quarta-feira, 12 de março de 2014

La Carrière de Suzanne (La Carrière de Suzanne) 1963



Um jovem chamado Bertrand (Philippe Beuzen) que, tal como todos os estudantes universitários, pensa que se conhece muito melhor, do que realmente conhece. O seu melhor amigo é Guillaume (Christian Charrière), que é mais agressivo e extrovertido, e logo por isso tem mais sucesso com as mulheres.
Embora esteja plenamente consciente disso, Bertrand deixa-se manipular por Guillaume, especialmente nas tentativas de seduzir mulheres. Bertrand permite isto porque normalmente desaprova as raparigas que Guillaume seduz, e como idolatra o amigo nunca nenhuma mulher é boa para ele.
Na primeira cena do filme, os dois amigos conhecem Suzanne (Catherine Sée), uma jovem bastante simples que Bertrand logo descarta, ma a quem Guillaume logo lança o seu olhar. Mas logo depois de a conquistar Guillaume logo perde o interesse, e é construído um trângulo amoroso quando Suzanne começa a andar com Bertrand...
Como o segundo conto moral de Rohmer, "La carrière de Suzanne" intensifica e expande muitos dos temas estabelecidos pela curta-metragem anterior. Tal como nessa curta, também aqui esta obra foi filmada numa câmera de 16 mm granulada, pelas ruas de Paris, e englobava um punhado de actores desconhecidos nos principais papéis, cujo naturalismo é reflectido no estilo clássico invisível de Rohmer, que aperece aqui mais seguro, sem os floridos estéticos da curta anterior. Aqui, a história também engloba um protagonista masculino egocêntico que está dividido, embora, ao contrário da personagem de Barbet Schroeder, Bertrand está dividido de várias maneiras. Não só pelo seu simultâneo idoltrolamento e desgosto por
Guillaume, mas também pelo amor de Suzanne e Sophie (Diane Wilkinson), uma jovem mais tradicional que ele conhece.
O tema central da história está no facto de quão mal as pessoas podem tratar-se umas às outras, e somos testemunhas da exploração dos dois homens a Suzanne, em quase todos os sentidos, até no facto de lhe extorquirem dinheiro deixando-a pagar tudo. Há algo triste e patético em Suzanne, mas isso faz parte do argumento de Rohmer, para deixá-la saír vitoriosa no final, deixando os rapazes com a percepção que são muito mais infantis do que pensavam.

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