quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O Novo Cinema Extremista Francês

Na mudança do século 20 para o século 21, um novo estilo de filmar surgiu no cinema como chocante, provocante, brutal e intransigente. Este novo modo de filmar era óbvio em alguns realizadores conhecidos, nomeadamente Michael Haneke, Lars Von Trier, François Ozon, Gaspar Noé, Bruno Dumont, Catherine Breillat, Philippe Grandrieux, Lukacs Moodysson, Claire Denis e Marina de Van. Mas, em especial alguns deles, os de língua francesa, entram em destaque. Este novo estilo foi intitulado como "O novo cinema extremista". O termo foi cunhado pela primeira vez pelo crítico de cinema James Quandt. Apesar de ainda ter havido algumas discussões sobre o termo, a designação de Quandt foi se espalhando.
No mesmo artigo, Quandt encontrou algumas características comuns entre os realizadores de língua francesa, e chamou-os de "transgressivos". Os que Quandt descreve como os novos extremistas produziram os seus filmes, não só sob a influência pesada do conhecido "extremo", como foram inspirados por figuras literárias como o Marquês de Sade, Georg Battaile, o surrealista Luis Buñuel, mas também realizadores de filmes de terror clássicos, principalmente Mario Bava, e a Nouvelle Vague francesa, Jean-Luc Godard, em particular. Estas influências tornam-se mais evidentes, principalmente em filmes de Bruno Dumont do que nos outros dentro desta tendência.

 Mas o que são as representações fílmicas, temas semelhantes entre a extremidade do cinema francês e as tendências do passado?
De acordo com Quandt esta tendência, ou modo de filmar, que quer quebrar tabus em todas as representações cinematográficas é uma tendência que força os limites cinematográficos. Então, esses temas, que o cinema mainstream anteriormente excluía por razões convencionais, estão no centro desse movimento. Os realizadores de cinema começam a caracterizar representações gráficas extremas da sexualidade (incluindo sexo sem emoção), intimidade brutal, a violência, a violação masculina e feminina, sadomasoquismo, canibalismo,  incesto, aparentemente projetados com o objetivo principal em mente de chocar e provocar o espectador.
No entanto, a insistência na sexualidade e na violência é bastante significativa e predominam na maioria dos filmes dentro do movimento, na maioria das vezes, juntos. Alguns destes realizadores utilizaram este conteúdo de forma mais eficaz do que outros, principalmente Gaspar Noé, François Ozon e Bruno Dumont.
Nos próximos dias vão passar por aqui 36 filmes deste movimento, com maior destaque para realizadores como Noé, Ozon e Dumont. Lá mais para o fim, observaremos também a outra vertente deste movimento, a do terror, com filmes como "Martyrs", "Calvaire", etc.
Aqui fica um documento que vos vai ajudar neste ciclo.


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