quarta-feira, 12 de março de 2014

La boulangère de Monceau (La boulangère de Monceau) 1963



O primeiro filme dos seis contos morais de Rohmer, "La boulangère de Monceau", tem apenas 23 minutos de duração, e centra-se no dilema de um jovem homem (interpretado pelo futuro realizador Barbet Schroeder), forçado a escolher entre duas mulheres. O jovem, um estudante de direito, está apaixonado por Sylvie (Michele Girardon), uma rapariga que ele vê passar na rua todos os dias, e a quem pensa apresentar-se. Depois de um breve contacto a rapariga desaparece, o que o leva a procurá-la pelas ruas de Paris. A busca leva-o a uma padaria nas proximidades, onde ele conhece Jacqueline (Claudine Soubrier).
Este dilema - um homem a escolher entre duas mulheres - seria o tema central dos contos morais de Rohmer. O realizador já tinha escrito todas as histórias que compõem os contos morais quando gravou este filme, mas o modo como este filme destila o dilema central, faz parecer que ele estivesse a preparar um tema para ser dissecado mais pormenorizadamente no futuro.
Rohmer era um cineasta único, que, ao contrários dos outros associados à Nouvelle Vague, que se manteve absolutamente inalterado, tanto no estilo, como no material temático. Talvez porque ele fosse mais velho, e já tinha 40 anos quando o movimento começou. Já tinha por isso passado pela fase de raiva, que outros como Godard e Truffaut passaram.
A estrela do filme era Barbet Schroeder, um jovem produtor que no ano anterior formara a Les Films du Losange, em conjunto com Rohmer. Schroeder viria a produzir todos os seis contos morais de Rohmer, e mais tarde viria a tornar-se ele próprio um realizador de sucesso. Curiosamente, a narração deste filme é de Bertrand Tavernier. Um estudante de direito que igualmente se tornaria num realizador de sucesso.

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