terça-feira, 10 de novembro de 2015

O Sinistro Mr. Sardonicus (Mr. Sardonicus) 1961

Sir Robert Cargrave, um promissor médico londrino em 1880, especializado em problemas físicos, encomenda o que então seria uma grande novidade no mundo da ciência: a seringa hipodérmica, que o auxiliaria na cura da paralisia e de outras sequelas. Mas uma carta é enviada de um lugar isolado chamado Gorslava, pela sua ex-namorada, Maude, que implora para que ele vá até ao castelo do seu marido, o Barão Sardonicus, sem muitas explicações. O que ele faz logo de seguidam, e ao chegar ao castelo do misterioso anfitrião, é recebido pelo fiel e sinistro mordomo que o conduz ao castelo sombrio. É então que se irá deparar com o terrível Barão, que esconde o rosto com uma máscara, impõe o medo em todos os habitantes da aldeia, num ambiente de horror e crueldade extrema.
Em 1961, os leitores da Playboy que não gostavam só das fotografias, podiam perder algum tempo com uma história assustadora dentro das páginas da revista. "Mr. Sardonicus", de Ray Russell, um conto gótico de terror, sobre um nobre terrivelmente deformado, a sua esposa, e os ex-namorado desta, um médico famoso, tomando o seu título no termo médico "risus sardonicus", que se referia ao espasmo do músculo facial que dava a algumas vítimas do tétano um sorriso apertado e imóvel, e os dentes arreganhados. As verdadeiras vítimas desta doença tinham pouco em comum com o personagem do filme, felizmente. O Barão Sardonicus era um monstro, com o rosto congelado de qualquer emoção. 
Esta terrível premissa chamou a atenção para o produtor/realizador William Castle, realizador prolífico e inovador, que vinha com uma série de sucessos no território do thriller de terror, e que preparava-se para cimentar a sua reputação de "showman". Também provou que era um mestre nas receitas de bilheteira através de truques que apelavam ao público maioritariamente jovem, que afluíam aos seus filmes em grande número. Aqui, o truque, é que ao chegar aos momentos finais do filme, o público podia escolher entre dois finais possíveis: num o malvado barão tinha um fim trágico, no outro final o barão era poupado de morrer. As pessoas erguiam um cartão luminoso que era erguido no inicio da sessão, e escolhiam qual era o final que queriam ver. Escusado será dizer que em nenhuma sessão de cinema, o público teve misericórdia de Sardonicus, por isso o segundo final nunca foi visto. Alguns anos mais tarde, a actriz protagonista, Audrey Dalton, disse que nenhum outro final foi fimado.

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