segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Days of Glory (Giorni di Gloria) 1945



"Giorni di Gloria" é o primeiro documentário sobre a resistência e a luta anti-fascista. É uma colaboração entre Giuseppe De Santis, Marcello Pagiliero, Luchino Visconti e Mario Serandrei, que funcionou como editor e supervisor geral. Este filme episódico é uma celebração do fim do fascismo, da liberdade recém-descoberta e um convite aberto para as pessoas se unirem no esforço em conjunto para construir um futuro melhor.
O filme combina imagens de noticiários, materiais documentais filmados durante a guerra e episódios da luta dos partidários. O material documental e as sequências partidárias reconstruídas lembram a linguagem cinematográfica de alguns realizadores debaixo do movimento do fascismo, com os partidários de acção a tomarem posições e a serem apresentadas em posturas heróicas.
Luchino Visconti teve a sorte de gravar o julgamento de Pietro Caruso, chefe da polícia de Roma durante a ocupação alemã, e a sua posterior execução. As filmagens dos processos judiciais demonstram a capacidade magistral de Visconti para elaborar uma notícia num episódio narrativo. A tensão do momento é transmitida pela alternância entre os close-ups do acusado e long-shots da multidão, reações dos parentes das testemunhas, etc. Visconti utiliza duas cameras para com elas jogar até aos menores detalhes, como um gesto de raiva com o pulso ou as rugas no rosto de uma mulher a gritar.
As sequências na exumação dos corpos foram assumidas por Marcello Pagliero. Giuseppe De Santis filmou o terceiro episódio, a reconstrução da nação. A influência do cinema realista russo é muito forte como na cena em que um comboio cruza uma ponte recém-reconstruída , que também é precursora do comboio em "Caccia Tragica", primeiro filme de De Santis.
O filme concentra-se num famoso massacre de mais de 300 prisioneiros italianos em represália a um ataque guerrilheiro ao SS, em Março de 1944, e o julgamento do pós-guerra de alguns dos fascistas italianos responsáveis. Várias sequências (a remoção dos corpos das cavernas Ardeatine e as execuções por fuzilamento dos fascistas, em particular) são horríveis ao extremo, mas o filme é um complemento essencial para a imagem dada em obras como as Rossellini, "Paisà" e "Roma, Cidade Aberta ".

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