Três jovens apanhados na rebelião da contra-cultura dos anos sessenta, decidem, para completar o seu baixo rendimento na venda de assinatura de revistas porta-a-porta, orquestrar o assalto a uma casa. Os três aspirantes a criminosos, interpretados por Christoph Roser, Marite Greiselis e o próprio Fassbinder, entram na casa de uma mulher assustada, e exigem-lhe dinheiro.

Embora tenha sido feito com um orçamento muito limitado, e a fotografia é a prova dessas limitações, Fassbinder já sabia posicionar a sua câmara, alternando entre close-ups estáticos e dinâmicas sequências de câmara ao ombro.
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O Vagabundo (Der Stadtstreicher) 1966
Um vagabundo de Munique encontra um revólver. Tenta livrar-se dele, mas ocorrem-lhe fantasias suicidas.
Uma curta-metragem de Fassbinder que vai buscar inspiração ao Neo-Realismo Italiano, e à Nouvelle Vague francesa. Aquilo que se passa no filme não é muito importante, mas sim a forma como é feito e como nos é mostrado.

Fassbinder não teve muita sorte com estas primeiras curtas. A "Der Stadtstreicher" foi recusado o certificado porque alegadamente glorificava o suicídio. Quanto a "Das kleine Chaos" foi rejeitado pelo comité de selecção do Festival de Cinema de Oberhausen. O tempo faria justiça ao realizador.
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1 comentário:
Mas não glorifica o suicídio. O protagonista primeiro tenta se livrar da arma, depois não consegue o local adequado e depois dorme com ela e lhe é roubada a perspectiva de suicídio definitivamente. Ele vai ter que continuar se arrastando no álcool ou aproveitar a chance e sair desta situação.
Deita a cabeça na relva desolado porque teria sido fácil só um tiro, mas como dormiu no ponto, passou a oportunidade. Vai ter que continuar se encarando.
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