quinta-feira, 22 de maio de 2014

Nosferatu, o Fantasma da Noite (Nosferatu: Phantom der Nacht) 1979



Jonathan Harker é enviado para o castelo do Conde Drácula, para lhe vender uma casa em Varna, onde Jonathan vive. Mas o conde Drácula é um vampiro, um morto-vivo que vive de sugar o sangue dos homens. Transtornado por uma fotografia de Lucia Harker, a esposa de Jonathan, o Conde muda-se para Varna, levando consigo a morte, e a peste...
Remake do clássico do cinema mudo, do mesmo nome, de F. W. Murnau, é um conto baseado no livro de Bram Stoker, "Dracula". Não é uma tentativa de refazer a história, ou uma tentava de modernizar o conto, muito mais do que isso, é uma homenagem a Murnau. Tal como o filme anterior, também tem uma história muito diferente do livro, com Herzog a preferir recriar muitas das cenas do filme original, e a conseguir criar um ambiente bem assustador, mais do que o original.
O desempenho de Klaus Kinski é extraordinário, de cabeça rapada, orelhas em forma de morcego, e dentes de rato, que fazem desta uma das recriações mais assustadoras do famoso vampiro. Herzog originalmente gravou o filme em duas linguas ao mesmo tempo, inglês e alemão, o que como é claro trouxe problemas com as dobragens, já que o filme incluía actores de várias nacionalidades. (esta versão do post é a inglesa).
Por mais que fosse uma homenagem a Murnau, Herzog conseguiu incluir algumas sequências que são tipicamente "Herzoguianas", tal como a onda de ratos que chegam à cidade, e para a qual o realizador teve de libertar alguns milhares de ratos vivos, para conseguir os ângulos certos. Uma sequência que tem tanto de impressionante como de desagradável, e que leva a perguntar o que terão feito a todos aqueles ratos depois de terminadas as rodagens?
A principal inovação para a obra de Murnau é apresentar a criatura vampiresca não tanto como um monstro perverso, mas mais como uma vítima, um ser que tanto devemos ter medo como pena. E é aqui que Kinski sobressai, com uma caracterização que dificilmente o faz ser reconhecido, consegue provocar-nos um poderoso sentimento de emoção. O filme é dele.

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