quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O Assassinato de Trotsky (The Assassination of Trotsky) 1972


Cidade do México, 1940. Leon Trotsky (Richard Burton), o fundador exilado da revolução comunista da Rússia vive em constante medo de assassinato. Moscovo demonstra que controla o movimento comunista do México, encorajando comícios anti-Trotsky, e a 24 de Maio um atentado por homens armados para invadir a sua casa falha não por culpa própria, mas por falta de organização. Trotsky continua a incentivar a população para a derrubar Stalin enquanto a sua esposa Natalia Sedowa (Valentia Cortese) mantém uma casa cordial para convidados especiais. Seguidores de Trotsky complementam as defesas da casa, e um homem da segurança especial dos Estados Unidos vem para ajudar. Enquanto isso, Gita Samuels (Romy Schneider), uma dos secretárias de Trotski tem um novo namorado, um empresário misterioso chamado Frank Jacson (Alain Delon). Frank é na verdade um agente de Stalin, à espera do momento certo para atacar.
The Assassination of Trotsky é, na verdade, uma obra do movimento de esquerda italiana dos anos 1960. Embora a publicidade afirma que a casa do assassinato verdadeira, na Cidade do México, foi usada como local de filmagens, uma grande parte do filme foi rodado em Roma. O co-argumentista Franco Solinas é praticamente um homem do cinema activista italiano, começando com argumentos anti-fascistas (Kapo, 1959), tendo depois procedido para algumas obras épicas, como "Salvatore Giuliano" e "A Batalha de Argel"  e continuando com uma série de spaghettis "radicais" e épicos históricos, como La Resa Dei Conti (The Big Gundown), El Chuncho, Quién Sabe? (A Bullet para a Geral), Il mercenario (The Mercenary) e Quiemada (Burn!).
Mergulhado nas tradições comunistas de três países (Rússia, Itália e México), The Assassination of Trotsky é dirigido por Joseph Losey, um americano expatriado, que fugiu de Hollywood para a Inglaterra em 1951 e, finalmente, criou nome próprio nos círculos críticos. Os filmes mais antigos de Losey, como The Prowler ou The Lawless eram mais sensíveis, bem observadas críticas da América numa altura em que nada de negativo era considerado desleal e subversivo. O Assassinato de Trotsky usa um pouco da sutileza desses filmes mais antigos, transpostos para uma realidade bem diferente.
O egoísta e pomposo Trotsky de Richard Burton é uma boa aproximação do caráter histórico, trabalhando em novos artigos da sua mesa ao lado da janela jardim, enquanto que as pessoas ao seu redor se preocupam com a sua segurança. Tinha sido um revolucionário desde antes da virada do século e passou por uma série de perigos. Valentina Cortese é convincente como a sua dedicada esposa, encontrando a boa vida depois de vários dos seus filhos terem sido assassinados por homens de Stalin. Essa perda é vagamente mencionada, mas o filme assume que já sabe tudo sobre a carreira turbulenta de Trotsky e da sua luta contra Stalin. Isto deixa logo metade da história para a personagem Frank Jacson, onde Alain Delon é convincente como um agente secreto que espera o momento certo para matar Trotsky.

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1 comentário:

brunabora disse...

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