quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O Rei Pescador (The Fisher King) 1991



Jack Lucas (Jeff Bridges) é um DJ de rádio e o homem da cidade, prestes a tornar-se a estrela da sua própria sitcom. Tudo lhe corre bem e a sua influência no ar é tão grande como o seu ego. O seu mundo desmorona quando um homem influenciado por uma resposta sua no ar comete um monstruoso acto e consegue colocar as culpas em Lucas. Três anos depois vamos encontrá-lo como um bêbado suicida e depressivo, vivendo o que poderia ter sido a sua vida se não tivesse estragado tudo. Conhece Perry (Robin Williams) um estranho que parece quase tão louco como ele, e de certa forma parecem estar ligados.
Os dois tentam ajudar-se um ao outro, para se verem livre das suas misérias.
O ex-Monthy Phyton Terry Gilliam realiza um filme que é mais humanista e menos fantasiasta do que a sua obra prima, Brazil. Mesmo tendo em conta que a luta de Perry é da grandeza de um Rei Artur, os cenários de Nova Iorque do inicio da década de noventa, e o drama que representa, parecem ser temas dificeis de se ver em Gilliam. Apenas o parece porque a abordagem pessoal de todo o filme pode parecer um pouco Felliniana ou perturbadora, mas o uso de ângulos de câmara invulgares e as transições entre a fantasia e a realidade são assuntos muito bem tratados aqui. Assim como os melhores filmes de Fellini foram uma grande influência em Gilliam.
As palavras têm um poder potencialmente devastador,  e é esse fenómeno que desencadeia o filme de Terry Gilliam, uma mistura pecualiar de drama e comédia que explora as dificuldades da culpa e do poder da cicatrização. É acompanhado por grandes interpretações, que valeram um Óscar de Melhor Actriz Secundária a Mercedes Ruel, e as grandes interpretações do duo Bridges/Williams. Por fim, temos Tom Waits, num papel muito secundário, como veterano da guerra. 

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