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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Piquenique em Hanging Rock (Picnic at Hanging Rock) 1975



"Uma história de fantasmas sem fantasmas, um enigma sem solução, uma intriga de repressão sexual sem sexo, o misterioso "Picnic at Hanging Rock", de Peter Weir, permanece alucinantemente elíptico.
A própria história é tão simples como enganadora: um grupo de estudantes de uma escola preparatória australiana só para raparigas faz um piquenique no deserto. Mas após uma subida delirante ao topo de uma conhecida colina, três alunas e uma professora desaparecem sem deixar rasto, avolumando-se a suspeita de que algo mais terrível do que uma simples brincadeira aconteceu naquele dia. com um agudo entendimento de que o medo do desconhecido com frequência anuncia o habitual papão, Weir recusa audaciosamente esclarecer muitos dos mistérios que permanecem no centro do seu brilhante filme. Quando uma criança reaparece, o seu espírito é um vazio total.
Tal como é descrita, a própria excursão revela-se um sonho febril ou uma alucinação, uma imagem trémula provocada pelo calor difuso do deserto, e o resto do filme goteja uma ameaça doentia, mesmo com Weir a recusar alinhar nos meios habituais de aumentar o suspense. Uma das excepções óbvias é a música electrónica de Bruce Smeaton, inquietante e fora deste mundo, sussurrando como um apelo vindo doutra dimensão." Joshua Kleine

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segunda-feira, 18 de março de 2013

A Testemunha (Witness) 1985


"Witness" é uma história cheia de contrastes - campo versus cidade, o pacifismo contra a violência, simplicidade versus sofisticação - e seria errado dizer que em qualquer momento o filme pende fortemente para um lado ou para o outro. Há uma tendência em apreciá-lo como uma romantização da comunidade Amish, que retrata algo sagrado e quase sobrenatural na sua "perfeição" pacífica, especialmente em contraste com a velocidade e a violência da vida em contraponto. "Witness" é um filme sobre o equilíbrio, que tenta encontrar um espaço entre os extremos. É um thriller, mas é também uma história de amor sobre pessoas que vêm de mundos bastante diferentes.
O filme começa na comunidade Amish, na Pensilvania rural, onde um jovem morreu recentemente. A viúva, Rachel (Kelly McGillis), leva o filho, Samuel (Lukas Haas), à cidade para apanhar um comboio e visitar a irmã, em Baltimore. Enquanto isso, na estação dos comboios, Samuel testemunha um assasinato horrível na casa de banho dos homens. São levados em custódia pela polícia, por Samuel ser a única testemunha do homicídio. Entra em cena John Book (Harrison Ford, num desempenho particularmente bom), um duro detective da polícia que percebe que a sua cabeça está a prémio, quando descobre que o homicídio implica oficiais do departamento de polícia. É assim forçado a regressar com Rachel e Samuel para a distante comunidade, porque os assassinos virão atrás deles.
Nesta altura, o filme muda completamente de rumo, com Book a esconder-se na comunidade Amish, porque praticamente não confia em ninguém no departamento da polícia. Os seus costumes da cidade são trocados pela simplicidade e calma do mundo Amish - aprende a ordenhar vacas às cinco da manhã e reacende a paixão há muito tempo adormecida. Ao mesmo tempo, Rachel -se cada vez mais fascinada por este homem estranho, de outro mundo, e entre eles desenvolve-se uma atracção, que é baseada tanto na ligação física como no mistério de duas pessoas que vêm de caminhos completamente diferentes, mas sentem um certo tipo de atracção. A maioria do filme é romântico, que faz com que este relacionamento pareça ainda mais poderoso, mesmo que, no fundo, saibamos que, em última análise, será em vão.
"Witness" era a estreia cinematográfica americana de Peter Weir, que já tinha dirigido filmes em vários géneros, na sua Austrália natal, desde os anos 1970. Há muito que já tinha provado a sua habilidade cinematográfica, ilustrando a compreensão poética do tempo e do lugar no assombroso  "Picnic at Hanging Rock" (1975), assim como já tinha mostrado a sua visão da acção e intriga em "The Year of Living Dangerously" (1983). Weir foi uma escolha perfeita para este filme, pelo modo como capta a essência idílica da comunidade rural, sem transformá-la no cliché dos cartões postais. 
Ganhou dois Óscares, e valeu a Harrison Ford a sua única nomeação até hoje.

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