quinta-feira, 9 de maio de 2013

Drácula, O Príncipe das Trevas (Dracula: Prince of Darkness) 1966



A Hammer Films deu seguimento ao seu muito bem sucedido "Horror of Dracula" (1958) com "Brides of Dracula", em 1960. Embora Peter Cushing tenha aparecido novamente como o caçador de vampiros Professor Van Helsing no último filme (cujo vilão era o "Barão Meinster", não Dracula), Christopher Lee não regressaria como o morto-vivo da Transilvânia até este "Dracula - Prince of Darkness", em 1966. Descontente com o diálogo dado ao rei vampiro no argumento de John Sansom, Lee interpretava o papel - além dos rosnares habituais - completamente em silêncio.
    Dez anos depois de Dracula ser espetacularmente morto por Van Helsing durante o clímax do filme de 58 (que é mostrado aqui como uma sequência pré-título), dois casais Ingleses estão de férias nos Cárpatos: os irmãos Kent, Alan (Charles Tingwell) e Charles (Francis Matthews), juntamente com as suas esposas Helen (Barbara Shelley) e Diana (Suzan Farmer). Numa pousada encontram o Padre Sandor (Andrew Keir), um corpulento abade. Ele aconselha-os a não desprezar algumas das superstições locais, incisivamente alertando-os para ficarem longe de um castelo nas proximidades. O conselho do monge só contribui para a sensação de mal-estar que tomou conta de Helen desde que chegou à região.

Naturalmente, este quarteto acaba por ir parar ao castelo que foram avisados . Abandonados pelo cocheiro supersticioso, são surpreendidos quando um coche sem condutor aparece na estrada - uma dádiva de Deus. Embarcam neste novo transporte mas rapidamente descobrem que os cavalos não irão responder ao seu controle. E rapidamente os cavalos levam-nos directamente para o pátio do castelo aparentemente deserto. A partír daqui este quarteto vai passar uma noite de horrores...
Christopher Lee, como um Drácula silencioso, usa a sua altura, fisicalidade escura para um grande efeito no filme, continuando a sua história do Conde Drácula de um modo realista, e cruel, composto ainda por selvagens explosões de violência. Esta é uma produção de primeira linha, muito bem interpretada por todo o elenco - Barbara Shelley é o verdadeiro destaque - e enquanto se pode lamentar a ausência de Peter Cushing (que trouxe tal dinamismo a "Brides of Dracula"), mas o substituto do professor Van Helsing, o padre Sandor, é um personagem memorável, imposto por Keir. O filme é habilmente dirigido por Terence Fisher, o homem por trás de muitos dos melhores e mais amados filmes do estúdio, um mestre da atmosfera gótica e um realizador muito hábil em obter o máximo de quilometragem de um orçamento limitado. 

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1 comentário:

ajanelaencantada disse...

A nível de produção, este ainda faz parte dos "grandes" da Hammer, embora a série Drácula entrasse rapidamente em declínio. A cena do "exorcismo" de Barbara Shelley, raras vezes citada, é porventura a base de muito que se fez até hoje.