domingo, 15 de novembro de 2015

O Telefone Fatal (I Saw What You Did) 1965

Duas adolescentes pregam partidas por telefone, ao telefonarem para estranhos e susurrarem "eu sei o que fizeste, e sei quem és". Um dia ligam para a pessoa errada, e na hora errada, pois o psicopata Steve Marek (John Ireland) acaba de assassinar a sua esposa. Mas, mais alguém sabe do terrível crime que foi cometido naquela noite, a vizinha do assassino Amy Nelson (Joan Crawford).
Depois do seu tardio regresso no filme de Robert Aldrich "What Ever Happened to Baby Jane?" (1962), Joan Crawford era uma estrela de novo. Já na casa dos sessenta anos, nunca mais iria recuperar a sua reputação de outrora, mas ela gostava do reconhecimento que estava a ter de um certo número de cinéfilos, e o nome que a mantinha como uma estrela de elevado potência. Depois do seu papel de Baby Jane, entrou na fase do terror da sua carreira, fase essa que soube ser muito bem explorada por William Castle, fase essa que durou dois filmes.
O sucesso de bilheteira de "Strait-Jacket" voltou a reunir Castle com Crawford, apenas um ano depois. Baseado numa história de mistério da escritora Ursula Curtiss chamada "Out of the Dark", o filme era uma incursão na sub-categoria do cinema de terror chamada "teen horror". No entanto, a contagem de corpos aqui é bastante menor do que o habitual, sendo também visíveis influências para futuros clássicos como "Black Christmas" (1974), de Bob Clark, ou "Halloween" (1978), de John Carpenter, então, claramente, o "Scream" (1986), de Wes Craven. Adolescentes em perigo ainda era um tema tabu quando decorria a década de sessenta, por isso Castle jogou pelo seguro, não adiantando o tema muito profundamente. No entanto, a sua descrição dos subúrbios típicos americanos, como um viveiro de inquietação sexual, voyeurismo, chantagens e homicídios, colocam o filme algures entre "Peyton Place" e "Twin Peaks".

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