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domingo, 28 de março de 2021

Junior Bonner, o Último Brigão (Junior Bonner) 1972

 Uma semana com Junior Bonner, um profissional dos rodeos falido, que regressa à sua cidade natal para a feira anual, e para visitar a família que abandonou alguns anos antes. O pai é um sonhador dissoluto determinado a encontrar ouro na Austrália. A mãe está resignada aos objectivos do pai. O irmão destrói o campo para ganhar dinheiro em imóveis. Enquanto o velho Oeste e os seus códigos dão lugar ao progresso, Junior Bonner é um solitário, lacónico, exactamente o que quer ser.
Primeira colaboração entre Sam Peckinpah e Steve McQueen, anterior ao blockbuster de acção "The Getaway" (1972), mostra o lado mais afectuoso destas duas personalidades do cinema. Junior Bonner é o típico protagonista de Peckinpah, um homem em descompasso com um mundo em rápida modernização, que não tem mais espaço para o seu sentido de honra. Um homem que ganha a vida a punir o seu corpo num desporto arcaico, num momento em que a maioria dos competidores já se reformou, morreu, ou mudou para algo menos perigoso. Peckinpah contrasta o espírito aventureiro incansável de Junior com o seu irmão Curly. Este é pragmático onde Bonner é romântico, grosseiro comparado com a integridade do primeiro, e crucialmente rico, quando Bonner anda sempre falido. 
Robert Preston e Ida Lupino são os pais de McQueen. Uma Lupino já com perto de 60 anos que regressava ao cinema, quando o seu palco principal nesta altura era a televisão. Era o seu último filme relevante, nos últimos anos quando regressava ao cinema era sempre em filmes de série B. Espero que tenham gostado deste ciclo.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Os Sete Magníficos (The Magnificent Seven) 1960



Um bandido aterroriza uma pequena aldeia mexicana. Os habitantes mais velhos enviam três camponeses para os Estados Unidos, para encontraram pistoleiros para os defenderem. Conseguem apenas sete, e cada um concorda em ajudar por diferentes razões. É preciso preparar a cidade para se defender de um exército de 40 bandidos, que vai chegar para lhes roubar a comida.
"The Magnificent Seven", é uma americanização do magistral épico japonês, "Os Sete Samurais", de Akira Kurosawa, e na verdade não lhe fica muito atrás. Não apenas inspirou muitos westerns futuros, mas revitalizou a popularidade dos westerns na década de 60. Como é lógico o filme de John Sturges não compete com o de Kurosawa em termos de destreza visual e complexidade temática, mas ainda assim é uma história de aventuras empolgante, que não só inclui um elenco brilhante, mas também explora algumas das contradições mais profundas do nobre mítico bandido, que era tão importante para o western americano.
Sturges conduz o filme com grande eficiência, não desperdiçando um frame, ou uma linha de diálogo ao longo de todo o filme. Isto garante um ritmo rápido, e um maior envolvimento do do público, ainda que sacrificasse algumas das qualidades humanas que fazem de "Os Sete Samurais" um filme tão distinto.
Eli Wallach faz um excelente trabalho no papel de Calvera, o chefe dos bandidos mexicanos, mostrando o quanto próximos eles estava dos membros dos Sete Magnificos. Afinal eles são todos pistoleiros e bandidos, e a única diferença é o lado da linha em que eles estavam aqui. Isto faz o filme ser muito mais complexo do que aparenta, uma vez que torna cada vez mais difícil fazer as distinções entre o bem e o mal. Claro que somos sempre levados a optar pelo lado dos Sete Magníficos, mas somos constantemente lembrados que eles são bandidos sem vínculo aquela terra, família, nação. Algo que era habitual nos heróis dos westerns americanos, mas nunca conscientemente explorado.
Uma nota final para os actores que fazem de sete magníficos: Yul Brynner, Steve McQueen, Charles Bronson, Robert Vaugh, Brad Dexter, James Coburn, e Horst Buchholz.

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