sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Leolo (Leolo) 1992



O jovem Leo Lauzon vive dividido entre dois mundos, a esquálida Montreal onde ele habita com a sua família disfuncional, e o mundo imaginário que ele constrói para si próprio através da sua escrita, onde é Leolo Lozone, filho de um camponês siciliano (concebido num acto bizarro envolvendo um tomate). E a sua experiência de crescimento (especialmente o seu desenvolvimento sexual), afecta a sua resposta a estes dois mundos...
Enquanto testemunha a decadência da família ao seu redor, Leolo retrai-se para si próprio e para o mundo à sua volta. Em resposta à estranheza da sua vida diária, Leolo cria uma enorme confusão mental, que Lauzon transforma numa série incrível de imagens surreais. Eventualmente, este equilíbrio precário entre realidade e fantasia quebra, e Leolo é hospitalizado depois de tentar matar o seu avô.
Semi-autobiografia do canadiano Jean-Claude Lauzon, o último filme que fez antes da sua morte prematura, num acidente de avião, em 1995. É uma obra poderosa e única, que provavelmente nunca irá envelhecer. Dramatizando a ténue linha entre a arte e a loucura, é um dos filmes mais originais do seu tempo, audacioso, imaginativo, perturbador, ainda que extremamente compassivo.
A banda sonora de Tom Waits ressalta o arco narrativa do colapso de Leolo. O filme ganhou vários prémios, depois de passar por vários festivais.

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