domingo, 19 de outubro de 2014

O Clã dos Sicilianos (Le Clan des Siciliens) 1969



Um jovem e ambicioso mafioso planeia um elaborado roubo de diamantes, enquanto seduz a filha de um implacável patriarca de uma família da mafia siciliana, com um comissário da polícia no encalce de todos eles.
"O Clã dos Sicilianos" é um filme sobre o mundo do crime, interpretado por três dos maiores nomes do cinema francês, Alain Delon, Lino Ventura, e Jean Gabin, dirigido por um grande especialista no género, Henri Verneuil, e baseado numa história de Auguste Le Breton, que também escreveu "Rififi", e "Bob le Flambeur". Com tanto talento por trás deste projecto, era impossível algum falhanço.
É um filme elegante, compulsivo, extremamente acessível para os olhos de qualquer espectador, poderia ser acusado como um filme superficial, porque de facto não tem a angustia existencial dos filmes de Melville, por exemplo, mas ganha pontos a construir um ritmo bastante elevado, e com algumas cenas de acção muito bem executadas. Neste aspecto, parece-se mais com um filme italiano do que um filme francês, impressão que é reforçada pela excelente banda-sonora de Ennio Morricone, que inclui algumas notas que normalmente seriam mais esperadas nos western spaghetti.
De facto, o filme deve muito a outro regular colaborador de Morricone, Sérgio Leone. A história tem muitas semelhanças com Por Alguns Dólares Mais (onde um gangster descobre como abrir um cofre enquanto está preso), e em alguns cenários é sentido o ambiente de um spaghetti (como no climax, quando Gabin, Delon e Irina Demick se enfrentam).
O filme é um prodígio para os padrões do cinema francês da altura, com cenários enormes, interiores muito interessantes e bem construidos. A direcção de arte de Jacques Saulnier é fantástica.
É um filme escolhido pelo Rui Alves de Sousa.

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