segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Sinais de Fogo (Sinais de Fogo) 1995



Portugal, Julho de 1936. A ditadura de Salazar está consolidada e controla totalmente o país.
Um grupo de adolescentes passa as suas férias de Verão na Figueira das Foz. Do outro lado da fronteira começou a Guerra Civil de Espanha e, apesar da distância, a sua violência vai repercutir-se na vida destes jovens, lançando-os num turbilhão de intrigas políticas e paixões desencontradas que marcará tragicamente a sua passagem à idade adulta.
Sinais de Fogo é uma via para o cinema português diversa da maioritária e que melhora quando se volta a percorrer. Transposição para o cinema do poderoso romance de Jorge de Sena, ambientado na Figueira da Foz nos alvores da Guerra de Espanha, traduz com grande sobriedade e destreza os méritos narrativos de Luis Filipe Rocha, quer na forma como adaptou um dos mais "inadaptáveis" romances portugueses, quer na justeza da reconstituição da época, quer na tessitura dos vários fios e frentes narrativas, quer ainda na escolha e direcção de actores, ponto em que Sinais de Fogo se esmera. Diogo Infante protagoniza, sem máculas, mas é na galeria dos secundários que povoam o filme que vamos encontrar alguns "bonecos" duradouros: Ruth Gabriel, José Airosa, Joaquim Leitão, Henrique Viana...
A história agarra-nos, e o tempo foge. Sabe-nos até a pouco, que o romance de Sena, como Luis Filipe Rocha é o primeiro a sustentar, pedia uma daquelas séries curtas, de sete ou oito horas de duração.

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