sexta-feira, 11 de abril de 2014

Comapanheiros (Vamos a Matar, Compañeros) 1970



Durante a revolução mexicana, um traficante de armas sueco chamado Yodlaf Peterson (Franco Nero) procura o general Mongo Alvarez. O general é um oportunista e traiçoeiro, interessado apenas no conteúdo de um cofre, que contém "a riqueza da revolução". O único que pode abrir o cofre é o professor Xanthos, um pacifista aprisionado no Forte Yuma. O sueco oferece-se para libertar o professor, mas como o general não confia nele envia o tenente El Vasco (Tomas Milian) para o acompanhar. Juntos conseguem libertar Xanthos, mas entra em cena um velho conhecido do sueco, John (Jack Palance, outra vez), que está pago para matar o pacificador.

O último dos grandes westerns de Corbucci, é por vezes considerado uma sequela ou remake de (Il Mercenario). Também é um "Zapata Western", usa a mesma estrutura, e até partilha o mesmo protagonista e o mesmo vilão. A única alteração, e aqui o filme ficou a ganhar, foi da substituição do revolucionário mexicano, de Tony Musante por Tomas Milian. Nascido em Cuba, mas já emigrado em Itália há alguns anos, Milian já tinha algum historial nos Zapata Westerns. Já o tínhamos visto em "The Big Gundown", "Se sei vivo Spara", "Tepepa", ou nos filmes de Sérgio Sollima, e preparava-se para se dedicar ao Poliziotteschi, mas Milian foi um habitual no cinema de género italiano nos anos 70. A sua presença em palco era electrizante, e roubava o protagonismo a qualquer outro actor. Dizia-se que ele era tão hiperactivo na rodagem dos filmes, que era muito difícil controlá-lo, o que por vezes obrigava a mudanças no argumento. 
Por causa de Milian, este acaba por ser o western mais bem-humurado de Corbucci, mas não o melhor, embora apareça constantemente em listas dos 10 mais deste sub-género. É talvez um pouco superior a "Il Mercenario". "Companeros" era também um dos últimos grandes spaghetti, que a partir dos anos 70 começaram a ficar saturados, e repetitivos. Aos poucos, actores e realizadores mudavam-se para os famosos policiais, que continuavam a ser westerns, mas urbanos. Começavam a aparecer os filmes de Trinitá, que era uma última tentativa de recuperar o género, mas era tarde demais.
"Companheiros" é, sobretudo, uma aventura de acção, e apesar de fazer transparecer os ideias do professor, tem uma contagem de corpos impressionante, mas é um filme muito mais leve do que "Django" ou "O Grande Silêncio". Destaque-se, uma vez mais, a banda sonora de Ennio Morricone, que insistia em fazer bandas sonoras bem diferentes das que fazia para Sérgio Leone. E ainda bem.

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