domingo, 29 de junho de 2014

Recordar Eli Wallach

Um actor magistral, famoso pela sua versatilidade, durante mais de 60 anos experimentou um pouco de tudo no campo das interpretações, desde o teatro surrealista, a papéis de mafioso italiano, ou vilão. Foi como vilão que ficou mais conhecido, por dois papéis de mexicano que fez em dois westerns - "O Bom, o Mau e o Vilão", e "Os Sete Magníficos".
Um favorito de Tennessee Williams, Wallach tinha uma carreira distinta no teatro antes do seu talento passar para o cinema, a sua pronuncia de Brooklyn levou-o a ser escolhido para inúmeros papéis de vilão. Um dos primeiros produtos do pós-guerra da escola do "Método", os seus personagens eram nervosos, intensos, introspectivos e pensativos. Baixo, escuro, de sobrancelhas carregadas, ele podia sugerir grandes reservas de poder infundidas nas suas interpretações com uma força escondida.
Nunca foi nomeado para um Óscar, mas a Academia reconheceu a sua carreira no final de 2010, entregando-lhe o Óscar honorário pela “desenvoltura inata com que interpretou uma variedade de personagens, ao mesmo tempo que deixou uma marca inimitável em cada papel”. Chamou-lhe então “um camaleão por excelência”.
Eli Wallach morreu na semana passada, com a idade de 98 anos. Uma carreira inigualável no cinema e no teatro, que iremos homenagear esta semana. Escolhi cinco dos seus filmes mais marcantes. Já tinhamos por cá dois filmes seus, aqui. Vou actualizar o link do "Os Inadaptados" esta semana.



 A programação desta semana:

Segunda: Baby Doll (1956), de Elia Kazan

Terça: The Lineup (1958), de Don Siegel

Quarta: Os Sete Magníficos (1960), de John Sturges

Quinta: Lord Jim (1965), de Richard Brooks

Sexta: O Bom, o Mau, e o Vilão (1966), de Sérgio Leone

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