segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Raquel, Raquel (Rachel, Rachel) 1968

Rachel é uma professora de 35 anos, que não tem qualquer homem na sua vida, e vive com a mãe. Quando um homem da grande cidade regressa w a convida para saír, ela tem de começar a tomar grandes decisões sobre a sua vida, e perceber até onde quer ir.
 "Rachel, Rachel" é uma meditação madura sobre a solidão, e a angustia existencial. Alguns anos antes de "The Effect of Gamma Rays on Man-in-the-Moon Marigolds", um filme de culto, Paul Newman realizava o seu filme de estreia, "Rachel, Rachel". Era difícil de imaginar o actor de filmes como "Cool Hand Luke" ou "The Hustler" escolher para se estrear atrás das câmaras com o retrato tão sensível e extraordinário, de partir o coração, de uma mulher envelhecida antes do seu tempo, da solidão a larga escala, dos pequenos detalhes da vida e da psicologia. Baseado no livro "Jest of God", de Margaret Laurence, conta a história de uma professora que vive em casa com a mãe, e tem feito tudo desde os 14 anos, idade em que o pai morreu. Ela vive em silêncio, vivendo para o trabalho, e a cuidar da sua mãe refilona, e a caminho de casa da sua amiga Calla, que também dá aulas na escola. Mas Rachel começa a aperceber-se que realmente nunca viveu a vida, e talvez esteja na altura de o fazer. O argumento é da autoria de Stuart Stern, que alguns anos antes tinha escrito o argumento de "Rebel Without a Cause", outro filme sobre a alienação, e o anseio pelas relações humanas.
A protagonizar estava Joanne Woodward, esposa de Newman, que já tinha conquistado um Óscar anteriormente com "The Three Faces of Eve", e que aqui arrecadaria a sua segunda nomeação. Newman achava que ela era a pessoa mais genial do casal, e, por isso, queria-a a trabalhar consigo. Mantém a câmara fixa no seu rosto ao longo do filme, que é feito, sobretudo, de closeups. 
Além de Melhor Actriz, conseguiu mais três nomeações aos Óscares, incluindo Melhor Filme e Argumento Adaptado.

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