quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

José Fonseca e Costa - os Anos Oitenta

José da Fonseca e Costa (Caala, Huambo, 27 de Junho de 1933) é um dos pioneiros em Portugal do movimento do Novo Cinema. A viver em Lisboa desde 1945, frequenta o Curso de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (1951/1955), que não termina para se dedicar às actividades cinematográficas. Membro da direcção do Cineclube Imagem, faz crítica de Cinema nas revistas Imagem e Seara Nova. Traduz para português livros de teoria cinematográfica da autoria de Eisenstein, Guido Aristarco e alguns romances, entre eles, Il Compagno de Cesare Pavese e Passione di Rosa de Alba de Cespedes. Concorrente ao lugar de assistente de realização da RTP (à data da sua fundação, 1958) é impedido de entrar nos quadros da empresa por interferência da PIDE, embora fique classificado em primeiro lugar. Em 1960 é lhe recusada uma bolsa de estudo, solicitada ao Fundo do Cinema Nacional, para frequência de um curso de cinema no estrangeiro, novamente por informação da PIDE, em cujas prisões é encarcerado por actividades de oposição política à ditadura. Inicia a sua formação profissional estagiando em Itália, por volta de 1961, onde trabalha com Michelangelo Antonioni no filme L'Eclisse (O Eclipse). De regresso a Portugal, em 1964, produz e dirige centenas de filmes publicitários e alguns documentários industriais e turísticos, actividade que interrompe a partir dos anos 70, quando dirige o seu primeiro filme de ficção (A Metafísica do Chocolate, 1967). É um dos cineastas do movimento do Novo Cinema em Portugal. Seguem-se O Recado (1972), Os Demónios de Alcácer Quibir (1977) e Kilas o Mau da Fita (1981). Foi sócio-fundador e dirigente, nos anos 60, do Centro Português de Cinema, e, mais recentemente, da Associação de Realizadores de Cinema e Audiovisuais, de cuja primeira Direcção foi presidente.




Balada da Praia dos Cães (Balada da Praia dos Cães) 1987

Em Portugal, no início dos anos 60, aparece na Praia dos Cães o cadáver de um homem brutalmente assassinado. O cadáver é identificado como sendo o do major Dantas, um homem procurado pelas autoridades após a sua evasão de uma prisão militar onde aguardava julgamento por insurreição.
Apesar de se tratar de um caso da alçada da PIDE, as investigações são entregues à Polícia Judiciária, concretamente, ao Chefe de Brigada Elias Santana.
Este, a pouco e pouco, vai reconstituindo, imaginando e deduzindo o que se terá passado após a fuga do major e dos seus dois cúmplices, o aquitecto Fontenova e o cabo Barroca, executada com a ajuda no exterior da amante do major, Mena Ataíde. De interrogatório em interrogatório Elias vai penetrando nas personalidades dos suspeitos, descobrir quem matou o major e sobretudo, se foi um crime político ou passional.
Romance policial de José Cardoso Pires publicado em 1982. Trata-se de uma história de natureza policial e política, cuja ação decorre na década de 60, baseada em acontecimentos verídicos ocorridos na praia do Mastro. Foi um grande sucesso nos anos 80.

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Sem Sombra de Pecado (Sem Sombra de Pecado) 1983

Lisboa, 1943.
Um jovem oriundo de família da alta-burguesia, Henrique recebe, no quartel onde presta serviço militar, telefonemas misteriosos de uma mulher que o atrai a encontros sem consequências.
Deste modo, aprende o que o amor e a guerra têm em comum: as estratégias, as tácticas, os inimigos, os aliados... - See more at: http://www.cinemaportugues.ubi.pt/bd/info/1731#sthash.p6S7xO5B.dpuf
 Lisboa, 1943. Um jovem oriundo de uma família da alta-burguesia, Henrique, recebe no quartel onde presta serviço militar, telefonemas misteriosos de uma mulher que o atrai a encontros sem consequências. Deste modo, aprende o que o amor e a guerra têm em comum: as estratégias, as tácticas, os inimigos, os aliados.
"Sem Sombra de Pecado" é ainda, tecnicamente, um dos mais apurados filmes portugueses dos últimos anos. Para tanto contribuem Eduardo Serra (fotografia) e Jasmim (cenários) em trabalhos exemplares. E os actores: grande destaque para Victoria Abril e Mário Viegas, num cast praticamente sem falhas. Foi selecionado para o festival de Cannes.

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Kilas, o Mau da Fita (Kilas, o Mau da Fita) 1980


Kilas (Mário Viegas), é amante de uma artista de variedades, Pepsi-Rita (Lia Gama), à custa de quem vive – em casa da Madrinha (Milú), uma mulher nostálgica, que resgatou o afilhado da infância desvalida. Pela sua esperteza, Kilas lidera um grupo de marginais, contrados por um enigmático Major (Lima Duarte), para vigiarem um prédio, onde vão reunir-se personalidades “suspeitas”.
Quando tal acontece, e alertado o Major, uma bomba explode na casa que se anuncia dum conhecido anti-fascista. Alarmado, Kilas procura desligar-se – mas o seu destino está já marcado, por uma rivalidade passional.
De memórias suadas, carne mole, medos medíocres, vícios e nicotina, surge Kilas - aturdido pela pequenês do físico, tacão alto a deitar figura, de arrogância por medida. Entre tipos marginais e mitos precários de uma farsa passional, eis a criatura mais popular e característica deste filme português. Estilizada por José Fonseca e Costa em Kilas, o Mau da Fita - um dos maiores sucessos do cinema português no pós-25 de Abril.

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Lisboa, 1943.
Um jovem oriundo de família da alta-burguesia, Henrique recebe, no quartel onde presta serviço militar, telefonemas misteriosos de uma mulher que o atrai a encontros sem consequências.
Deste modo, aprende o que o amor e a guerra têm em comum: as estratégias, as tácticas, os inimigos, os aliados... - See more at: http://www.cinemaportugues.ubi.pt/bd/info/1731#sthash.p6S7xO5B.dpuf
Lisboa, 1943.
Um jovem oriundo de família da alta-burguesia, Henrique recebe, no quartel onde presta serviço militar, telefonemas misteriosos de uma mulher que o atrai a encontros sem consequências.
Deste modo, aprende o que o amor e a guerra têm em comum: as estratégias, as tácticas, os inimigos, os aliados... - See more at: http://www.cinemaportugues.ubi.pt/bd/info/1731#sthash.p6S7xO5B.dpuf
Lisboa, 1943.
Um jovem oriundo de família da alta-burguesia, Henrique recebe, no quartel onde presta serviço militar, telefonemas misteriosos de uma mulher que o atrai a encontros sem consequências.
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Lisboa, 1943.
Um jovem oriundo de família da alta-burguesia, Henrique recebe, no quartel onde presta serviço militar, telefonemas misteriosos de uma mulher que o atrai a encontros sem consequências.
Deste modo, aprende o que o amor e a guerra têm em comum: as estratégias, as tácticas, os inimigos, os aliados... - See more at: http://www.cinemaportugues.ubi.pt/bd/info/1731#sthash.p6S7xO5B.dpuf

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