terça-feira, 7 de maio de 2013

O Manuscrito de Saragoça (Rekopis Znaleziony w Saragossie) 1965



A reputação deste filme polaco, épico surrealista, precede-o e Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Jerry Garcia (dos Grateful Dead), Luis Buñuel e David Lynch são todos fãs, e o filme é muito interessante com estudo de um fluxo narrativo. Começa durante as Guerras Napoleónicas com soldados rivais a descobrirem o manuscrito do título. A "história", de seguida, salta para Alfonso van Worden (Zbigniew Cybulski), que aparentemente casa-se com duas princesas que só pode ver em sonhos. Seguimos Alfonso em viagem por algum tempo, mas ele acaba por se tornar uma personagem secundária com os outros a assumirem mais relevância, a contarem as suas próprias histórias.  
Personagens dentro de flashbacks a contarem histórias, que levam a outros flashbacks. A certa altura, quatro ou cinco flashbacks dentro uns dos outros. É um filme digno de Walter Benjamin ou Jorge Luis Borges, mas é bastante surpreendente de descobrir esta pequena obra.  
É fácil de perceber porque Buñuel era fã, o filme apresenta o seu tipo de humor e erotismo. Uma equipa de fãs do filme reuniram-se em 1990 para restaurar a longa-metragem aos seus 182 minutos.
O tempo comporta-se de maneira imprevisível, as noções de realidade e fantasia, e histórias pessoais e nacionais dolorosas são examinadas em dois filmes do realizador polaco Jerzy Wojciech Has"The Hourglass Sanatorium (1973) e The Saragossa Manuscript (1964). Ambos são baseados em obras da literatura, o último do romance histórico de Jan Potocki, "The Manuscript Found in Saragossa" e o outro elaborado a partir de várias coleções de contos de Bruno Schulz, principalmente "Sanatorium Under the Sign of the Hourglass".
Embora não fosse um filme plenamente de terror, é uma obra que curcula por entre o territário do fantástico.

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