sábado, 27 de abril de 2013

O Nevoeiro (The Fog) 1980


"The Fog" foi o filme de terror de John Carpenter que seguiu o grande sucesso de "Halloween", e embora não tão conseguido como o seu antecessor, ainda apresentava bastante qualidades da velha escola de terror de série B, e com classe suficiente para torná-lo num dos filmes mais importantes do período.
A cidade de Antonio Bay está prestes a comemorar o centésimo aniversário da sua fundação. Contudo, os fundadores da cidade escondem um segredo que poderia destruí-la. Quando o Padre Malone (Hal Holbrook) descobre este segredo, percebe que a história da cidade é uma fraude. Uma jovem de passagem chamada Elizabeth Solley (Jamie Lee Curtis) e um habitante local chamado Nick Castle (Tom Atkins) começam a perceber que algo está errado quando a tripulação de um barco de pesca é encontrada morta, e a DJ Stevie Wayne (Adrienne Barbeau), também anda a descobrir algo. Kathy Williams (Janet Lee) tenta organizar os festejos do centenário ... mas um nevoeiro bastante espesso está a chegar, e lá dentro trás algo de muito mau. 
Começa com uma citação de Edgar Allen Poe seguido de um close-up de um relógio de bolso pendente, com uma criança a observar que é iluminada pelo brilho da luz de uma fogueira. Este é o prólogo do filme, entregue a um velho capitão interpretado pelo veterano produtor/actor John Houseman, que se senta à frente de uma fogueira e conta a um grupo de crianças histórias de assombrar. Em voz baixa, ele relata a história do The Elizabeth Dane, um navio afundado cuja tripulação fantasma virá um dia levantar-se do mar, envolta pela neblina que levou ao seu naufrágio, exactamente cem anos atrás.
O significado do título torna-se aparente quando é mostrado claramente que os fantasmas do Elizabeth Dane só podem movimentar-se dentro dos limites do nevoeiro, e se ficarmos de fora dele, então ficamos fora de perigo. Na verdade, Carpenter explora a história num ritmo bem vagaroso. Desde muito cedo que nos tornamos conscientes da maldade dentro do nevoeiro, mas apenas quando o filme avança, lentamente, é que conseguimos perceber as origens do terror. Muitos realizadores teria atirado fora toda a exposição de uma só vez, mas a revelação gradual dos factos funciona perfeitamente.
Uma vez mais, a banda sonora electrizante, está a cargo do próprio John Carpenter. 

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1 comentário:

Robson disse...

Insisto, marque a Jamie Lee Curtis!!!!! Ela é uma estrela famosa.... Pq vc não a marca na postagem, Chico????