segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Capitulo 13 - Ficção Científica

 Howard e o Destino do Mundo (Howard the Duck) 1986
Howard é um simpático pato de temperamento sarcástico que chega à Terra depois de uma estranha experiência científica. Além de estar num planeta desconhecido, Howard terá de enfrentar outra criatura extraterrestre, que sofreu a mesma experiência que ele, e é bem menos amigável. Embora cercado de problemas, algumas pessoas tentam afastá-lo de cientistas maldosos, oferecendo-lhe ajuda para ele voltar ao seu planeta.
Lendária produção da Lucasfilm, Ltd, foi um dos maiores fracassos de sempre, tendo custado 30 milhões de dólares (que era uma grande quantia para aquele tempo), e rendido apenas 16 milhões, além de ser uma idéia tão ridícula, e tão mal concebida que só trouxe vergonha a toda a gente envolvida, principalmente o produtor George Lucas, que não estava habituado a tamanha má recepção. Um filme com tamanho orçamento nas mãos era um prémio para Willard Huyck, argumentista de "American Graffiti" e "Indiana Jones e o Tempo Perdido", mas depois deste fracasso ele nunca mais pegaria nas rédeas de outra longa metragem.
Aparece muitas vezes em listas dos piores filmes de sempre, mas com o passar dos anos atingiu um certo estatuto de culto, que cresce de dia para dia.

Os Ladrões do Tempo (Time Bandits) 1981
Na companhia de anões caçadores de tesouros, um rapaz parte numa aventura diferente: dotados de um mapa que pertence ao Ser Supremo, eles viajam pelo tempo participando em eventos históricos e encontrando personagens famosos (Robin Hood, Napoleão, Rei Agamemnon). Mas um poderoso vilão cobiça o mesmo mapa, e segue no seu encalce.
Ao fazer "Time Bandits" Terry Gilliam disse que queria fazer um filme que fosse inteligente o suficiente para crianças, e ao mesmo tempo, excitante para adultos, uma inteligente inversão dos padrões normais de Hollywood, que pretende exactamente o oposto (excitante para as crianças e inteligente para os adultos). Gilliam mantém a câmara sempre baixa, e filma tudo do ponto de vista da criança, o que dá substância visual e emocional à essência do filme, que nunca cai no erro de se tornar demasiado infantil. Gilliam recrutou vários dos seus colegas dos Monty Phyton para contribuírem no filme (Michael Palin como co-argumentista e um pequeno papel no filme, e John Cleese que aparece no papel de Robin Hood).
O design do filme é das coisas mais perfeitas desta longa metragem, cheio de detalhes e imaginação, mas não esquecer que foi produzido independentemente do filme, tendo custado um total de 5 milhões de dólares.

Nas Asas da Imaginação (The Boy Who Could Fly) 1986
Depois da morte dos pais, num acidente de avião, um jovem fecha-se sobre si mesmo  e não conversa com ninguém. Ele vive com o tio alcoólico e é tratado como um autista. Na escola, contudo, torna-se amigo de uma bela jovem, que conquista a sua confiança e o faz "voar" sobre a cidade.
Terceiro filme de Nick Castle, um colega de escola de John Carpenter que interpretou o assassino no primeiro "Halloween", sempre a navegar pelo campo do fantástico. "The Boy Who Could Fly" é um filme encantador. O ritmo é lento, principalmente no inicio, mas nunca funcionaria se assim não o fosse. A ligação entre Eric e Milly (interpretados pelos jovens Jay Underwood e Lucy Deakins) cresce lentamente mas desenvolve-se de uma forma bastante credível. 
Embora o filme tenha uma grande parte de sentimentalismo fácil, também tem alguns complexos subtextos: os ajustes emocionais depois das morte dos pais, fazendo novos amigos numa nova vizinhança, crianças assumindo responsabilidades parentais, mas de um modo geral é um filme para toda a familia.

Nenhum comentário: