quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Planeta Proibido (Forbidden Planet) 1956



A história é familiar - uma nave terrestre chega a Altair IV procurando um relatório sobre a colónia que alí se tinha estabelecido, mas os únicos habitantes que encontram são o Dr. Edward Morbius (Walter Pidgeon), e a filha Altaira (Anne Francis), e ainda um robot com tecnologia muito avançada (Robby the Robot). Morbius avisa a tripulação para partir, mas o capitão John J. Adams (Leslie Nielsen) sente-se obrigado a investigar. Eventualmente, Adams e a sua equipa vão descobrir os segredos do planeta, mas não sem antes um monstro invisível começar a atacar a nave.
Se ignorar-mos o imaginário freudiano e o facto de Forbidden Planet ser um riff da obra de Shakespeare "A Tempestade", é fácil perceber porque este filme continua a ser tão popular, um clássico sci-fi para adultos e crianças. As cores são brilhantes, os efeitos especiais são surpreendentes - a aterrissagem da nave espacial no planeta Altair IV é impressionantes num ecrã grande em HD. um ataque de um monstro bastante interessante, as ameaças letais são muitas vezes deixadas para a imaginação do espectador, e o mistério gradual em volta do planeta morto há muito tempo, desenrola-se como um bom episódio polposo de Star Trek. 
Apesar de tudo Planeta Proibido não era um blockbuster no ano do seu lançamento original, em 1956, mas tornou-se um clássico do género, amado ao longo dos seguintes trinta anos, através de passagens pela TV, e ter cativado as crianças em relançamentos nas salas de cinema, antes de finalmente fazer a transição para o home video .Ao longo de décadas, Planeta Proibido deixou impressões indeléveis sobre o futuro técnico da robótica, em escritores de ficção científica, artistas, compositores e futuros realizadores. Começando como um filme de série B, a atualização do orçamento gradualmente aumentado significava a contratação de alguns actores e técnicos de nível superior a serem designados para a produção, entre os quais, o director de arte Arthur Lonergan, que sabia que essa era a sua hipótese de brilhar e criar um carreira importante para o futuro. As linhas limpas, arcos geométricos, objetos circulares e o uso de vidro e metal polido eram inerentemente típicos dos fifties. Assim como notáveis eram as pinturas subterrâneas gigantescas construídas pela antiga civilização Krell, que fundiu esse limpo look industrial da energia aproveitada.No magnífico documentário de 2005 da TCM , "Watch the Skies!: Science Fiction, the 1950s and Us", George Lucas não revela totalmente a inspiração dos seus próprios dotes criativos, mas os seus colegas destacam Robby the Robot como inspiração parcial para C- 3PO e outros droids de Star Wars.
Certamente que algumas partes do filme parecem estar datadas - a tripulação totalmente masculina da Nave e instrumentação analógica, por exemplo -, mas outras passaram a fazer parte do léxico padrão para a ficção científica filmada. Dez anos depois, Star Trek parece ter sido muito influenciada a partir daqui, no estilo dos uniformes, nos comunicadores de mão, entre outros pormenores.
A banda sonora de Forbidden Planet foi um marco na história da música eletrónica. Foi a primeira totalmente eletrónica, composta por Louis e Bebe Barron usando circuitos DIY, inspirados em parte pelo livro de 1948 "Cybernetics: Or, Control and Communication in the Animal and the Machine", um texto seminal. Por ter sido electrónica esta banda sonora não foi reconhecida para as nomeações dos Óscares, muito injustamente. 

Link
Imdb

Um comentário:

ajanelaencantada disse...

É provavelmente para mim um dos melhores filmes presente neste ciclo (dos que conheço, claro). E concordo com a referência a Star Trek, este filme passa-se no mesmo imaginário.