quinta-feira, 15 de maio de 2014

Oxalá (Oxalá) 1981



Um jovem português, exilado em Paris, visita várias vezes o país, entre o 25 de Abril de 1974 e Outubro de 1978, sem se decidir, face ao evoluir da situação socio-política, por se fixar em Portugal - o que tem a ver com a vivência no estrangeiro, as transformações operadas no ambiente familiar de origem e, em particular, na relação com as pessoas com quem se encontra ligado. O relato da sua experiência é revelado através de vários retratos femininos e de sucessivos quadros geográfico-temporais.
Texto de Jorge Leitão Ramos:
"Porque todos os filmes reflectem, de algum modo, quem os faz, "Oxalá" não foge à regra. Só que, aqui, o cinema assume esse facto, acentua uma certa confessionalidade, mostra-se. O lado simpático de Oxalá é essa disponibilidade. É muito claro que este é um filme que se sente mal na sua pele portuguesa do final dos anos 70, que vive fixado, adolescentemente, na França da Nouvelle Vague.
O seu exilado que atravessa, entre o perto e a distância, os anos de Abril é, por isso, mais um estrangeiro que um compatriota, alguém cujo descentramento, em relação à realidade portuguesa, é total. Daí que nenhum dos seus gestos tenha consequências, daí que, visivelmente, ele não esteja disposto a pagar nenhum preço pela vida, nem sequer o preço do amor. Daí a impotência. O equívoco."
Um dos primeiros filmes de António-Pedro Vasconcelos, foi um dos maiores sucessos do início dos anos 80, com quase 90 mil espectadores.

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