quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Vulcão (Eldfjall) 2011



A história do amadurecimento de um homem de um homem com 67 anos de idade. Quando Hannes se reforma começa um enorme vazio para o resto da sua vida. Afastado da família, quase não tem amigos, e a relação com a sua esposa não é das melhores. Uma tragédia vai afectar esta família, e Hannes percebe que vai ter de mudar para ajudar alguém que ama.
"É praticamente impossível não comparar esse VULCÃO (2011), primeiro trabalho em longa metragem do diretor vindo da Islândia RÚNAR RÚNARSSON com o fantástico AMOUR (2012) do alemão MICHAEL HANEKE. No filme somos apresentados a um homem de idade que está se aposentando de seu trabalho como inspetor escolar, rígido, que agora vai ter que se habituar com a sua rotina em casa junto com a esposa.
Digo que é difícil não comparar os dois filmes, por que apesar de um homem mais bruto e introspectivo, o personagem de Rúnar ama sua esposa a sua maneira. Sem deixar transparecer para as pessoas que estão a sua volta, como seus filhos que acreditam que ele não gosta da mãe. E as coincidências não param por aí. Sua esposa tem um AVC que a incapacita fisicamente e ele opta por tomar conta da mulher, mesmo contrariando o desejo dos filhos que acreditam que ela estaria melhor acompanhada em um hospital ou clínica especializada.
As semelhanças com a obra de Haneke não param por aí, mas mais do que isso seria entregar toda a trama desenvolvida pelo diretor. As diferenças, bom, a obra do alemão é muito mais sensível, é algo que se nota ao ficar parado para aquela locação simples, que serve de palco para a obra de arte que ele nos apresenta. No caso do filme islandês, temos realmente uma obra ousada que trata de um assunto complicado, mas que não consegue se aprofundar e trazer a tona todas as discussões que são necessárias para que o filme tenha um sentido maior. Agora, não sei dizer, quem copiou a ideia de quem." Texto de Marcotul, daqui.

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