Ainda em adolescente, interrompeu os estudos para viajar com o seu tio de barco, acabando por se tornar cowboy no México. No Texas juntou-se a uma companhia de teatro itenerante, e finalmente chegou a Hollywood como cowboy cantor, trabalhando para D. W. Griffith em vários filmes, tanto atrás como à frente das câmeras, como por exemplo, no papel de John Wilkes Booth em "The Birth of a Nation" (1915).
Como realizador, Walsh foi um pioneiro. Ajudou a formular o protótipo do filme de gangsters com "Regeneration" (1915), além de realizar uma série de outros filmes mudos notáveis, como "The Thief of Bagdad" (1924), "What Price Glory" (1926), e "Sadie Thompson" (1928). Também deu a John Wayne uma das suas primeiras oportunidades, em "The Big Trail" (1930). Mas, os anos trinta não foram muito favoráveis a Walsh, e foi apenas quando ele se mudou para a Warner Bros., no final da década, que começaram a aparecer sinais de um estilo pessoal.
Permaneceu um realizador activo até meados da década de 60, mas a sua carreira entrou em declínio desde que saíu da Warner, a meio da década de 50. Ao todo realizou mais de 100 filmes, numa carreira que se prolongou por 52 anos, tendo sido forçado a retirar-se em 1964, por perder a visão no já único olho que tinha.
Nesta segunda parte do ciclo, vamos pegar em Walsh no final da Segunda Guerra Mundial, e acompanhá-lo até ao início da década de 50. Falta o "Objective, Burma!", que pode ser encontrado aqui.
- Uncertain Glory (1944)
- San Antonio (1945)
- Pursued (1947)
- Fighter Squadron (1948)
- Silver River (1948)
- White Heat (1949)
- Colorado Territory (1949)
- Montana (1950)
- Distant Drums (1951)
- Along the Great Divide (1951)
- Captain Horatio Hornblower (1951)
Até amanhã, e boa semana.
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