domingo, 13 de setembro de 2015

O "Outback" Australiano



A câmera, fixa no topo de um moinho de vento, roda 360 graus, à volta de um deserto sem limites, interrompido apenas por uma linha ferróviária e uma pequena escola. É assim o ínicio de "Wake in Fright", de Ted Kotcheff. Este filme tem uma considerável importância sobre o "outback" australiano, tanto no grande ecrã como na vida, um local para se sonhar, viver e trabalhar, de medos inomináveis, e de romances de se perder.
Cobrindo 70% da Austrália, o outback (interior) é uma zona isolada, árida e pouco povoada. A maior parte do restante continente foi denominado "the bush", mas a população vive na sua maioria nas zonas urbanas. O personagem do interior sobrevive como a principal escolha para os livros sobre a nação, poesia, pintura, curtas e longas metragens, teatro, televisão e publicidade.
Uma visão específica do outback foi desenhada na mente dos espectadores.Uma paisagem seca, dura e implacável. Paisagens desérticas de vermelho estendem-se até onde os olhos podem ver, sem água ou vegetação à vista. O sol brilha com uma intensidade implacável, oferecendo um brilho dourado num céu azul, sem nuvens. Estes são os pontos turísticos incorporados na consciência colectiva de filmes tão inquietantes como "Wake in Fright".




Foram muitos os filmes que tentaram tirar o melhor possível desta paisagem, tal como na América fizeram com o Monument Valley. Os filmes que poderão ver esta semana, relativo ao interior australiano, são os seguintes:

- Walkabout (1971), de Nicolas Roeg

- Picnic at Hanging Rock (1975), de Peter Weir

- My Brilliant Carrer (1979), de Gillian Armstrong

- The Man from Snowy River (1982), de George Miller

- The Proposition (2005), de John Hillcoat

Por hoje é tudo. Até amanhã.

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