domingo, 24 de novembro de 2013

Debbie Does Dallas (Debbie Does Dallas) 1978



Há dois filmes porno que todos já ouviram falar. O primeiro é Garganta Funda, um filme que inaugurou a era de porno chick e quebrou tantas paredes na sociedade americana que enumerá-las exigiria muito tempo, e muita escrita. O segundo é Debbie Does Dallas. Embora este não seja um grande filme ou um filme particularmente original, tem um certo charme e um mistério interessante que o rodeia, na forma da sua protagonista, Bambi Woods. Na altura em que o filme foi feito, em 1978, as Dallas Cowboy Cheerleaders eram a coisa mais quente em toda a América. Não importa o que a equipa de futebol fez, a sua claque era o melhor da NFL, e só fazia sentido que alguém da indústria do cinema pornográfico tentasse capitalizar sobre ela.
De qualquer forma, o filme funciona com uma premissa muito simples. Debbie (Bambi Woods), uma loira com cara fresca e bonita decide que quer chegar a Dallas para conseguir uma vaga na equipa de cheerleading, mas não tem dinheiro para fazer a viagem, e os seus pais não podem pagar. Ela decide então candidatar-se a vários trabalhos como fazem as suas amigas: Debbie consegue um emprego na loja de desporto do Mr. Greenfield (Robert Kerman, de Cannibal Holocaust), Roberta (Christie Ford) acaba a fazer inventário na loja dirigida pelo Sr. e pela Sra. Hardwick (Eric Edwards e Robin Byrd), e uma outra jovem consegue dois dias de trabalho por semana na biblioteca. Mas depressa elas descobrem uma maneira muito mais fácil e muito mais divertida para conseguirem dinheiro para fazer a viagem.
A história não é muito interessante e a maioria das sequências de sexo não são notáveis. Talvez estas fossem as duas qualidades principais para um filme porno bem sucedido, e que caso contrário o filme seria um fracasso, mas isto não acontece, por incrível que pareça . Tem charme suficiente e bastante humor para torná-lo completamente assistível, mesmo que sabemos que estamos a ver um filme que não é tão erótico e bem feito como suposto. Debaixo de uma realização de Jim Clark (pseudónimo de David Buckley) , o filme tem uma boa velocidade. Não perde muito tempo com a história até chegar ao sexo, e isto era o que se queria, já que estávamos numa idade avançada da Golden Age of Porno.
Não esperem grandes interpretações dos actores, já que muitos nem eram profissionais (como a protagonista), e segundo a actriz Robin Byrd os actores pouco ou nenhum dinheiro ganharam, porque tinham entrado no filme apenas pelo sexo.  Com o tempo tornou-se um filme de culto, até foi feito um documentário sobre ele.

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