mudar os destinos do cinema americano".
A carreira de Coppola é mais conhecida a partir de 1972, o ano em que saíu o primeiro filme da saga "O Padrinho", mas durante esta semana vamos até ao fundo do baú, para conhecer as primeiras obras deste excelente realizador.
- "The Terror" (1963)
- "Dementia 13" (1963)
- "You're a Big Boy Now" (1966)
- "Finian's Rainbow" (1968)
- "The Rain People" (1969)
Boa semana!
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