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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Capítulo 2 - Acção e Aventura

Ruptura Explosiva (Point Break) 1991
Keanu Reeves é Johnny Utah, um correcto agente novato do FBI, que recebe a missão de encontrar um gang de ladrões que actua no sul da Califórnia. Como o seu parceiro (Gary Busey) está convicto de que os ladrões são surfistas, Johnny decide entrar disfarçado no irreverente mundo do Surf. Depressa conhece Bodhi (Patrick Swayze), um carismático viciado em adrenalina que faria qualquer coisa para viver uma aventura ... talvez até assaltar bancos. À medida que os dois se tornam amigos, Johnny é vítima da perigosa influência de Bodhi, e desconfia cada vez mais de que ele pode ser o líder dos assaltantes...
Depois de "Near Dark" e "Blue Steel", uma obra que passou um pouco ao lado, Kathryn Bigelow regressa com este "Point Break", um filme que embora tivesse um argumento fraco e umas más interpretações conseguiu elevar-se ao estatuto de culto, em parte devido ao elevado número de fãs que adquiriu. As sequências de acção são de facto muito eficazes, explorando o território dos desportos radicais como o surf e o paraquedismo, bombeando adrenalina por todos os poros e atirando Keanu Reeves para o estrelato, num género onde não seria muito esperado, o território da acção. Três anos depois voltaria a terreno com "Speed", outro filme de culto dos anos 90.

Harley Davidson e o Cowboy do Asfalto (Harley Davidson and the Marlboro Man) 1991
Em Los Angeles dois grandes amigos, que são conhecidos como Harley Davidson (Mickey Rourke) e Marlboro (Don Johnson), ficam a saber que outro velho amigo vai perder o seu bar, porque o banco quer construir um novo complexo e, para não ter os planos atrapalhados, exige US$ 2,5 milhões para renovar o aluguer por 5 anos. Harley tem uma idéia "simples": assaltar o carro blindado do banco para conseguir o dinheiro.
"Harley Davidson and the Marlboro Man" é um dos filmes ultra-machista do inicio dos anos 90, que apesar de ter um orçamento não muito grande, de 23 milhões, não conseguiu sequer obter o dinheiro de volta. A razão é simples, é que o argumento é muito estúpido, tudo no filme soa a mal, mas acabou por se tornar num "guilty pleasure" para muita gente. Não ajudou nada a carreira de Mickey Rourke, que daqui para a frente ficaria uns anos esquecido, nem a de Don Johnson, estrela da série "Miami Vice", que tentava obter um lugar ao sol no cinema. Simon Wincer a realizar.

A Fúria do Último Escuteiro (The Last Boy Scout) 1991
Joe Hallenbeck (Bruce Willis), teve de sair dos Serviços Secretos por causa de um político corrupto, tornando-se detective particular em Los Angeles. Jimi Diz (Damon Wayans) abandonou uma bela carreira de jogador de futebol americano por causa de falsas acusações sobre o uso de drogas. Os dois só tem em comum o fracasso profissional e pessoal, até que uma conhecida dançarina de strip-tease Cory (Halle Berry) é assassinada. Joe e Jimmy juntam-se para investigar o crime e acabam por se tornar o próximo alvo dos assassinos, ao descobrirem que por trás da morte de Cory está uma vasta rede de chantagem, extorsão e corrupção.
Num dia de "guilty pleasures", não podia falta este "The Last Boy Scout", de Tony Scott, irmão de Ridley Scott, que tinha já no seu currículo obras como "The Hunger", "Top Gun", "Beverly Hills Cop II", ou "Days of Thunder", que, fora o primeiro, não abonavam muito para a sua carreira. Bruce Willis e Damon Wayans são os protagonistas numa comédia de acção inter-racial onde tudo parece mecânico e forçado. É baseado numa história de Shane Black e Greg Hicks, com o argumento a ser escrito por Shane Black. Cada personagem é unidimensional e um estereótipo, e o filme é supostamente uma homenagem a Raymond Chandler, e Dashiell Hammet. O grande problema era de facto o argumento de Shane Black, que já tinha escrito nesta altura o argumento dos dois primeiros "Arma Mortífera". Uma curiosidade.

Operação Thor (Blue Thunder) 1983
Roy Scheider é um corajoso piloto da policia a lutar contra fanáticos do governo que planeiam usar inapropriadamente um helicóptero experimental de guerra. Escolhido para testar o Trovão Azul, Frank Murphy fica impressionado pelo helicóptero de alta velocidade e alta tecnologia. Ele é capaz de ver através das paredes, gravar um suspiro ou destruir um quarteirão de uma cidade. Desconfiando das intenções militares por trás do Trovão Azul, Murphy e o seu parceiro Lymangood (Daniel Stern) logo descobrem que a extraordinária aeronave está destinada a ser usada como uma arma de vigilância e controle da população. 
Sem dúvida um dos melhores filmes de acção a saír dos estúdios de Hollywood nos anos 80. Realizado por um dos melhores artesãs deste período, John Badham, de quem veríamos logo de seguida "WarGames" e "Short Circuit", "Blue Thunder" contava-nos uma história que veríamos muitas vezes nos filmes dos anos 70 e 80, a história do policia à beira de um ataque de nervos que pisa terreno perigoso quando lhe dizem para desistir de um caso mas resolve investigar por conta própria.
Efeitos especiais fantásticos, acção pura e dura, e um grande elenco de secundários que incluia Warren Oates, Candy Clark e Malcolm McDowell. O filme deu origem a uma série.
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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Domino (Domino) 2005



A filha de um actor e uma socialite, Domino Harvey, aborrecida com a vida que leva, decida juntar-se à equipa de Ed Moseby como caçadora de recompensas. Mas ela fica em apuros quando o dinheiro da máfia é roubado de um camião blindado, enquanto Moseby e a sua equipa participam num reality show produzido por Mark Heiss. A situação fica fora de controle quando os filhos de um mafioso rival são raptados enquanto o FBI monitoriza os dois gangs.
"Domino" é uma história vagamente baseada na vida de Domino Harvey, uma super modelo que se tornou caçadora de recompensas, e que também era filha do famoso actor Lawrence Harvey, nomeado a um Óscar pelo filme britânico "Room at the Top". Desde o início nota-se que o filme não está interessado em contar a história de uma pessoa, mas sim as aventuras de um grupo de pesonagens pulp, que só podiam existir na ficção.
Enquanto o realizador Tony Scott não fez um filme que permitisse à audiência compreender a verdadeira Domino Harvey como pessoa (ela nunca seria entendida na vida real - a verdadeira Domino morreu na pós produção deste filme, aos 35 anos, com uma overdose de cocaína), ele pegou no enigma da sua vida, e criou um retrato violento, semi-psicótico, a rebeldia da personagem. "Domino" homenageia a Domino da vida real por nunca deixar a realidade ficar no caminho de quem conta uma boa mentira.
Keira Knightley é a protagonista, num elenco que conta ainda com Mickey Rourke, Delroy Lindo, Mena Suvari, Jacqueline Bisset, e Tom Waits, que também forneceu duas canções para o filme.

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domingo, 26 de janeiro de 2014

Rumble Fish - Juventude Inquieta (Rumble Fish) 1983



É fácil de perceber porque a esta odisseia juvenil foi dada tanta precedência, com a sua fotografia monocromática artística e uma mistura variada de talentos americanos, incluindo os nomes de Matt Dillon, Mickey Rourke, Nicolas Cage e Diane Lane. No entanto, é também um filme difícil de se compreender, com a voz autoral de SE Hinton tão ressonante como a do seu realizador, Francis F. Coppola. Dillon protagoniza como líder de um gang, Rusty James, um jovem abandonado na rua, resistente, que um dia se envolve numa briga de rua, e vê o seu estômago cortado com uma faca.
Salvo no último momento pelo seu  idolatrado irmão mais velho, "The Motorcycle Boy" (Rourke), o duo caminha pelos passeios de Tulsa, Oklahoma, sonhando com um modo de sair deste beco sem saída. James luta para permanecer ao lado da sua exigente jovem namorada Patty (Diane Lane). Segunda adaptação consecutiva de Hinton, pot Coppola (depois de The Outsiders), Rumble Fish parece-se muito mais como um filme de art house europeu do que uma obra de um dos mais importantes realizadores da América. No entanto, as ligações para o restante trabalho do realizador estão todas lá, como o cameo de Dennis Hopper, como o alcoólatra pai dos protagonistas.
A inspiração de Coppola pode ser vista em muitos pontos do filme. O desenvolvimento de cada personagem, de certa forma metódica, é fascinante, com influências que chegam a Rumble Fish de muitos ângulos diferentes. Um dos muitos elementos que realmente atrai na história é o clima existencial eterno que está presente por todo o lado e é enfatizado pelos protagonistas centrais. Por um lado, uma série de paralelos podem ser traçados entre este filme e os romances de Albert Camus e elementos do seu trabalho em geral - em especial, o personagem de Meursault (the Outsider) e o Motorcycle Boy, interpretado por Mickey Rourke. Antes das filmagens, Coppola entregou a Rourke uma seleção de livros do filósofo existencialista, a fim deste ter uma idéia de como o personagem que deve ser desenvolvido. Motorcycle Boy possui o desapego, a indiferença e o narcisismo que muitos dos personagens de Camus possuem, mas ele também se inspirou em algumas fotos tiradas pelo próprio autor - como o cigarro pendendo dos seus lábios.
A atmosfera despertada no filme é provavelmente melhor descrita como a de uma existência condenada - o destino de Rusty James, cuja personagem poderia chegar mais longe, mas que é incessantemente tentanda a ser alguém que não pode ser, presa, atrás da sombra do irmão, e presa num mundo onde a violência é algo muito normal. Desta forma, ele também é retratado como um personagem trágico num mundo estranho.
Tom Waits participou como uma personagem secundária.
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domingo, 7 de julho de 2013

Adeus, Amigos (Diner) 1982




Baltimore, 1959. Edward "Eddie" Simmons (Steve Guttenberg), Laurence "Shrevie" Schreiber (Daniel Stern), Robert "Boogie" Sheftell (Mickey Rourke), Timothy Fenwick Jr. (Kevin Bacon) e William "Billy" Howard (Timothy Dale), cinco amigos inseparáveis que se estão a tornar adultos. A responsabilidade deste novo momento nas suas vidas é alternada com horas despreocupadas num café local. A história concentra-se no regresso à faculdade de Billy, que será padrinho de casamento de Eddie. Billy é consumido por uma relação embaraçosa com uma amiga íntima, enquanto Eddie ainda vive em casa e se prepara para uma vida nova...
Se "Os Amigos de Alex" foi o filme por excelência do movimento da contracultura (embora feito na década de 80) dos anos 60, então Diner é a quintessência da contracultura da década de 50. Primeira obra atrás das câmeras do argumentista Barry Levinson, inspirado pelas suas próprias memórias de infância de crescer em Baltimore no final dos anos 50, é um grande filme, um passeio agradável e divertido do começo ao fim...
O filme é mais um estudo de personagens, do que propriamente uma descrição da mudança dos tempos. A única diferença entre este filme e os problemas debruçados em "The Big Chill" é que aqui os assuntos retratados são mais gerais e mais universais, uma vez que todos lidam com o coming-of-age e a adaptação à vida adulta, deixando a vida de adolescentes para trás, enquanto The Big Chill trata mais de questões políticas maiores e mais complexas (e por isso é mais datado).
Esta comédia de Barry Levinson proporcionou uma excelente vitrine para toda uma nova geração de actores, que surgiam em Hollywood: Mickey Rourke, Daniel Stern, Steve Guttenberg, Ellen Barkin e Kevin Bacon. O argumento é bastante complexo e por vezes sobrepõem o fluxo de diálogo dando a sensação de autenticidade de improvisação, e Levinson recria a cidade da sua juventude com uma enorme alegria.
O tempo faria de "Diner" uma enorme obra de culto.

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quinta-feira, 21 de março de 2013

O Ano do Dragão (Year of the Dragon) 1985


"There's a new Marshal in town". Estas palavras são proferidas pelo detective de Nova York, Stanley White (Mickey Rourke), depois de lhe ser atribuída a tarefa gigantesca da limpeza de Chinatown, que, nos últimos meses, tem sido assolada pela violência dos gangs. Como Harry Callahan, o policia renegado de Clint Eastwood da série Dirty Harry, White ocasionalmente opera para lá da lei, para garantir que a justiça é feita. Mas, como ficamos a saber logo no início do filme, Stanley não é exatamente um herói. Na verdade, ele por vezes consegue ser um grande bastardo.
A investigação de White centra-se nas actividades de Joey Tai (John Lone), um gangster jovem e ambicioso que recentemente assumiu o controle do vasto império da sua família criminosa. Com a ajuda da repórter Tracy Tzu (Ariane), um White sempre persistente interrompe toda a operação de Tai, iniciando uma batalha entre os dois homens que, antes de acabar, vai custar um elevado número de vidas.
Mickey Rourke, pode dizer-se que foi um actor chave no cinema de Hollywood dos anos oitenta, em "O Ano do Dragão", é dos filmes em que ele mais brilha. Há momentos em que estamos definitivamente do seu lado, mas Stanley White é um personagem difícil de se gostar. Além do seu chocante desrespeito para com a lei (chega ao ponto de prender centenas de chineses apenas para enviar uma mensagem a Joey Tai), além de também permitir que os sentimentos pessoais interfiram com o seu trabalho. Um veterano de guerra do Vietname, Stanley deixa muitas vezes o seu ódio por todas as coisas chinesas falarem mais alto do que ele, e observações racistas são também frequentes. Ignora a sua esposa sofredora, Connie (Caroline Kava​​), e, corteja Tracy Tzu, mesmo indo tão longe a ponto de forçá-la quando ela recusa ter relações sexuais. É tão estranho o seu comportamento que chegamos a perguntar como é que ele não foi expulso das forças policiais. No outro lado está Joey Tai, bem interpretado por John Lone. No início, parece que o interesse primário de Tai é o negócio. Na sequência de um ataque a um restaurante da propriedade do seu tio, Harry Jung (Victor Wong), Tai começa a retaliação, principalmente porque muito pouco dinheiro q entrar nos cofres, e não podem correr o risco de baixar as receitas futuras. Mas, debaixo do seu fato branco e tino comercial, Joey Tai é um criminoso de sangue frio.
"Year of the Dragon" marcava o regresso de Michael Cimino, cinco anos depois de "Heaven's Gate", um projecto muito mal amado, completamente falhado do ponto de vista comercial. A história em si é um veículo perfeito para Cimino encenar explosões, tiroteios, confrontos violentos e afins. Baseado num romance de Robert Daley (que também escreveu o livro que mais tarde se tornou em "Prince of the City", outro grande filme) e co-escrito por Cimino e Oliver Stone (que se preparava para dar dar o salto no ano seguinte). Temas como o racismo, o orgulho , a ganância, a raiva e a vingança são abordados de uma forma bastante eficaz. Cimino e Stone, ambos pesados ​​a retratarem as mulheres, limitados de diálogos, e lançando uma mão pesada nas mensagens políticas que surgem em cada cena, provavelmente foi muito difícil criar entusiasmo por uma tão violenta exposição da guerra dos gangs chineses em Chinatown, mas este é um filme sobre o qual foi-se criando uma aura mítica ao longo dos anos. 
Pouco amado, é verdade, mas provavelmente é o mais perfeito exemplo do que era um típico filme policial dos anos 80. Pelo menos para mim, é o meu preferido.

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