sexta-feira, 1 de novembro de 2019

A Máscara de Frankenstein (The Curse of Frankenstein) 1957

Um padre é chamado a uma prisão numa localidade isolada da Suiça e quando chega é informado pelo carcereiro de que é a única pessoa com quem o Barão Victor Frankenstein (Peter Cushing) conversará. Quando o padre entra na cela, fica convencido que aquilo que irá ouvir são os delírios de um louco. O Barão começa a contar a sua história desde a infância, de quando os seus pais morreram e se viu obrigado a contratar um tutor...
Se alguma vez perguntaram porque é que os filmes de terror deixaram de ser assustadores e passaram a ser sangrentos, não é preciso ir muito mais longe do que esta versão inovadora da Hammer sobre o famoso romance de Mary Shelly. No início era para ser um remake directo do livro da escritora, até que a Universal, que tinha feito uma fortuna com as versões da década de 30, protagonizadas por Boris Karloff, ameaçou processar a Hammer caso houvesse muitas similaridades. Foi assim que o argumentista Jimmy Sangster e o realizador Terence Fisher tiveram uma ideia genial: fazer do barão o centro das atenções, em vez do monstro. E fazer do barão um vilão também.
Peter Cushing era bem conhecido na Grã-Bertanha pelo seu trabalho na televisão, principalmente por causa de uma adaptação de "1984" de George Orwell, e quando a Hammer procurou um actor para protagonista ele acabou por ser a escolha mais óbvia por causa da imagem que já trazia da TV. Este barão era intelectual, mas perigoso, pouco se importando com a ética quando achava que o avanço da ciência era mais importante. A entrega que Cushing deu ao personagem e a natureza motivadora que ele trouxe para o personagem significavam que o cinema britânico tinha agora uma nova estrela para ter em conta. Como o monstro, Christopher Lee estava destinado a ser outro actor a ser lembrado pelos seus papéis no cinema de terror. Embora não tivesse nenhuma fala, a sua presença é simplesmente ameaçadora.
Se "The Quatermass Xperiment" não era a 100% um filme de terror, o mesmo já não pode ser dito deste "The Curse of Frankenstein". Seria a primeira vez que reunia os três nomes centrais deste ciclo da Hammer, Terence Fisher, Christopher Lee e Peter Chushing, e seria também a primeira vez que era usado este ambiente gótico que tão famoso ficaria nos filmes da produtora.

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