quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O Juiz Roy Bean (The Life and Times of Judge Roy Bean) 1972

O Juiz Roy Bean é um homem irredutível. Uma espécie de mito no velho Oeste. Ele mesmo criou as suas próprias leis e aplica-as com seus os métodos, como acha correcto. Qualquer pessoa que cometa um crime (na visão do juiz) é severamente punido. Severamente mesmo.
John Huston, o realizador. John Milius, o argumentista. Paul Newman, o protagonista. Violento, caricatural, e conto sentimental, bem embrulhado, como se fosse um western, é mais uma das pérolas da fase final da carreira de John Huston. "The Life and Times of Judge Roy Bean" é uma crónica sombria sobre as promessas e desilusões do chamado "sonho americano".
Qualquer filme que ouse cobrir tanto terreno em termos de tempo, e tente chamar a atenção para o seu significado histórico, corre sérios riscos de ficar facilmente datado. No entanto, este filme é tão divertido e vigorosamente interpretado, principalmente por Newman no papel principal, que as suas pretensões acabam por se tornar qualidades.
Embora o Roy Bean da vida real tenha morrido em 1903, o argumento de Milius acaba por ser vago sobre datas e épocas. O filme parece cobrir toda a história do Texas, bem reflectido no crescimento de Vinegaroon, que no início parece um único bar de prostitutas situado num terreno baldio, de uma desolação quase cómica, até ser uma cidade fronteiriça próspera.
Um destaque especial, para a qualidade do restante elenco: Anthony Perkins, Ned Beatty, Tab Hunter, Stacy Keach, Roddy McDowall, Jacqueline Bisset, Ava Gardner e Richard Farnsworth.

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